SAÚDE NACIONAL

OMS afirma que risco de infecção da zika é “baixo” no Rio

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse nesta sexta-feira que “o risco de infecção do vírus da zika é baixo e administrável, desde que sejam tomadas as medidas adequadas” nos Jogos Olímpicos que começam no próximo dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro.

“Sei que as pessoas estão preocupadas com a zika, e é uma preocupação muito legítima”, disse Margaret, durante entrevista coletiva em Pequim.

A diretoria da OMS quis, no entanto, desfazer temores pelo contágio ou expansão da zika durante os Jogos do Rio e como prova disso afirmou que viajará para a cidade na próxima semana.

“Cada semana, aprendemos algo novo da doença. Há um certo nível de incerteza”, admitiu Margaret Chan, que disse, portanto, “é importante para atualizar as informações e recomendações em tempo hábil”.

Ela disse que atualmente, “está muito claro e há consenso entre os cientistas que a zika está relacionada com bebês com microcefalia e outras condições neurológicas”.

“A OMS aconselhou que as mulheres grávidas ou as que planejam uma gravidez que não viajem para lugares onde haja riscos de transmissão da zika. Para os esposos ou companheiros que precisam viajar, é recomendável que façam um teste ao retornar”, advertiu.

O que são os miniderrames cerebrais – e como eles podem ser um alerta de algo mais grave

Para milhares de pessoas, alguns sintomas são prenúncio de perigo: indicam que elas correm o risco de sofrer um derrame cerebral nos meses seguintes. Esses sintomas são os chamados miniderrames, ou acidentes isquêmicos transitórios (AIT).

Os sintomas do miniderrame são sinais de alerta de um derrame mais grave que pode acontecer em breve
Os sintomas do miniderrame são sinais de alerta de um derrame mais grave que pode acontecer em breve

Foto: Thinkstock

Os sinais do miniderrame são parecidos aos do derrame, porém mais fracos e de menor duração. Em alguns casos, duram apenas alguns minutos. Mas nem por isso devem ser ignorados.

Segundo a revista da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a Harvard Health Publications , “cerca de 33% das pessoas que sofreram um AIT têm um derrame cerebral no período de um ano”.

“A cadeia de eventos que levam a um AIT é basicamente a mesma que leva a um derrame cerebral”, afirmou o médico Louis Caplan em outro artigo da Harvard Health Publications .

“Uma pessoa que tem um AIT sofreu uma isquemia (…) sem dano duradouro no cérebro. Mas as mesmas causas subjacentes (de um derrame cerebral) ainda estão presentes e é muito provável que provoquem um derrame cerebral em um futuro próximo.”

Em artigo científico publicado em 2009 pela Associação Cardíaca Americana (AHA, na sigla em inglês), o médico Antonio Culebras diz que “os pacientes devem ser hospitalizados imediatamente e receber todo o acompanhamento neurovascular”.

Sintomas

Confusão e debilidade repentinas estão entre os sintomas de miniderrame
Confusão e debilidade repentinas estão entre os sintomas de miniderrame

Foto: Thinkstock

De acordo com a associação britânica Stroke Association, um AIT é causado por uma falta temporária de fluxo sanguíneo no cérebro e pode ser diagnosticado como um derrame cerebral, apesar de os sintomas serem temporários.

É preciso estar alerta quando uma pessoa apresenta debilidade repentina, incluindo dificuldade para andar e uma sensação de confusão.

Os pacientes e familiares precisam estar atentos também caso a pessoa apresente debilidade repentina nos músculos do rosto: o rosto do paciente parece estar caído, geralmente de um lado. O paciente sente como se esse lado estivesse adormecido.

Uma boa forma de confirmar isso é pedir que o paciente sorria e observar se o sorriso está desnivelado.

Outro sintoma é a debilidade nos braços: a pessoa não consegue levantar os dois braços na altura da cabeça.

É importante prestar atenção se a pessoa sente que um dos braços está mais fraco. Para fazer o teste, peça que ela levante os dois braços e observe se um deles cai.

Além disso, atenção a dificuldades na fala, ou seja, quando o paciente tenta falar e o que sai é algo lento, com muita dificuldade e de difícil compreensão.

Um bom teste é pedir que o paciente repita uma frase simples, como “O céu é azul”. Preste atenção se ele repete corretamente.

Se uma pessoa apresenta um desses sintomas, mesmo que eles tenham desaparecido pouco depois, é importante levá-la ao médico imediatamente.

Faça também um registro de tempo para que saiba quando o primeiro sintoma apareceu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que a maioria dos pacientes que sofreram um ou mais miniderrames pode ter um derrame cerebral no futuro. Ao mesmo tempo, a organização esclarece que uma pessoa também pode ter um derrame sem ter sofrido um episódio de menor gravidade.

Risco maior

Nichola Farrely tinha 34 anos quando sofreu um miniderrame; um dia depois sofreu um derrame cerebral
Nichola Farrely tinha 34 anos quando sofreu um miniderrame; um dia depois sofreu um derrame cerebral

Foto: BBC Brasil

Louis Caplan, que também é professor de neurologia no Centro Médico Beth Israel Deaconess, da Universidade de Harvard, explica o significado do nome acidente isquêmico transitório (AIT).

– Transitório: “Frequentemente são muito breves, duram menos de uma hora. Na verdade, a maioria acaba em poucos minutos.”

– Isquêmico: “Os sintomas são resultados de uma obstrução no fluxo sanguíneo.”

– Acidente: “É um evento isolado.”

O presidente-executivo da Stroke Association, Jon Barrick, lembra que o risco de sofrer um derrame cerebral mais grave aumenta nos primeiros dias depois de se sofrer um AIT.

Muitas pessoas não dão importância aos miniderrames “porque os sintomas são rápidos ou leves”, diz Barrick à BBC. “(Mas) é uma emergência médica. Quando os sintomas começam, você deve chamar (a ambulância) e dizer que está sofrendo um derrame”.

Segundo a Organização Mundial de Derrame Cerebral (WSO, na sigla em inglês), “aproximadamente 70% dos pacientes não reconhecem corretamente que estão tendo um AIT ou um miniderrame cerebral e 30% adiam a busca por atendimento médico por mais de 24 horas”.

“Tive dois miniderrames cerebrais antes de sofrer um derrame. Fui uma das milhares de pessoas que subestimaram os sinais de alerta, por simples ignorância”, disse o apresentador da BBC Andrew Marr, que sofreu um derrame em 2013.

Outro exemplo é o da britânica Nichola Farrelly que, em 2012, apresentou alguns dos sintomas de um miniderrame. Ela foi ao médico, mas não teve o acompanhamento apropriado, voltou para casa e foi trabalhar no dia seguinte.

“Às 8h45 da manhã tinha dor de cabeça e comecei a sentir desorientação e tontura. (…) Me levaram ao pronto-socorro. Por não ter recebido o tratamento certo, infelizmente tive um derrame”, acrescentou.

Agora, Farrelly aprendeu que é fundamental “ler” os sintomas.

Porto Rico registra 1.714 novos casos de zika em uma semana

Um total de 1.714 casos de zika foram registrados em Porto Rico na semana de número 28 deste ano (entre 11 e 17 de julho), o que eleva o total de casos acumulados para 7.296 desde que foi detectado o primeiro no começo de dezembro do ano passado.

A secretária do Departamento de Saúde, Ana Ríus, informou hoje através de um comunicado que entre os novos casos estão 116 grávidas, para um total de 788; nove hospitalizações, que acumulam um total de 74 e dois novos casos da síndrome de Guillain-Barre (que ataca o sistema nervoso), para um total de 23.

“A única forma de que sejamos bem-sucedidos nesta luta é trabalhar juntos para eliminar possíveis criadouros e nos orientar mutuamente sobre as diferentes medidas de prevenção que podemos tomar”, afirmou a funcionária.

Ríus destacou que este vírus também são transmitidos como uma doença sexualmente transmissível, pelo qual é essencial se proteger utilizando o preservativo como medida de precaução.

A funcionária lembrou que os principais sintomas associados ao zika são brotoejas, dor nas articulações, febre e conjuntivite sem secreção.

Antidepressivos podem ser ineficazes em crianças e adolescentes

 (Bibliomed). O tratamento de crianças e adolescentes que sofrem de depressão com antidepressivos pode ser ineficaz e potencialmente perigoso, de acordo com um comentário na revista The Lancet.

Pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e colegas revisaram 34 estudos que incluíram 5.260 crianças e adolescentes. A maioria dos ensaios (65%) fooi financiados por empresas farmacêuticas; 90% tinham um risco de serem tendenciosos em favor da medicação, segundo os autores.

Dos 14 antidepressivos estudados, apenas a fluoxetina foi mais eficaz no tratamento da depressão do que um placebo em crianças e adolescentes, segundo os pesquisadores. Os antidepressivos venlafaxina, imipramina e duloxetina tiveram os piores efeitos colaterais, causando mais pacientes a parar de tomá-los do que aqueles que tomam um placebo. E venlafaxina foi ligado a um maior risco de pensamentos suicidas em comparação com um placebo e outros cinco antidepressivos.

