Esporte

Natália abre o sorriso, evolui e tenta levar Brasil ao título do Grand Prix

Vista como promessa no ouro em Londres, ponteira assume protagonismo na seleção e tenta chegar ao ápice no Rio. Seleção encara poderosa equipe dos EUA na final

Natália se acostumou a andar sorrindo. Nos exigentes treinos da seleção, a ponteira desvia das dores e do cansaço e ajuda a manter um clima leve entre as companheiras. O jeito brincalhão sempre ajudou o caminho da jogadora na equipe, desde quando surgiu como promessa. Nos últimos anos, porém, assumiu o papel de protagonista. Ainda que não se enxergue assim, boa parte das chances de ouro do Brasil na Olimpíada passa por suas mãos. Neste domingo, contra os EUA, pode se fazer fundamental uma vez mais na busca pelo título do Grand Prix, em Bangcoc. As duas seleções se enfrentam às 8h (horário de Brasília), com transmissão do SporTV. O GloboEsporte.com acompanha todos os detalhes em tempo real.

Natália é a principal pontuadora do Brasil no Grand Prix. No total, já soma 149 pontos na competição. Enquanto evolui no passe, brilha no ataque. Durante toda a temporada, a jogadora, principal estrela do Rio de Janeiro na conquista da Superliga, trabalhou para chegar ao ápice na Olimpíada. E ainda quer mais.

Brasil Holanda Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)Natália puxa a comemoração do Brasil contra a Holanda (Foto: Divulgação/FIVB)

– Eu não me vejo dessa maneira (como protagonista). Eu sempre tento fazer o melhor para ajudar a equipe. Um dia, sou eu. No outro, da Sheilla, a Garay, uma das meio de redes. Em cada jogo, uma atleta pode ser mais exigida. Qualquer uma no nosso time pode fazer o nosso papel. Fico feliz de desenvolver o meu trabalho e ajudar a equipe. Eu comecei o Grand Prix, não devagar, mas não da maneira como gostaria. Segunda etapa também não foi muito boa, melhorei na terceira. Agora, talvez eu esteja no meu melhor momento. Eu me foquei durante toda a temporada para isso, para chegar bem na Olimpíada. Então, sempre penso de forma positiva, sempre trabalhando. Dessa maneira, as coisas vêm.

+ Brasil passa bem pela Holanda e, sem perder sets, vai à final do Grand Prix

Maior campeão da história do Grand Prix, o Brasil vai em busca de seu 11º título. Do outro lado, os EUA são os atuais vencedores. No total, somam seis conquistas.

Ouro com a seleção em Londres, Natália ainda era encarada como aposta para o ciclo olímpico seguinte. Brilhou lá mesmo e evoluiu até se firmar como estrela da seleção. O sorriso, ela diz, ajuda no percurso. Para manter o bom ambiente na equipe, Natália tenta esquecer qualquer problema. Às vésperas da principal competição da carreira, tenta atrair o máximo de sentimentos positivos.

– Sempre que converso com o pessoal, tento pensar da melhor maneira possível. Isso atrai coisas boas. É dessa maneira que vejo. Sempre tento estar na melhor forma nos treinamentos, puxando sempre, mesmo com alguma dorzinha. De alguma maneira, as coisas acabam acontecendo. Vou continuar trabalhando porque sei que posso melhorar e dar mais para o time. Acho que posso melhorar em todos os aspectos ainda. Melhorar meu passe, ataque, bloqueio. Sempre tentando treinar com alegria. Esse ano, estou o mais tranquila possível. Estou sempre brincando, sempre falando com as meninas. Um ambiente descontraído é sempre mais fácil de trabalhar, para chegar bem na Olimpíada.

Brasil Holanda Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação/FIVB)Natália festeja em quadra com a seleção após a vitória (Foto: Divulgação/FIVB)

“FACA NOS DENTES”

Contra os EUA, o Brasil encara sua maior missão antes dos Jogos. No ano passado, as duas seleções se enfrentaram na final do Grand Prix. Com o time completo, as americanas levaram a melhor. Thaísa garante que a seleção está pronta para encarar as rivais.

– É um time muito difícil de se jogar. Bolas muito altas. É um time muito “jogueiro”, tem um volume muito grande. E elas têm uma estratégia de jogo complicada. É difícil de derrubar a bola. Mas não é impossível. Provavelmente vamos enfrentar na Olimpíada. É um jogo de aprendizado. Lógico, não vamos entrar moles, pensando em perder, achando que é preparação. Vamos entrar com a faca nos dentes. Sabemos que elas não são um time imbatível. Só precisamos achar a melhor forma de vencer.

Do outro lado, a expectativa também é grande. Vitorioso no ano passado, o técnico Karch Kiraly lembra que as brasileiras estavam com reservas. O americano, então, encara a partida como um ótimo teste antes dos Jogos.

– Estamos animados para enfrentar o Brasil. No ano passado, algumas jogadoras estavam descansando. Não conseguimos ver o verdadeiro Brasil desde 2014. Vai ser muito bom para os dois times em nossa última partida antes dos Jogos Olímpicos.

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