BASTIDORES DO PODER

Medalhas olímpicas vão revelar ao mundo Brasil estável e que caminha bem, diz Temer

Imagem da história para noticias brasil de EXAME.com

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente interino Michel Temer afirmou nesta quarta-feira a atletas olímpicos do Brasil que disputarão os Jogos Rio 2016 que as medalhas que conquistarem na competição do próximo mês mostrarão ao mundo um país que caminha bem e onde a democracia é estável.

“Quero dizer, quando os senhores e as senhoras, quando vocês todos puderem ostentar as medalhas, nós estaremos revelando o Brasil ao mundo. E revelando o Brasil onde a democracia é estável, onde as coisas estão caminhando muito bem, onde as instituições funcionam”, afirmou Temer durante evento para a apresentação da delegação olímpica brasileira no Palácio do Planalto.

Na cerimônia, Temer e o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, receberam agasalhos do Time Brasil com seus nomes inscritos das mãos do presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, que também preside o comitê organizador Rio 2016.

A Olimpíada do Rio será realizada em meio a um clima de incerteza política no país devido ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, cujo julgamento final deve ocorrer poucos dias após o encerramento dos Jogos, que vão de 5 a 21 de agosto.

A maior parte da preparação olímpica do país foi realizada pelo governo Dilma, afastada do cargo desde 12 de maio devido ao processo de impeachment. A partir de então, o governo passou a ser comandado interinamente por Temer, que deu garantias ao Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre o compromisso do país com a realização da primeira Olimpíada na América do Sul.

Segundo o presidente interino, o simbolismo de confraternização universal representado pela Olimpíada coincide com o atual momento de “confraternização nacional” atravessado pelo país.

“Também quero registrar a simbologia desse momento em que se dão as Olimpíadas no Rio de Janeiro. É um momento de confraternização universal. O esporte é um meio de integrar as pessoas e de fazê-las amigas, de fazê-las fraternas, que é o que também estamos fazendo no Brasil”, afirmou.

comedo de virarem fichas-sujas, prefeitos pedem mais recursos a Temer

BRASÍLIA — Preocupados com a situação financeira dos municípios e com a possibilidade de serem responsabilizados por isso, prefeitos de todo o país se reuniram nesta quarta-feira com o presidente interino Michel Temer e quatro ministros. A estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) é que 70% deles não consigam fechar as contas até o fim do ano, quando termina o mandato iniciado em janeiro de 2013. Isso pode levá-los inclusive a serem considerados fichas-sujas.

Os prefeitos reclamam de atraso ou diminuição nos repasses da União, pedem uma fatia maior dos recursos provenientes da repatriação de dinheiro mantido por brasileiros no exterior, e querem uma renegociação da dívida. Alegam, por exemplo, que muito se fala dos débitos dos municípios com a União, mas pouco se discute sobre os recursos retidos pelo governo federal e não repassados às prefeituras.

Segundo os prefeitos que participaram da reunião, Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento) não sinalizaram uma solução rápida para o caso.

— Acho que o modelo está todo torto. E de vez por todas temos que acertar esse modelo. Não vale mais continuar repassando responsabilidades para os municípios e na mesma proporção não repassar os recursos — reclamou o vice presidente da CNM, Glademir Aroldi, acrescentando:

— Prefeitos e prefeitas deste país não aguentam mais a situação, 70% deles não vão fechas as contas. E tem um culpado por tudo isso: a União. Ao longo dos anos, colocou à disposição dos municípios mais de 400 programas, que nós estamos executando, e o governo atrasa o repasse e não corrige esses valores. Se algum prefeito deste país virar ficha-suja por consequência de não fechar as contas, o culpado é o governo federal.

Ele também reclamou que a União está dando um golpe nos municípios ao não repassar todos os recursos previstos em emenda constitucional aprovada em 2014. A emenda aumentou o valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), elevando a quantidade de recursos arrecadados por meio de impostos sobre a renda e sobre produtos industrializados que são repassados às prefeituras.

— Não dá para ficar dando golpe nos municípios, como foi dado no ano passado, quando tinha que pagar 0,5% de FPM por uma emenda constitucional, e pagou apenas 0,25%. E agora um novo golpe, quando tem que pagar 1%, e vai pagar 0,75% — disse Aroldi.

O vice-presidente da CNM quer ainda aumentar os recursos vindos da repatriação de recursos mantidos por brasileiros no exterior.