Segundo os autores, as crianças pequenas nunca deveriam receber antidepressivos, e os adolescentes deveriam receber prescrição destes medicamentos de maneira parcimoniosa.

Sedentarismo custa US$ 67,5 bi todo ano a economia global, diz pesquisa

O sedentarismo custa à economia global US$ 67,5 bilhões (R$ 220 bilhões) todo os anos, mais do que o PIB do Paraguai. Desse total, US$ 58,8 bi são gastos anualmente em cuidados médicos decorrentes da inatividade prolongada, além de US$ 13,7 bi que são perdidos todos os anos em produtividade.

As estimativas são parte de uma série de estudos publicada na revista científica Lancet , que revela ainda que o sedentarismo mata todos os anos cerca de 5 milhões de pessoas ─ um número de mortes equivalente ao do tabagismo e maior do que o da obesidade.

A síndrome rara que pode matar crianças enquanto dormem

Os mexicanos Alek Pedraza e Lucía Bru passam o dia brincando e rindo, como qualquer criança. Mas à noite tudo muda: os dois sofrem de uma doença rara que pode matá-los enquanto dormem.

O maior perigo para as pessoas que sofrem da síndrome de Ondine, como Alek, é a falta de oxigênio nos órgãos e tecidos
O maior perigo para as pessoas que sofrem da síndrome de Ondine, como Alek, é a falta de oxigênio nos órgãos e tecidos

Foto: Nadia Ortiz

Na síndrome de Ondine (ou CCHS, sigla em inglês para Congenital Central Hypoventilation Syndrome, ou Síndrome da Hipoventilação Central Congênita, em tradução livre), a mutação de um gene provoca danos na parte do cérebro responsável pelas reações automáticas do corpo.

Uma das consequências mais comuns disso é que a respiração fica prejudicada – na fase de sono profundo, a pessoa pode simplesmente parar de respirar e morrer.

Por isso, Alex e Lucía precisam ser ligados a equipamentos que os ajudam a respirar, enviando oxigênio diretamente para a traqueia.

Há poucos estudos sobre a doença, que ainda não tem cura. Em todo o mundo, há cerca de apenas 1,2 mil pessoas que conseguiram sobreviver a ela nos primeiros meses de vida.

Em 40 anos, apenas algumas centenas de casos foram analisados, conta José Bru, pai de Lucía. “Por ser uma doença rara, o interesse de um governo ou de um laboratório farmacológico para desenvolver uma cura é pouco”, critica.

No Brasil, não há registro do número de pessoas com a síndrome de Ondine, segundo o Ministério da Saúde.

Quando surgem casos, afirma a pasta, é adotada a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, que organiza desde 2014 a rede de atendimento para prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

“Atualmente, o ministério dispõe de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para 36 doenças raras. Para as doenças que ainda não contam com protocolos próprios, como a síndrome de Ondine, a assistência e o cuidado às pessoas seguem as diretrizes estabelecidas pela Política”, informou a assessoria do ministério.

É comum que a doença seja confundida globalmente com a síndrome da morte súbita infantil – falecimento repentino de bebês durante o sono. Isso levaria a uma subnotificação, já que não são realizados exames genéticos para descobrir a verdadeira causa do óbito.

‘Chip desligado’

O nome da síndrome vem de uma lenda antiga.

Nela, uma ninfa chamada Ondine condena seu marido a morrer assim que pegar no sono como punição por tê-la traído.

Na vida real, a alteração genética causada pela doença faz com que o cérebro suspenda ações automáticas que governam os órgãos do corpo, como o ritmo cardíaco ou o funcionamento dos intestinos.

Um exemplo: os pulmões de Alek não conseguem fazer a troca do dióxido de carbono pelo oxigênio, explica à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, a mãe do menino, Nadia Ortiz.

“Ele entra em sono profundo imediatamente, quase depois de fechar os olhos. E então o cérebro não manda o sinal para que ele continue respirando normalmente, que faça a troca de oxigênio. É como se esse chip estivesse desligado.”

“Alek respira enquanto está dormindo, mas não consegue fazer essa troca. Se não tiver ajuda de um respirador conectado à sua traqueia, pode correr riscos.”

O maior perigo para o menino é que o dióxido de carbono se acumule no sangue e leve a um quadro de hipóxia – ou seja, de falta de oxigênio nos órgãos e tecidos, o que pode provocar uma parada cardiorrespiratória.

O problema de Lucía é parecido, mas seu cérebro também dá ordens para uma produção maior de insulina, problema que pode ser permanente.

Traqueostomia

As crianças tiveram de se submeter a traqueostomias ainda bebês para receber os tubos de plástico que são conectados às máquinas de respiração.

A traqueostomia também ajuda na oxigenação dos pulmões, além de auxiliar para extrair muco em casos de urgência.

O tubo inserido no pescoço é permanente e, apesar de ajudar a respiração, também traz problemas.

“É uma ferida aberta, o risco de infecções é muito alto”, diz Nadia Ortíz. “Uma gripe ou uma tosse são muito perigosas para Alek. Não há intermediários entre a traqueostomia e os pulmões. Nós respiramos pelo nariz, o que nos ajuda a filtrar todos os bichos.”

José Bru conta que isso demanda uma higiene muito cuidadosa.

“Minha filha, por exemplo, usa um nariz artificial, que funciona como um filtro. Mas qualquer gripe pode virar uma pneumonia.”

Alto custo

A doença também exige muito dos pais, que precisam fazer uma vigília para monitorar os níveis de dióxido de carbono e o ritmo cardíaco dos filhos.

Para divulgar o problema e arrecadar recursos para pesquisa, José Bru e sua mulher criaram uma instituição no México, a Fundação Síndrome de Ondine MX.

Já Nadia Ortíz e o marido, Vladimir Pedraza, fizeram uma “vaquinha” na internet, na qual arrecadaram US$ 250 mil (cerca de R$ 814 mil).

O dinheiro será usado em uma cirurgia para implantar um marcapasso no diafragma de Alef, o que permitiria que ele dormisse e respirasse sem ajuda externa. O procedimento é realizado em um hospital de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mas além do atual momento difícil, os pais se preocupam também com o futuro das crianças.

“Vai chegar um momento em que vai perguntar ‘porque eu tenho traqueostomia e você não?'”, afirma a mãe do garoto.

“Quando ela completar 15 anos, vou ter de contar que terá pausas cardíacas. Que vai precisar de um marcapasso”, diz o pai de Lucía.

A pesquisa chama atenção para os malefícios do sedentarismo e o perigo de morte que ele representa. Os cientistas ressaltam que passar mais de oito horas por dia sentado aumenta as chances de morte prematura em 60%.

Especialistas dizem que pelo menos uma hora de exercício físico por dia para compensar efeitos nocivos de sedentarismo no trabalho
Especialistas dizem que pelo menos uma hora de exercício físico por dia para compensar efeitos nocivos de sedentarismo no trabalho

Foto: Thinkstock

Mas o artigo da Lancet revela ainda que exercitar-se durante uma hora por dia pode contrabalançar os efeitos nocivos de trabalhar sentado por longos períodos.

Uma equipe formada por cientistas de diferentes países descobriu que o risco de morte era de 9,9% para quem permanecia sentado por 8 horas por dia e mantinha um estilo de vida sedentário.

Já quem permanecia sentado pela metade do tempo (4h) e se mantiva ativo por 1 hora por dia, tinha o risco de morte reduzido para 6,8%.

Os pesquisadores também descobriram que o aumento do risco de morte associado a ficar oito horas sentado por dia foi completamente eliminado nas pessoas que fizeram pelo menos uma hora de exercício físico diariamente.

Eles acrescentam que, atualmente, o sedentarismo constitui uma ameaça tão grave à saúde pública quanto o tabagismo e já mata mais do que a obesidade.

Intervalo

Os cientistas recomendaram a quem passa muitas horas trabalhando sentado fazer um intervalo de cinco minutos a cada hora, além de se exercitar durante o almoço e à noite.

Responsável pela pesquisa, o professor Ulf Ekelund, da Escola Norueguesa de Ciências do Esporte e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, disse que não é necessário “ir à academia” para compensar o prejuízo de trabalhar longas horas sentado.

“Você não precisa fazer um esporte. Você não precisa ir à academia. Você pode fazer uma simples caminhada, talvez durante a manhã, durante o horário do almoço, ou depois do jantar à noite. Você pode dividir isso durante o dia, mas precisa fazer pelo menos 1 hora de atividade física para obter os efeitos positivos”.

O estudo analisou dados de 15 pesquisas anteriores, muitas das quais envolvendo pessoas cima de 45 anos dos Estados Unidos, da Europa Ocidental e da Austrália.

Os autores descobriram que uma hora de exercício de “intensidade moderada”, como caminhar a 5,6 km/h ou andar de bicicleta por prazer a 16 km/h, foi suficiente para contrabalançar os efeitos nocivos de permanecer sentado por longos períodos.

Ekelund disse ainda que um intervalo de cinco minutos a cada hora fechada, mesmo que seja ir buscar documento na impressora, poderia trazer benefícios à saúde do funcionário.

Mudanças

Os cientistas afirmaram que a combinação de passar muitas horas trabalhando sentado e ainda assistir à TV à noite sentado no sofá de casa vem se provando letal.

Eles cobraram maiores mudanças nas políticas do governo, de modo a estimular hábitos saudáveis, como aumentar a distância entre os pontos de ônibus para forçar as pessoas a andar mais, fechar o acesso de ruas a veículos durante o fim de semana e abrir academias de ginástica gratuitas nos parques.

Segundo os pesquisadores, os empregadores também encorajar os funcionários a realizar atividades físicas, ao fornecer chuveiros e academias, além de estimular intervalos mais longos.

Quantidade de energia gasta durante corridas é similar entre jovens e idosos

 (Bibliomed). Corredores mais de 65 anos poderiam queimar oxigênio (gastar a mesma quantidade de energia) com quase a mesma taxa do que os corredores mais jovens, de acordo com um estudo publicado na edição de abril de Medicine & Science in Sports & Exercise.

Investigadores da Universidade Estadual Humboldt em Arcata, Califórnia, e colegas realizaram avaliações da esteira ergométrica de 15 corredores mais velhos e 15 corredores mais jovens que corriam pelo menos três vezes por semana, durante um mínimo de 30 minutos por sessão, por mais de seis meses.

Os pesquisadores observaram diferenças entre os dois grupos na mecânica da execução, indicando que os corredores mais velhos ajustam suas técnicas à medida que envelhecem. Mas os corredores mais velhos queimavam oxigênio a uma taxa semelhante tanto como os corredores mais jovens em diferentes velocidades.

A descoberta oferece outra razão para que as pessoas permaneçam ativas à medida que envelhecem, afirmaram os pesquisadores. Assim, existem evidências de que nunca é tarde demais para iniciar exercícios físicos.

Brasileiro cresce em altura nos últimos cem anos, mas ainda é ‘baixinho’; conheça o ranking global

Quando o assunto é altura, o homem da Holanda e a mulher da Letônia ficam por cima de todas as outras nacionalidades, aponta um novo estudo.

A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas nosso DNA pode não ser o fator principal
A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas nosso DNA pode não ser o fator principal

Foto: iStock

O holandês médio tem hoje 1,83m e a mulher letã alcança 1,70 m.

A pesquisa, publicada na revista científica eLife, mapeou tendências de crescimento em 187 países desde 1914.

E descobriu que o homem do Irã e a mulher da Coreia do Sul registraram o maior salto na altura, crescendo uma média de 16 cm e 20 cm.

O homem brasileiro tem, em média, 1,73m, e a mulher, 1,60m. Ambos registraram o mesmo crescimento desde 1914: 8,6 cm.

Para homens, o Brasil é o 68º colocado em altura entre os países pesquisados – fica acima de nações como Portugal, México e Chile, e abaixo de Romênia, Argentina e Jamaica.

A mulher brasileira alcançou a 71ª posição, mais alta do que a mulher turca, argentina ou chinesa, e mais baixa do que as espanholas, israelenses e inglesas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a altura dos cidadãos começou a atingir um limite nos anos 1960 e 1970. Ao longo do último século, homems e mulheres cresceram apenas 6 cm e 5 cm, respectivamente.

Em 1914, o homem americano era o terceiro mais alto do mundo, e a mulher, a quarta mais alta. Hoje eles estão em 37º e 42º lugar.

Países europeus dominam os rankings de altura hoje, mas os dados sugerem que, em geral, as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente.

O homem mais baixo do mundo é o do Timor Leste: 1,60 m.

Países europeus dominam os rankings de altura, mas dados sugerem que as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente
Países europeus dominam os rankings de altura, mas dados sugerem que as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente

Foto: iStock

A mulher mais baixa é a da Guatemala, titulo que também ostentava em 1914. Segundo os dados da pesquisa, a guatemalteca média de 18 anos tinha 1,40 m há um século, e hoje ela ainda quase não alcança 1,50 m.

O leste da Ásia registrou os maiores crescimentos. Pessoas no Japão, China e Coreia do Sul são bem mais altas do que eram há 100 anos.

“Já as partes do mundo onde pessoas não ficaram particularmente mais altas ao longo de 100 anos de análise estão no sul da Ásia (como Índia, Paquistão e Bangladesh) e na África subsaariana. O aumento de altura ficou entre 1 cm a 6 cm nessas regiões”, disse o co-autor do estudo James Bentham, do Imperial College de Londres.

Na verdade, as alturas médias chegaram a cair em certas partes da África subsaariana desde os anos 1970. Nações como Uganda e Serra Leoa viram a altura média do homem perder alguns centímetros.

A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas os autores do estudo afirmam que nosso DNA não pode ser o fator principal.

O cientista chefe Majid Ezzati, também do Imperial College, disse à BBC: “Cerca de um terço da explicação está nos genes. Mas isso não explica a mudança ao longo do tempo. Os genes não se alteram tão rápido e não variam muito no planeta. Então mudanças no tempo e variações pelo mundo são, em grande parte, ambientais.”

Bons padrões de saúde, saneamento e nutrição são os principais determinantes ambientais da altura, diz Ezzati. Outro fator importante é a saúde da mãe e a alimentação durante a gravidez.

Outra pesquisa mostrou que a altura tem correlação com consequências positivas e algumas negativas.

Pessoas altas tendem a ter expectativa de vida maior, com menor risco de doenças do coração. Por outro lado, há evidências de que estão sob maior risco de certos cânceres, como colorretal, mama pós-menopausa e tumores de ovário.

“Uma hipótese é que fatores de crescimento possam promover mutações em células”, afirmou Elio Riboli, outro coautor do estudo.

A pesquisa, chamada “Um Século de Tendências na Altura Humana”, é resultado do trabalho de um grupo de mais de 800 cientistas, em associação com a Organização Mundial da Saúde.

Os países com os homens mais altos em 2014 (ranking de 1914 entre parênteses):

  • Holanda (12)
  • Bélgica (33)
  • Estônia (4)
  • Letônia (13)
  • Dinamarca (9)
  • Bósnia-Herzegovina (19)
  • Croácia (22)
  • Sérvia (30)
  • Islândia (6)
  • República Tcheca (24)

Os países com as mulheres mais altas em 2014 (ranking de 1914 entre parênteses):

  • Letônia (28)
  • Holanda (38)
  • Estônia (16)
  • República Checa (69)
  • Sérvia (93)
  • Eslováquia (26)
  • Dinamarca (11)
  • Lituânia (41)
  • Belarus (42)
  • Ucrânia (43)
 

Anticoncepcionais podem interferir no desenvolvimento de adolescentes

27 de julho de 2016 Comentar

Saúde da mulher

 cabelo2Os jovens estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo, e, com isso, mais adolescentes fazem uso de anticoncepcionais. Contudo, pouco se sabe sobre os efeitos dos contraceptivos hormonais no desenvolvimento cerebral e corporal dessas meninas.

Assim como todo medicamento, as pílulas anticoncepcionais passaram por estudos e testes para atestar sua eficácia e segurança. Contudo, esses foram realizados com mulheres adultas, que são biologicamente diferentes das adolescentes.

Os ossos e o cérebro de uma mulher alcançam a maturidade apenas depois que ela completa 20 anos. Dessa forma, se uma droga for dada a uma menina aos 12 anos de idade, ela pode alterar o desenvolvimento desses órgãos.

De acordo com especialistas, são pouco os estudos que envolvem a alteração do equilíbrio do estrogênio e da progesterona durante a adolescência e os efeitos disso a longo prazo. Além disso, argumentam sobre a dificuldade de encontrar adolescentes para os estudos, uma vez que a sociedade ainda considera esses como um incentivo à iniciação sexual precoce.

Fique por dentro dos melhores exercícios para perder barriga

Perder barriga representa um grande desafio para a maioria das mulheres, já que elas possuem maior tendência a acumular gordura na região do abdômen. Pior ainda para quem tem  predisposição genética de ganhar quilos localizados na área ou um corpo em formato de maçã. Mas, se você tiver dedicação, é possível diminuir as saliências.

Reduzir o percentual de gordura no abdômen é uma tarefa que envolve diferentes processos. Não basta apenas fazer exercícios localizados na área. É fundamental também readequar a alimentação e inserir atividades aeróbicas na rotina. Um abdômen liso nada mais é do que o resultado de cuidados essenciais com o corpo.

Veja 4 exercícios que ajudam a perder barriga

Já que melhorar o contorno da cintura e definir o abdômen envolve ativar o corpo de diferentes formas, a dica inicial é variar nos exercícios. Os abdominais, claro, são indispensáveis. Mas vale também apostar nos treinos de intensidade e na musculação, que ajudam a elevar o gasto calórico como um todo e a otimizar a queima de gordura.

Se você não tem a mínima ideia de quais exercícios fazer para perder barriga, veja abaixoquatro sugestões:

  1. HIIT

Os exercícios intervalados de alta intensidade ou simplesmente HIIT – na sigla em inglês -, são excelentes aliados na perda de gordura. Eles são treinos rápidos, com o máximo de esforço. Desta forma, o metabolismo fica tão acelerado que consegue queimar calorias por até 48 horas depois da atividade.