— O Congresso Nacional vota uma lei para repatriar os valores dos brasileiros que estão no exterior, e isso já começou a acontecer, dizendo que seriam 15% de imposto de renda e 15% de multa. O Congresso Nacional quando votou isso disse na sua redação que tanto imposto de renda como a multa seriam compartilhados com estados e municípios. Ora, a presidente (afastada Dilma Rousseff) acaba vetando a questão da multa. Mas tem lógica isso? A multa faz parte do imposto. Se não existisse imposto, existiria somente a multa? —questionou Aroldi.

mara tem 17 candidatos registrados na disputa à presidência

BRASÍLIA – A disputa pela Presidência da Câmara tem 17 deputados registrados. O protocolo foi encerrado ao meio-dia. Agora, às 13 horas, está marcado o sorteio da ordem dos candidatos na urna e dos discursos em plenário. Até às 15 horas, porém, os deputados inscritos ainda podem se retirar da disputa. A eleição começa às 16 horas.

Os candidatos apontados como favoritos são Rogério Rosso (PSD-DF), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Marcelo Castro (PMDB-PI). Os demais candidatos são Giacobo (PR-PR), Beto Mansur (PRB-SP), Fausto Pinato (PP-SP), Carlos Gaguin (PTN-TO), Carlos Manato (SD-ES), Fábio Ramalho (PMDB-MG), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Evair Vieria de Melo (PV-ES), Espiridião Amim (PP-SC), Miro Teixeira (Rede-RJ), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Orlando Silva (PC do B-SP) e Maria do Rosário (PT-RS).

Rosso é apontado como favorito por ser o principal nome do centrão, grupo de partidos médios que tem maioria da Casa. Mas a pulverização de candidatos do bloco, porém, tem levantado dúvidas sobre suas chances. Pesam ainda contra ele o fato de ser apontado como o candidato preferido de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e as menções feitas por uma testemunha e o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) de que haveria um vídeo com Rosso recebendo dinheiro do escândalo do mensalão do DEM.

Rodrigo Maia, por sua vez, iniciou suas articulações buscando votos no campo da esquerda, principalmente no PT. O movimento chegou a irritar aliados do presidente interino, Michel Temer. No fim, porém, Maia tem conseguido mais apoios na antiga oposição e deve ter formalmente o apoio do PSDB.

A esquerda começou a se distanciar do deputado do DEM com a entrada do peemedebista Marcelo Castro na disputa. Principalmente quando Castro conseguiu o apoio oficial de seu partido derrotando a cúpula em disputa interna. Nas últimas horas, porém, deputados da esquerda começaram a questionar se a candidatura de Castro, ex-ministro de Dilma, não seria uma estratégia para apenas levá-lo ao segundo turno e garantir a vitória de Rosso. Por isso, deputados do PC do B e do PT registraram candidaturas de última hora.

Eleição à presidência da Câmara tem 17 candidatos na disputa, diz Mesa Diretora

(Reuters) – A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira tem 17 candidatos, informou a Mesa Diretora da Casa após o encerramento do prazo de inscrição para a disputa às 12h.

Os principais nomes para a sucessão do deputado suspenso Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou à presidência na semana passada, são Rogério Rosso (PSD-DF), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Marcelo Castro (PMDB-PI).

PT anuncia apoio à candidatura de Marcelo Castro

BRASÍLIA — Em reunião tensa, a bancada do PDT decidiu anunciar o apoio à candidatura oficial do PMDB, o deputado Marcelo Castro (PMDB). Segundo o presidente da legenda, Carlos Lupi, a tensão aconteceu porque alguns deputados discutiram qual a melhor estratégia para derrotar o candidato do centrão, Rogério Rosso (PSD-DF). Lupi disse que a maioria dos 19 deputados votará com Marcelo Castro e apenas alguns, que já tinham assumido outro compromisso, não acompanharão a decisão. O voto para Presidência da Câmara é secreto.

— A indicação é o apoio a Marcelo Castro. Ele vai ganhar. É a sucessão de vaga do partido majoritário da Casa. Castro é um homem honrado, que guarda grande coerência em seus atos. Mesmo sendo do PMDB, como era ministro da presidenta Dilma, votou contra o impeachment. E ganhou a indicação de candidato oficial internamente na bancada dele. É o único nome certo no segundo turno — afirmou Lupi, acrescentando:

— Houve certa exaltação porque alguns estavam discutindo a melhor estratégia para derrotar Rosso. O PDT não indicou candidatos e pela quantidade de candidatos, vai acabar faltando eleitor

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