Uma das formas de praticar o HIIT é na esteira. Você pode dar tiros correndo na velocidade máxima que conseguir por 30 segundos, depois descansar por outros 30. Faça isso até completar 10 minutos e você poderá acelerar a queima de gordura.

  1. Abdominal canivete

Para trincar o abdômen, exercícios localizados são indispensáveis. Para executar o abdominal canivete, basta sentar no colchonete, com o tronco inclinado para trás e deixar as pernas semiflexionadas e elevadas.

Os braços devem estar flexionados – sem encostar o cotovelo no chão –  e as mãos apoiadas. O movimento consiste em flexionar os joelhos ao mesmo tempo em que eleva o tronco, sem tirar as mãos do lugar. Faça quatro séries de 10 a 15 repetições.

  1. Pular corda

Uma atividade simples, mas que é excelente aliada na tonificação do abdômen. Os pulos aceleram a frequência cardíaca e contribuem não só para o emagrecimento, mas também no fortalecimento e tonificação dos músculos. Tente começar pulando por um minuto ou dois e evolua aos poucos.

  1. Abdominal oblíquo lateral

O exercício é realizado no chão. Basta deitar de barriga para cima, com os joelhos flexionados e posicionados ambos para um lado. O movimento consiste em uma flexão de coluna em direção a eles. Faça três séries de 15 e depois repita com os joelhos virados para outro lado.

Perder barriga
Definir o abdômen exige prática de diferentes exercícios e alimentação adequada. Foto: iStock, Getty Images

Dieta faz parte do processo

De nada adianta dar o seu máximo na academia sem repensar a alimentação para perder barriga. O consumo de doces, frituras, alimentos processados e farinhas certamente vai prejudicar seu resultado. Prefira fontes de gorduras boas, como as presentes no abacate ou azeite de oliva.

Outros alimentos que ajudam a facilitar a perda dos quilos extras são melancia, abobrinha, damasco, berinjela, beterraba, alho, agrião, cebola, couve-flor, mamão, limão, pimentão, abacaxi e brócolis. Anotou aí?

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O GIRO DA NOTICIA GERAL

Os judocas do Congo que eram presos em jaulas após derrotas e hoje sonham com medalha no Rio

No entanto, mais do que brigar por medalhas, Yolande e Popole esperam aparecer na TV durante a competição e, assim, serem vistos por suas famílias, de quem estão distantes há quase 20 anos.

“Não sei se estão vivos”, diz Yolande, que vive de favor na Cidade Alta, favela na Zona Norte do Rio.

“Em uma competição no Brasil, todas as pessoas na África vão querer ver, vão assistir na televisão”, emenda Popole, que mora com a esposa brasileira e crianças em um quarto e sala na favela Cinco Bocas, em Brás de Pina.

Os congoleses vieram ao Brasil disputar uma competição internacional três anos atrás. Mas contam que o chefe da delegação congolesa os deixou no hotel sem dinheiro nem passaportes.

“Não aguentei de fome. Fugi”, lembra Yolande.

Acabaram ficando por aqui. Mas ela e Popole reviveram no Brasil algo que haviam experimentado em seu país natal: abandono, maus-tratos e fome.

No país há três anos, Popole Misenga vive com o filho na favela Cinco Bocas
No país há três anos, Popole Misenga vive com o filho na favela Cinco Bocas

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Yolande Bukasa ainda mora de favor na casa de outras pessoas na Zona Norte do Rio
Yolande Bukasa ainda mora de favor na casa de outras pessoas na Zona Norte do Rio

Foto: BBC / BBCBrasil.com

“Passei fome tantas vezes que me acostumei”, diz Yolande.

Quando crianças – ela aos dez anos de idade, ele, aos sete -, os dois deixaram suas casas sem olhar para trás. Moradores da região do Bukavu, área fronteiriça com Ruanda, eles sobreviveram à sanguinária guerra civil congolesa, que dexou cerca de 6 milhões de mortos e mais de 500 mil refugiados.

“Eu, criança pequena, voltei da escola e saí na rua pra brincar. E nunca mais voltei pra casa”, lembra Yolande, que não teve, desde então, notícias de sua família.

Popole fugiu para a floresta. “Comia frutas”. Acabou resgatado e levado a um centro para crianças refugiadas, na capital Kinshasa. Ali, conheceu Yolande, quando ambos começaram a praticar judô.

Campeões em seu país, começaram a viajar com a seleção nacional.

Popole já foi campeão africano de judô e espera conseguir uma medalha nos Jogos
Popole já foi campeão africano de judô e espera conseguir uma medalha nos Jogos

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Quando perdia, Yolande era punida ficando presa em uma jaula por dias
Quando perdia, Yolande era punida ficando presa em uma jaula por dias

Foto: BBC / BBCBrasil.com

“Quando vencíamos, ganhávamos algum dinheiro. Quando perdíamos, nos colocavam numa jaula”, relembra Yolande.

Já no Rio, ao deixarem o hotel, foram ajudados por angolanos e congoleses que os levaram para a região de Brás de Pina.

Popole logo foi apelidado pelos vizinhos de Cinco Bocas de Popó. Conheceu a brasileira Fabiana e teve um filho. Yolande ainda luta para conseguir um lugar para morar.

A ajuda mais concreta que receberam foi do Instituto Reação, do ex-judoca e medalhista Flávio Canto.

“Além de treinamento, nós temos uma equipe multidisciplinar, com nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e preparador físico. Eles têm uma cesta básica e um kimono”, lista o treinador Geraldo Bernardes, quatro vezes à frente da equipe olímpica brasileira e responsável pelas atividades no Reação.

O sensei Geraldo Bernardes treina a dupla no Instituto Reação
O sensei Geraldo Bernardes treina a dupla no Instituto Reação.

Temer assina aumento de 37% e evita greve de delegados da PF

Pressionado pelos delegados da Polícia Federal, o presidente interino Michel Temer assinou na noite dessa quinta-feira (28) projeto de lei que prevê reajuste de 37% para essa categoria. O texto será enviado para aprovação do Congresso Nacional e contempla todas as carreiras da PF.

Sede da Polícia Federal de Brasília
Sede da Polícia Federal de Brasília

Foto: Charles Sholl/Futura Press

O objetivo foi evitar paralisação dos delegados da PF às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, informou na quarta-feira (27) ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que a categoria já havia aprovado indicativo de greve.

Segundo a categoria, o PL recompõe perdas inflacionárias retroativas a 2012. Caso o projeto seja aprovado, os reajustes serão feitos em parcelas, entre 2017 e 2019. Hoje, o salário inicial de um delegado da PF é de cerca de R$ 14 mil.

Diante da assinatura, a Associação de Delegados da Polícia Federal (ADPF) cancelou as mobilizações que estavam marcadas para esta sexta-feira em todas as superintendências regionais da PF. Estavam previstas também manifestações nos aeroportos para o fim de semana. Uma paralisação nacional seria votada em assembleia na próxima terça-feira (2).

‘Economist’: Olimpíada não vai reverter decadência do Rio

Além de listar os notórios problemas que o Rio enfrenta às vésperas da abertura da Olimpíada – da sujeira da Baía de Guanabara às inacabadas instalações da Vila dos Atletas -, a revista britânica The Economist afirma, em matéria publicada nesta sexta-feira (29), que a cidade está em decadência desde os anos 1960.

Quando venceu a disputa para sediar a Olimpíada, há sete anos, Rio parecia ser mesmo a cidade maravilhosa, diz 'Economist'
Quando venceu a disputa para sediar a Olimpíada, há sete anos, Rio parecia ser mesmo a cidade maravilhosa, diz ‘Economist’

Foto: Getty Images

“A cidade olímpica está em declínio desde os anos 60”, diz a revista. “Os Jogos não vão mudar sua direção.”

Para a revista, sete anos atrás, quando o Rio venceu a disputa para sediar os Jogos, ele até parecia fazer jus ao título de “Cidade Maravilhosa”. A violência estava em queda havia mais de uma década e a economia passava por um boom motivado em boa parte pela demanda por petróleo – e pelas perspectivas positivas criadas pela descoberta do pré-sal na costa do Estado.

“Os Jogos exibiriam uma cidade próspera e autoconfiante, diziam seus organizadores…”, diz o artigo. “Mas agora, a poucos dias da cerimônia de abertura, essa autoconfiança parece estar abalada. O sucesso dos jogos pode elevar o ânimo. Mas isso não será suficiente para fazer da cidade uma potência econômica.”

As raízes da decadência estão nos anos 1960, quando a capital federal foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília, afirma a revista. Desde então, o Rio viu a maioria das agências públicas se mudarem em massa para a nova sede dos Três Poderes, perdeu a liderança industrial para São Paulo e assistiu ao setor financeiro ser engolido.

Para a revista, o Rio não encontrou vocação para substituir a renda gerada por bancos e burocratas. A descoberta do pré-sal e os preços (então) altos dos barris de petróleo sugeriam, há poucos anos, que a cidade poderia tirar proveito do benefício que seria obtido pelo Estado todo, como empregos e investimento, mas isso acabou não se confirmando.

Ainda assim, a Economist destaca que o Rio continua sendo a casa de vários empreendimentos criativos e universidades, e cita a presença do maior grupo de mídia do país, a Rede Globo e de centros pesquisa da GE e da Microsoft.

Mas os dotes culturais da cidade não conseguiram reverter as perdas, e a revista insinua que desde a Bossa Nova, pouco se produziu ali.

A Economist também salienta que as administrações estaduais foram incapazes de atrair investimentos e melhorar serviços e infraestrutura.

A reportagem de três páginas aponta os esforços do prefeito Eduardo Paes de melhorar os gastos em saúde e educação. Mas ressalta a dificuldade do Estado de equalizar despesas e arrecadação, além de conter o aumento da violência.

Finaliza admitindo que até que os jogos conseguiram manter os empregos e aumentar renda no Rio, enquanto o resto do Brasil sofre com recessão. Mas diz que será preciso mais que uma Olimpíada para melhorar a situação da cidade.

“O cenário espetacular faz as pessoas desejarem ir ao Rio, mas vai ser preciso mais que uma luta contra a violência, melhor gestão fiscal e melhora nos serviços públicos para fazer alguém querer ficar”.

ONU confirma queixa de Lula por violação de direitos humanos

O Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU confirmou nesta sexta-feira que recebeu a queixa anunciada ontem pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que alegam “perseguição judicial”.

O ex-presidente Luis Inácio Luda da Silva
O ex-presidente Luis Inácio Luda da Silva

Foto: André Lucas Almeida / Futura Press

Fontes do Alto Comissariado explicaram que o pessoal do Escritório examinará o pedido, fará um resumo legal do mesmo e o enviará aos membros do Comitê de Direitos Humanos para que o examinem.

Os membros examinarão se a queixa pode ser registrada ou não em função de vários critérios, como se foram esgotadas todos as opções legais no país do suposto danificado ou não, entre outras.

Se o Comitê decidir registrá-la, então a queixa se transformará em um caso pendente.

O processo, que é confidencial, pode durar até dois anos, dado que o Comitê tem 500 casos pendentes.

Uma vez registrada a queixa, os membros analisam primeiro se a mesma pode ser admitida ou não.

Se for admitida, então os membros analisam se houve alguma violação da Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, da qual o Brasil faz parte.

O Comitê não é um órgão permanente, mas reúne-se de forma regular três vezes ao ano, nas quais analisa de média 40 casos por sessão.

Os membros são os que podem decidir avançar em um caso concreto, por exemplo quando uma pessoa é condenada à pena de morte ou esteja a ponto de ser expulsa de um país.

Em algumas ocasiões, inclusive, o Comitê pode pedir ao Estado que de forma interina suspenda uma decisão até que o caso possa ser examinado, para proteger o suposto envolvido.

O Instituto Lula, que é dirigido pelo ex-mandatário, informou ontem que apresentavam a demanda, que foi encarregada ao advogado australiano Geoffrey Robertson, especialista em direitos humanos.

Robertson explicou que com essa queixa querem denunciar a suposta “perseguição judicial” que Lula sofre.

Nesse contexto, o ex-mandatário denunciou estar submetido a uma “perseguição política e judicial”, que -na sua opinião- se confirmou em março, quando foi levado à força para prestar depoimento em uma delegacia.

PF desarticula esquema de tráfico de humanos no Amazonas

A Polícia Federal faz nesta sexta-feira (29) operação para desarticular uma organização criminosa que usava ilegalmente o próprio nome da PF. O grupo fazia anúncios para atrair jovens amazonenses a apresentações artísticas na Coreia do Sul, mas na verdade tinha como objetivo explorar sexualmente os interessados.

Polícia Federal durante operação
Polícia Federal durante operação

Foto: Agência Brasil

A empresa Brazil Amazon Show & Productions postava anúnicos em redes sociais para recrutar jovens dançarinos e dançarinas, com a promessa de pagar passagens aéreas, visto, alimentação, moradia e um salário de R$ 3 mil. A PF era apresentada como validadora dos contratos de trabalho.

A Operação Salve Jorge cumpre na manhã desta sexta-feira cinco mandados de condução coercitiva e cinco de busca e apreensão. As investigações apontaram cidadãos sul-coreanos como responsáveis por financiar o esquema.

Frustrados e ‘tentando se virar’: o que estão fazendo os jovens que perderam o emprego?

Estar em casa no meio da tarde de uma quarta-feira pode parecer o paraíso para quem vive preso no escritório. Mas, para os milhares de jovens brasileiros que estão sem emprego, horas, semanas e meses livres não têm nada de descanso.

Formado desde 2014 e sem emprego, Kauê Mamprim pensa em fazer uma nova faculdade para tentar entrar no mercado de trabalho
Formado desde 2014 e sem emprego, Kauê Mamprim pensa em fazer uma nova faculdade para tentar entrar no mercado de trabalho

Foto: BBC / BBCBrasil.com

“Gastei dias pesquisando cursos de qualquer coisa”, diz a editora Ana Luiza Candido, 28, desempregada desde junho. “Porque no fim é um tempo que a gente fica à toa. Boa parte dele você está esperando uma resposta e às vezes ela não vem.”

Nas suas pesquisas, Ana descobriu um curso de contação de histórias, que vai começar em outubro. Também procurou trabalhos voluntários em ONGs de animais e aulas de culinária. Um grupo de artesanato é outra opção.

Os dados gerais são desanimadores: o IBGE divulgou nesta sexta-feira que a taxa de desemprego do país foi de 11,3% entre abril e junho – 3 pontos percentuais acima da taxa registrada no mesmo período do ano passado (8,3%).

Mas, em toda crise econômica, os jovens são os que mais sofrem com a falta de vagas, porque têm menos experiência. No Brasil não é diferente. Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de junho mostra que pessoas entre 18 e 24 anos são as mais afetadas pelo desemprego. O índice passou de 15,25%, no 4° trimestre de 2015, para 26,36% no 1° trimestre deste ano.

Segundo economistas ouvidos pela BBC Brasil, o fenômeno se estende a quem tem menos de 30 anos e começou a vida profissional um pouco mais tarde.

Assim como Ana, uma multidão de jovens está se virando para preencher os dias. Alguns fazem pós-graduação para melhorar o currículo, outros pensam em mudar de carreira. Há ainda quem, para pagar as contas, recorra a bicos. Seja qual for a saída, todos se dizem decepcionados com o que o país oferece a uma geração mais educada.

Mestrado

A vontade da geógrafa Denise Dias, 25, era terminar a faculdade na USP e começar a trabalhar em uma empresa de engenharia. Mas a crise interrompeu seus planos. Depois que entregou o trabalho de conclusão de curso, em julho de 2015, ficou sem emprego até dezembro.

Quando voltou ao mercado, foi como vendedora em uma livraria. Foram só alguns meses até decidir pelo mestrado.

“Fiquei com medo de não conseguir me recolocar. Queria ficar na minha área.”

Hoje Denise se dedica só à pós-graduação, pela qual recebe uma bolsa, mas ainda se sente frustrada.

“Parece que estou jogando meu diploma no lixo. Ainda mais a gente que entrou na faculdade pública e ralou tanto.”

Em uma agência de emprego no centro de São Paulo, Kauê Mamprim, 23, tem a mesma sensação. Ao ouvir da atendente que não tinha experiência suficiente para uma vaga, solta um suspiro e diz que quer começar outra faculdade o mais rápido possível.

“Me formei em 2014 e achava que nem ia precisar procurar. Se soubesse disso seis anos atrás, teria escolhido diferente.”

A ideia agora é cursar engenharia mecatrônica. Antes disso, espera o resultado da prova da Etec (Escola Técnica Estadual de São Paulo), que deve sair no final do mês.

Mudar de carreira é uma possibilidade levantada por vários dos entrevistados.

O engenheiro de produção Ricardo Felicio, 27, foi dispensado no ano passado de um estaleiro e quer migrar para consultoria
O engenheiro de produção Ricardo Felicio, 27, foi dispensado no ano passado de um estaleiro e quer migrar para consultoria

Foto: BBC / BBCBrasil.com

A editora Ana Luiza pensa em jornalismo. O engenheiro de produção Ricardo Felicio, 27, foi dispensado no ano passado de um estaleiro e quer migrar para consultoria. Ele está fazendo um mestrado em negócios.

“A construção naval tem um futuro sombrio pela frente. Não tenho noção de quando vou voltar a trabalhar. O objetivo é ir para outra área sem dar um passo para trás.”

Carreira, carreira

A preocupação com a vida profissional da chamada geração Y (os nascidos entre os anos 1980 e meados de 1990) é fruto de um maior acesso a informação, de mais opções de carreira e de uma constante projeção do futuro, diz a professora Elisabete Adami, do curso de administração da PUC-SP.

Estudiosa desse grupo etário, a socióloga explica que ele é confrontado com inúmeras possibilidades e precisa pensar sobre elas. Além disso, tende a ficar pouco em postos onde não vê oportunidades.

“Eles saem quando não têm atendidas as expectativas de uma vida futura naquela organização. Dois anos é o tempo médio em que conseguem visualizar ou não sua trajetória ali.”

As reflexões sobre os rumos da carreira não são apenas geracionais. Segundo a professora do departamento de Administração da FEA-USP Tania Casado e diretora do escritório de desenvolvimento de carreiras da USP, momentos de crise levam as pessoas a investir na formação.

“Antigamente você aprendia uma coisa e ficava a vida inteira em cima daquilo. Agora que falta trabalho e sobra tempo, o profissional precisa se desenvolver.”

No entanto, pondera Tania, é necessário planejar as decisões. Não se deve fazer pós-graduação só para ter uma linha a mais no currículo.

“Olhe as coisas que têm sentido para você e o que o mercado precisa. Não adianta estudar para o que o mercado não pede.”

Trabalho

Parar tudo para estudar não é uma opção para boa parte dos brasileiros.

Formada em estilismo, Jeannye Doukan, 28, está dando suas últimas chances ao setor antes de procurar algo como recepcionista. Ela deixou a faculdade em abril, quando também ficou desempregada.

Diz que os cursos de especialização são muito caros e não pode ficar parada. Ela precisa ajudar no sustento da casa, onde mora com o pai e a filha. Para juntar algum dinheiro, tentou vender ilustrações pelo Facebook, mas ninguém comprou.

“Pego o emprego que puder ter. É chato, né. Trabalhava com recepção em 2006. Depois da faculdade, a gente pensa em estar trabalhando num lugar melhor, ganhando bem. Disseram que era só eu estudar e dar o meu melhor que ia dar certo, mas não é só isso.”

Com a crise, quebra-se a ideia de que ter ensino superior é suficiente para entrar no mercado.

A professora do departamento de Administração da PUC-SP Ana Lúcia Biral diz que nos últimos anos muitas pessoas passaram pela universidade, mas não havia lugar para todos. Entre 2004 e 2014, a porcentagem de estudantes entre 18 e 24 nos bancos universitários passou de 32,9% para 58,5%, segundo o IBGE.

“Tinha isso de abrir espaço para camadas mais pobres. De repente a bolha estoura e foi uma ilusão. Elas viram na faculdade a grande saída, a grande esperança. Mas o trabalho não seguiu na mesma proporção, ele encolheu.”

Ana Lúcia ressalta que quem mais sofre com essa quebra de paradigma são os mais pobres. Isso porque eles frequentaram universidades não tão boas e tiveram uma formação básica deficiente.

Segundo da família a ter ensino superior, seguindo os passos da irmã, Diego da Silva, 23, achava que não seria tão difícil entrar no mercado. Ele pegou o diploma há um mês, mas ainda não o usou. Diego preenche seus dias fazendo cursos gratuitos de vendas e de inglês pela internet. Aos finais de semana, faz bicos de garçom.

“Na faculdade, fiquei pouco tempo desempregado. Tinha sempre muita coisa. Agora a concorrência é alta.”

Desigualdade

As amigas Jennifer e Victoria foram procurar emprego juntas, mas reclamam que empregadores pedem experiência
As amigas Jennifer e Victoria foram procurar emprego juntas, mas reclamam que empregadores pedem experiência

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Para as especialistas ouvidas pela BBC Brasil, o desemprego entre os jovens deve aumentar a distância entre ricos e pobres e as oportunidades dadas a cada um.

“É o momento em que as diferenças se agravam. O mercado estava absorvendo muita gente, até quem não tinha determinadas competências. Hoje as empresas estão surfando na onda do desemprego e podem escolher só os muito bem preparados.”

A perspectiva de igualdade que o país experimentava acabou, diz a professora de economia da PUC-SP Rosa Marques.

“Vivemos numa sociedade muito desigual, mas havia um horizonte de melhora. Houve frustração. A partir disso, a ruptura se intensifica.”

O que está prestes a romper-se são os planos das amigas Jennifer dos Santos e Victoria Alkminn, de 18 anos, moradoras da periferia de São Paulo.

Em uma quarta-feira, elas foram juntas procurar emprego e estavam desanimadas com o resultado.

Victoria quer cursar Pedagogia e Jennifer, Odontologia. A primeira conseguiu uma bolsa de 50% em uma universidade privada, mas precisa de um salário para bancar os estudos. A segunda está se preparando para o Enem.

As duas procuram algo em telemarketing ou recepção, e reclamam que os empregadores exigem um ano de experiência.

“Mas está muito difícil, viu, estou quase desistindo”, diz Jennifer.

O drama de Pizza, ‘o urso polar mais triste do mundo’, exibido em shopping na China

Ativistas em defesa de direitos de animais estão tentando libertar um urso polar que está sendo mantido em um shopping center na China.

As imagens que mostram o urso Pizza com uma expressão que parece ser de tristeza correram o mundo
As imagens que mostram o urso Pizza com uma expressão que parece ser de tristeza correram o mundo

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Mais de 500 mil pessoas assinaram uma petição pelo fechamento do aquário em que vive, juntamente com outros animais.

O urso, chamado de Pizza, já recebeu o apelido de “urso polar mais triste do mundo” depois da divulgação de fotos e vídeos feitos no local.

Nas imagens, é possível ver o animal fechado em um espaço azul, deitado ou sentado, com o olhar distante, enquanto as pessoas param para tirar fotos.

Em um dos vídeos, divulgado pela organização Animals Asia, o urso parece estar chorando.

A ONG afirma que os donos do aquário “nem tentaram criar um ambiente que atenda às necessidades de um urso polar”.

Segundo a Animals Asia, Pizza vive em um espaço apertado onde não há “nada natural”.

Outros animais

Pizza é um dos animais que vivem no aquário inaugurado em janeiro no centro comercial Grandview, em Guangzhou.

Além do urso polar, o aquário também exibe baleias beluga, morsas, um lobo e raposas do ártico e, segundo a Animals Asia, todos eles vivem em espaços inadequados.

Segundo ONG, urso vive em espaço apertado em que não há "nada natural".
Segundo ONG, urso vive em espaço apertado em que não há “nada natural”.

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Os proprietários do aquário dizem que já fizeram algumas melhorias nos espaços dos animais e pediram sugestões sobre isso à Animals Asia.

David Neale, diretor da ONG, disse ser crueldade manter os animais dentro do shopping.

“Nunca vai acontecer de um urso polar poder viver confortavelmente dentro de um shopping e certamente não será dentro de uma pequena caixa de vidro onde ele é mantido hoje”, disse Neale.

“No entanto, se permitirem, vamos trabalhar para melhorar o bem-estar dos animais.”

A Animals Asia afirma que está “trabalhando para os animais” e que não irá abandoná-los.

POLITICA BRASILEIRA

Temer sanciona reajuste de salário de servidores da Câmar

Servidores da Câmara dos Deputados passam a receber a partir de hoje (29) o reajuste salarial aprovado no início de junho pela própria Casa. A lei que reajusta a remuneração foi sancionada pelo presidente em exercício, Michel Temer, e publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, o reajuste, que alcançará 20,25% do salário de forma escalonada, em quatro anos, começa com 5,5%, calculado a partir de 1º de janeiro de 2016. Em janeiro do próximo ano, serão aplicados mais 5% sobre as remunerações vigentes em 31 de dezembro deste ano. A partir de 1º de janeiro de 2018, haverá novo aumento de 4,8% sobre as remunerações vigentes em dezembro de 2017. No ano seguinte, outros 4,5% sobre as remunerações do último mês de 2018.

O aumento do salário destes servidores estava em um pacote de projetos de lei que previam reajustes para 16 categorias. Depois de negociações, líderes da Câmara fecharam um acordo que possibilitou, além do reajuste da Casa, o incremento de 20% dos salários de servidores do Senado, de diversas categorias do Executivo e reajuste de 20% para o magistério federal e carreiras ligadas à área de educação, como do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O acerto também garantiu, no mesmo dia (1º de junho), a aprovação do aumento para servidores do Judiciário – 41% de forma escalonada, em oito parcelas – e dos subsídios pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – que passa de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,38 – e do procurador-geral da República (PGR) – de R$ 33.763,00 para R$ 36.813,88 em junho deste ano 2016 e R$ 39.293,38 em janeiro de 2017.

AGRICULTURA

Produtores de soja do RS poderão renegociar dívidas

Agricultura

Medida do Conselho Monetário Nacional foi tomada em função das adversidades climáticas que provocaram danos a lavouras
Publicado: 29/07/2016 11h10Última modificação: 29/07/2016 12h03

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, nesta quinta-feira (28), a prorrogação de operações de crédito rural de custeio, contratadas na safra 2015/2016 e com parcelas vencidas ou a vencer em 2016, para produtores do Rio Grande do Sul. A medida vem em função das adversidades climáticas ocorridas em vários municípios do Estado, que provocaram diversos danos às lavouras.

A renegociação se aplica às operações de crédito rural cujos recursos tenham sido destinados à produção de soja em municípios onde tenha sido decretada situação de emergência ou Estado de calamidade pública, em decorrência de alagamento, chuvas intensas, enxurradas, inundações e vendavais a partir de 1º de setembro de 2015, com reconhecimento pelo Ministério da Integração Nacional.

Para a formalização da renegociação, é obrigatória a apresentação de laudo técnico que comprove as perdas, assinado por profissional habilitado, com a apresentação do respectivo registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao conselho profissional competente.

ECONOMIA

Governo aumenta limite de financiamento para obras da Rio 2016

Olimpíada

Obras aumentaram de escopo e precisam de mais recursos para conclusão. Medida foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional
Tomaz Silva/Agência BrasilMedida vai permitir terminar obras de mobilidade para as Olimpíadas

Medida vai permitir terminar obras de mobilidade para as Olimpíadas

O governo ampliou em R$ 800 milhões o limite municipal para contratação de financiamento para empreendimentos de infraestrutura associados à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

A decisão foi tomada, na tarde desta quinta-feira (28), durante a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado por Ministério da Fazenda, do Planejamento e Banco Central.

A alteração, segundo o Ministério da Fazenda, foi solicitada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro visando à contratação de operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na linha definida para as Olimpíada e Paralimpíada.

A prefeitura quer custear obras como BRT Transbrasil, VLT do Rio, duplicação do Elevado do Joá, ligação Transolímpica-Transbrasil, entornos do Parque Olímpico, Engenhão e outras. A Fazenda informou ainda que essas obras estão em estágio avançado, mas há um descompasso entre os cronogramas de execução e financeiro.

“Isso aconteceu porque algumas delas passaram por aumento de escopo e alongamento dos prazos de execução, provocando a necessidade de reajustamento dos valores a serem desembolsados pelo município”, explicou o ministério por meio de uma nota. Com essa medida, o limite para financiamento passa de R$ 12,6 bilhões para 13,4 bilhões.

Brasil comemora dia do agricultor

Data comemorativa

Data celebra os 156 anos do Ministério da Agricultura. Cadeia do agronegócio representa 46,2% das exportações totais do Brasil
Foto: Dênio Simões/Agência BrasíliaData lembra, também, inauguração da primeira estrutura do Ministério da Agricultura, ainda no Império de D. Pedro II

Data lembra, também, inauguração da primeira estrutura do Ministério da Agricultura, ainda no Império de D. Pedro II

Há 156 anos, foi inaugurada a primeira secretaria de governo do Brasil voltada para coordenação e controle da produção agrícola.

Foi somente em 1930, contudo, que o Brasil passou a ter um Ministério da Agricultura. Em 1960, Juscelino Kubitschek aproveitou o centenário da pasta para instituir o dia do agricultor como todo dia 28 de julho.

“O Mapa e o agricultor são indissociáveis, e cada um cumpre um papel essencial para a sociedade e a economia do País. Neste dia, saudamos os nossos produtores e os servidores do ministério, sem os quais o País não seria esta potência agrícola que é hoje”, diz o ministro interino Eumar Novacki.

Parceria

Ao longo dessas mais de 15 décadas, a parceria entre o Mapa e os agricultores contribuiu para garantir alimentos na mesa dos brasileiros e excedentes para exportação.

Segundo lembra Novacki, a cadeia produtiva do agronegócio no País “representa 46,2% das exportações totais do Brasil e 21,5% dos Produto Interno Bruto (PIB)”.

Novacki destaca o “incentivo à atividade agrícola por meio do estabelecimento e revisão de normas legais, da manutenção e ampliação de mercado, do financiamento à produção, do estímulo à pesquisa e à inovação tecnológica, da garantia da sanidade animal e vegetal e da colaboração à organização das cadeias produtivas”.

Setor agropecuário se compromete a ajudar na recuperação da economia

Crescimento

Produtores rurais pretendem expandir negócios para continuar a abastecer o mercado interno
Foto: Elza Fiúza/Agência BrasilMostruário de frutas trazidas por agricultores de diversos estados foi exposto na Esplanada dos Ministérios

Mostruário de frutas trazidas por agricultores de diversos estados foi exposto na Esplanada dos Ministérios

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Shreiner, afirmou, na manhã desta quinta-feira (28), que os produtores rurais estão dispostos a ajudar o governo a retomar o crescimento do País. Shreiner e o presidente da CNA, João Martins da Silva Junior, reuniram-se com o presidente em exercício, Michel Temer, e apresentaram uma pauta com 10 pontos para o setor se expandir e continuar a abastecer o mercado interno.

Entre as demandas estão maior segurança jurídica para o produtor, política agrícola equilibrada, política agrícola plurianual, incremento do seguro rural e ampliação da assistência técnica. Segundo Shreiner, essas reivindicações ajudariam a fortalecer a economia brasileira.

“Sem dúvida nenhuma, nós estamos dispostos a trabalhar juntos ao governo federal, com os vários ministérios que estão ligados mais a nossa área para que a gente possa, através dessa ação, desses pontos que foram colocados, estar ajudando cada dia mais o nosso País a se recuperar principalmente da grave crise que passamos.”

Shreiner também destacou a participação da agropecuária no superávit da balança comercial acumulado em R$ 3,8 bilhões em julho e a facilidade do setor em se recuperar de crises.

“O setor agro, ele é um setor que, se todos nós olharmos para ele, cuidarmos dele, sem dúvida nenhuma, os resultados virão e virão de uma forma muito rápida. Com três, quatro, cinco meses, você já começa a ver esse retorno. Nós temos de procurar diminuir essa fila de desemprego, e a agricultura oferece toda condição para que isso possa ocorrer.”

Nesta quinta-feira é comemorado o Dia do Agricultor. Para comemorar a data, a CNA expôs, na Esplanada dos Ministérios, uma mesa com 240 metros de comprimento e 18,8 toneladas de frutas. Os alimentos foram distribuídos para quem passava pelo local.

ECONOMIA

Após impasse de 17 anos, Brasil deve voltar a exportar carne in natura para os EUA

Exportações

Acordo pode render US$ 900 milhões para o Brasil; assinatura de protocolos sanitários e fitossanitários ocorre hoje em Washingto

Uma missão do governo federal do Brasil  está em Washington D.C. (EUA) para acertar os últimos detalhes para o início do comércio bilateral de carne bovina in natura com os Estados Unidos. Um acordo entre os dois países vai selar a relação comercial e definir os detalhes de como essas vendas irão funcionar.

A assinatura de protocolos sanitários e fitossanitários, que pode ocorrer ainda hoje em Washington (EUA), encerra uma negociação que teve início em 1999. A expectativa é de que essa abertura comercial incremente as exportações brasileiras em US$ 900 milhões.

O Brasil já vende carne bovina industrializada para os EUA e, no ano passado, elas somaram US$ 286,8 milhões. Com o fim dessa negociação na carne fresca e congelada, os frigoríficos brasileiros, juntos, terão uma cota de até 64,8 mil toneladas por ano.

Para batê-la, o Brasil terá também de derrubar os concorrentes que estão dentro dessa mesma cota. Como contrapartida, os Estados Unidos poderão vender a sua proteína para consumidores brasileiros.

Importância do acordo

Além dos ganhos financeiros de um acordo como esses, o simbolismo dele é importante para os produtores nacionais. Os EUA são um mercado rigorosíssimo para a carne, e quem consegue vender para eles ganha o que seria equivalente a um selo de qualidade, uma prova de que aquela proteína é confiável.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, está em Washington para a assinatura do acordo, o que deve ocorrer durante o Comitê Consultivo Agrícola Brasil-Estados Unidos. Depois desse evento, produtores brasileiros tem uma reunião com o Meat Importers Council of the America (Conselho de Importadores de Carne da América).

Números das exportações da carne brasileira

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Agricultura e da Abiec

 

OLIMPIADAS

Difícil, mas não impossível: Brasil tem a maior chance da história de levar quatro ouros no vôlei

Talita e Larissa comemoram título na SuíçaNunca o Brasil chegou aos Jogos Olímpicos com tanta chance de conquistar os quatro ouros no vôlei: masculino e feminino, na quadra e na praia.  É uma tarefa difícil, muito difícil. São quatro disputas em que o Brasil está entre os favoritos, mas nenhum ouro é daqueles “garantidos”.

 

Desde quando o vôlei de praia foi inserido no programa olímpico, em 1996, o Brasil sempre chega com quatro boas chances de título. Mas nunca o país chegou tão credenciado às medalhas de ouro quanto nestes Jogos do Rio.

 

No vôlei de praia, o Brasil é atual campeão mundial no feminino e masculino. Na quadra, a seleção feminina venceu o Grand Prix há três semanas, e o masculino ficou com a prata, perdendo a decisão para a Sévia, que sequer vai aos Jogos.

 

A melhor participação da história do vôlei foi em 2004, com dois ouros (quadra e praia masculina) e uma prata. Em termos de número de pódios, o recorde é quatro. Em 2000 (duas pratas e dois bronzes), 2008 e 2012 (um ouro, duas pratas e um bronze).

 

Na minha opinião, Larissa e Talita são favoritas na areia. A vitória sobre Walsh e Ross há um mês, a terceira no ano, as colocam na frente dos demais times. Ainda no feminino, Bárbara e Ágatha também estão bem, são atuais campeãs mundiais, mas não conseguiram muitos bons resultados neste ano. Estão atrás, na teoria, de Talita/Larissa, Walsh/Ross e das alemãs Ludwig/Walkenhorst.

 

Bruno e Alison têm mais concorrentes ao ouro do que as duplas femininas, mas não têm “aquela dupla rival”, como é o caso de Walsh/Ross com as mulheres. Os brasileiros estão um nível acima dos outros, e os resultados de 2015 e 2016 provam isso. Em um segundo escalão estão holandeses e uma dupla dos EUA e, um pouco abaixo, Pedro Solberg e Evandro.

 

No vôlei de quadra masculino, são seis seleções na briga direta pela medalha de ouro. Pelo que apresentou na Liga Mundial, o time brasileiro é o mais forte e, portanto, favorito ao título. Um pouco, bem pouco mesmo abaixo, está a França. Aí vem Itália, EUA e Polônia, que não fizeram uma grande Liga Mundial, e a Rússia. Coloco o Brasil como favorito, mas a vantagem é bem ligeira.

 

Entre as mulheres, apesar do título no Grand Prix, vencendo os EUA por 3 a 2, não coloco o time brasileiro como principal favorito. Está na lista dos que podem levar o ouro, claro, o time é muito bom. Mas acho que as americanas estão um pouco melhores ainda, e as chinesas estão no mesmo nível do Brasil. O pódio dificilmente sai dessas três seleções.

 

Se fosse para apostar, “daria” três ouros para o Brasil (Bruno/Alison, Talita/Larissa e volei masculino) e uma prata (vôlei feminino). Não colocaria Bárbara/Ágatha e Pedro/Evandro no pódio, mas sei que eles têm muito potencial para tal.

 

ESPORTE BRASIL

Brasil joga bem e vence Austrália por 29 pontos de vantagem em amistoso

Com atuações inspiradas de Raulzinho, Alex e Nenê, equipe comandada por Magnano mostra força contra o bom time australiano em Mogi das Cruzes.

Depois de dois passeios em São Paulo contra a inexpressiva Romênia, apenas a 108ª colocada no ranking da Fiba, a seleção brasileira masculina de basquete encarou a Austrália nesta quinta-feira, em Mogi das Cruzes. E desta vez o teste valeu. Diante de uma seleção tradicional, que conta com nada menos que seis jogadores da NBA, sendo quatro campeões, o time de Rubén Magnano correspondeu. Com ótimas atuações individuais de Raulzinho, Alex e Nenê, o Brasil se recuperou de um início ruim e não encontrou maiores dificuldades para virar o marcador e passar por cima dos australianos por 96 a 67 (44 a 29).

– Além do resultado final, o aproveitamento de cada minuto que nós temos é muito importante. Eu vi uma equipe muito dura, muito corajosa, muito intensa – afirmou o técnico Rubén Magnano, após a partida.

Brasil x Austrália amistoso basquete masculino Mogi das Cruzes (Foto: Cairo Oliveira)Raulzinho foi um dos principais destaques do Brasil na vitória sobre a Austrália (Foto: Cairo Oliveira)

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Foram praticamente oito minutos correndo atrás da Austrália. Mesmo sem o ala Joe Ingles, companheiro de Raulzinho no Utah Jazz, e o pivô Andrew Bogut, quase recuperado de uma torção no joelho direito, dois dos seus titulares em quadra, a seleção da Oceania começou a partida voando, abriu 7 a 2 e obrigou o técnico Rubén Magnano a pedir tempo.

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A parada acalmou os donos da casa, que erravam demais, principalmente nos arremessos de três de Leandrinho e Marquinhos. A dupla, que deu lugar a Benite e Alex, errou todos os quatro chutes tentados. As mudanças equilibraram a partida e, aos poucos, a seleção foi tirando o prejuízo que chegou a ser de nove pontos. Mas a virada só veio a 1’58 do fim, justamente numa bola de três de Benite. A vantagem de dois pontos se manteve até o estouro do cronômetro, e o Brasil terminou o primeiro quarto vencendo por 21 a 19.

O que já estava bom, melhorou. Muito em função da entrada de Raulzinho. Com duas bolas de três certeiras e uma agressividade ofensiva bem maior que Huertas, o armador do Utah Jazz colocou fogo no jogo. E com ele e Nenê inspirados, os dois juntos anotaram 19 pontos, o Brasil sobrou no segundo período. Enquanto o armador infiltrava como queria e fazia o time jogar, o pivô do Houston Rockets dominava o garrafão com tocos na defesa e pontos no ataque. Alex também entrou bem e anotou nove pontos. A diferença brasileira, que chegou a ser de 17, terminou em 15 e o time sonolento dos minutos iniciais foi para o intervalo com sangue nos olhos.

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Brasil x Austrália amistoso basquete masculino Mogi das Cruzes (Foto: Cairo Oliveira)Equipe comandada por Magnano não deu chances para o bom time da Austrália (Foto: Cairo Oliveira)

Mesmo com os três maiores pontuadores do primeiro tempo no banco, o Brasil voltou arrasador do vestiário. Com uma corrida de 15 a 7 nos primeiros cinco minutos, a vantagem que já era boa aumentou para 23 pontos. A superioridade brasileira não se restringia apenas no marcador. Nos rebotes, os dos donos da casa haviam anotado 28 contra apenas 14 dos visitantes. Bastou os australianos tirarem sete e esboçarem uma reação para Magnano colocar em quadra de uma vez só Alex, Nenê e Raulzinho. Apesar das mudanças, a seleção não se encontrou mais no quarto, permitiu que a Austrália diminuísse a diferença para 12 pontos e voltasse para o jogo.

Depois de derrapar no terceiro período, o Brasil voltou a se encontrar nos 10 minutos finais. Novamente com uma defesa forte, o ataque voltou a funcionar, e a diferença a aumentar. Desta vez para 18 pontos. Com o resultado praticamente definido, o técnico australiano Andrej Lemanis tratou de descansar seus principais jogadores. Já com Dellavedova, Mills e Baynes no banco, a seleção aproveitou os minutos finais para levantar a galera. Com o dever de casa feito, o time de Magnano passou no primeiro teste e ganhou os aplausos do torcedor mogiano, que mesmo pedindo Larry Taylor, apoiou a seleção.

Brasil x Austrália amistoso basquete masculino Mogi das Cruzes (Foto: Cairo Oliveira)Austrália jogou sem dois dos seus principais jogadores contra o Brasil (Foto: Cairo Oliveira)

Brasil e Austrália voltam à quadra no próximo sábado, novamente em Mogi das Cruzes. Os australianos enfrentam a Lituânia, às 12h. O time brasileiro pega a China, às 14h30. Os dois vencedores jogam a final do quadrangular no domingo, às 14h30. Os dois derrotados, fazem a preliminar, às 12h.

 

USA-BRAZIL

Por que o maior empreendimento de Trump no Brasil encalhou?

Homem é preso no RJ por suspeita de ligação com terrorismo Ministério Público Federal confirmou que o nome dele é Chaer Kalaoun. Suspeito seria de família libanesa e está preso na PF do Rio de Janeiro.

Um homem foi preso no estado do Rio de Janeiro por suspeita de ligação com terrorismo. Ao contrário da operação Hashtag, quando a Justiça Federal emitiu mandados de prisão contra 12 pessoas, não se sabe muito pouco sobre essa nova prisão. O mandado foi expedido pela juíza federal Valéria Caldi, da 8ª Vara Criminal do Rio.

O Ministério Público Federal confirmou que o nome dele é Chaer Kalaoun, de 28 anos, brasileiro e filho de libaneses. Ele foi preso em casa, na quarta-feira (27), às 16h, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.  O suspeito continua preso na carceragem da Polícia Federal, na zona portuária do Rio

O advogado do suspeito, Edson Ferreira, disse que ele é comerciante, tem negócios no Rio de Janeiro e negou que ele tenha envolvimento com grupos terroristas: “Ele não tem qualquer vinculação com o Estado Islâmico. Ele não tem ligação nenhuma, não tem o que chamam por aí de batismo. Ele não tem nada disso. Então, ele não estaria recrutando, não estaria trazendo pessoas, não estaria colaborando, nem estaria incentivando projetos do Estado Islâmico”, disse o advogado.

TRABALHADORES FIQUEM ATENTOS

Pagamento do PIS referente ao ano de 2015 começa nesta quinta-feira (28)

Valor será proporcional aos meses trabalhados no ano passado.
Quem não recebeu o PIS de 2014 também pode sacar o dinheiro.

Começa nesta quinta-feira (28) o pagamento do abono do PIS referente a 2015. Neste ano, o valor será proporcional ao número de meses trabalhados no ano passado. Antes, o pagamento de um salário mínimo era integral, independente de quanto tempo a pessoa ficou na empresa.

Quem não recebeu o PIS de 2014 também pode sacar o dinheiro a partir desta quinta. Tem direito ao benefício quem se cadastrou no PIS há mais de cinco anos e recebeu até dois salários mínimos com carteira assinada. Confira aqui todas as informações sobre o PIS.