SAÚDE NACIONAL

OMS afirma que risco de infecção da zika é “baixo” no Rio

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, disse nesta sexta-feira que “o risco de infecção do vírus da zika é baixo e administrável, desde que sejam tomadas as medidas adequadas” nos Jogos Olímpicos que começam no próximo dia 5 de agosto, no Rio de Janeiro.

“Sei que as pessoas estão preocupadas com a zika, e é uma preocupação muito legítima”, disse Margaret, durante entrevista coletiva em Pequim.

A diretoria da OMS quis, no entanto, desfazer temores pelo contágio ou expansão da zika durante os Jogos do Rio e como prova disso afirmou que viajará para a cidade na próxima semana.

“Cada semana, aprendemos algo novo da doença. Há um certo nível de incerteza”, admitiu Margaret Chan, que disse, portanto, “é importante para atualizar as informações e recomendações em tempo hábil”.

Ela disse que atualmente, “está muito claro e há consenso entre os cientistas que a zika está relacionada com bebês com microcefalia e outras condições neurológicas”.

“A OMS aconselhou que as mulheres grávidas ou as que planejam uma gravidez que não viajem para lugares onde haja riscos de transmissão da zika. Para os esposos ou companheiros que precisam viajar, é recomendável que façam um teste ao retornar”, advertiu.

O que são os miniderrames cerebrais – e como eles podem ser um alerta de algo mais grave

Para milhares de pessoas, alguns sintomas são prenúncio de perigo: indicam que elas correm o risco de sofrer um derrame cerebral nos meses seguintes. Esses sintomas são os chamados miniderrames, ou acidentes isquêmicos transitórios (AIT).

Os sintomas do miniderrame são sinais de alerta de um derrame mais grave que pode acontecer em breve
Os sintomas do miniderrame são sinais de alerta de um derrame mais grave que pode acontecer em breve

Foto: Thinkstock

Os sinais do miniderrame são parecidos aos do derrame, porém mais fracos e de menor duração. Em alguns casos, duram apenas alguns minutos. Mas nem por isso devem ser ignorados.

Segundo a revista da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, a Harvard Health Publications , “cerca de 33% das pessoas que sofreram um AIT têm um derrame cerebral no período de um ano”.

“A cadeia de eventos que levam a um AIT é basicamente a mesma que leva a um derrame cerebral”, afirmou o médico Louis Caplan em outro artigo da Harvard Health Publications .

“Uma pessoa que tem um AIT sofreu uma isquemia (…) sem dano duradouro no cérebro. Mas as mesmas causas subjacentes (de um derrame cerebral) ainda estão presentes e é muito provável que provoquem um derrame cerebral em um futuro próximo.”

Em artigo científico publicado em 2009 pela Associação Cardíaca Americana (AHA, na sigla em inglês), o médico Antonio Culebras diz que “os pacientes devem ser hospitalizados imediatamente e receber todo o acompanhamento neurovascular”.

Sintomas

Confusão e debilidade repentinas estão entre os sintomas de miniderrame
Confusão e debilidade repentinas estão entre os sintomas de miniderrame

Foto: Thinkstock

De acordo com a associação britânica Stroke Association, um AIT é causado por uma falta temporária de fluxo sanguíneo no cérebro e pode ser diagnosticado como um derrame cerebral, apesar de os sintomas serem temporários.

É preciso estar alerta quando uma pessoa apresenta debilidade repentina, incluindo dificuldade para andar e uma sensação de confusão.

Os pacientes e familiares precisam estar atentos também caso a pessoa apresente debilidade repentina nos músculos do rosto: o rosto do paciente parece estar caído, geralmente de um lado. O paciente sente como se esse lado estivesse adormecido.

Uma boa forma de confirmar isso é pedir que o paciente sorria e observar se o sorriso está desnivelado.

Outro sintoma é a debilidade nos braços: a pessoa não consegue levantar os dois braços na altura da cabeça.

É importante prestar atenção se a pessoa sente que um dos braços está mais fraco. Para fazer o teste, peça que ela levante os dois braços e observe se um deles cai.

Além disso, atenção a dificuldades na fala, ou seja, quando o paciente tenta falar e o que sai é algo lento, com muita dificuldade e de difícil compreensão.

Um bom teste é pedir que o paciente repita uma frase simples, como “O céu é azul”. Preste atenção se ele repete corretamente.

Se uma pessoa apresenta um desses sintomas, mesmo que eles tenham desaparecido pouco depois, é importante levá-la ao médico imediatamente.

Faça também um registro de tempo para que saiba quando o primeiro sintoma apareceu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece que a maioria dos pacientes que sofreram um ou mais miniderrames pode ter um derrame cerebral no futuro. Ao mesmo tempo, a organização esclarece que uma pessoa também pode ter um derrame sem ter sofrido um episódio de menor gravidade.

Risco maior

Nichola Farrely tinha 34 anos quando sofreu um miniderrame; um dia depois sofreu um derrame cerebral
Nichola Farrely tinha 34 anos quando sofreu um miniderrame; um dia depois sofreu um derrame cerebral

Foto: BBC Brasil

Louis Caplan, que também é professor de neurologia no Centro Médico Beth Israel Deaconess, da Universidade de Harvard, explica o significado do nome acidente isquêmico transitório (AIT).

– Transitório: “Frequentemente são muito breves, duram menos de uma hora. Na verdade, a maioria acaba em poucos minutos.”

– Isquêmico: “Os sintomas são resultados de uma obstrução no fluxo sanguíneo.”

– Acidente: “É um evento isolado.”

O presidente-executivo da Stroke Association, Jon Barrick, lembra que o risco de sofrer um derrame cerebral mais grave aumenta nos primeiros dias depois de se sofrer um AIT.

Muitas pessoas não dão importância aos miniderrames “porque os sintomas são rápidos ou leves”, diz Barrick à BBC. “(Mas) é uma emergência médica. Quando os sintomas começam, você deve chamar (a ambulância) e dizer que está sofrendo um derrame”.

Segundo a Organização Mundial de Derrame Cerebral (WSO, na sigla em inglês), “aproximadamente 70% dos pacientes não reconhecem corretamente que estão tendo um AIT ou um miniderrame cerebral e 30% adiam a busca por atendimento médico por mais de 24 horas”.

“Tive dois miniderrames cerebrais antes de sofrer um derrame. Fui uma das milhares de pessoas que subestimaram os sinais de alerta, por simples ignorância”, disse o apresentador da BBC Andrew Marr, que sofreu um derrame em 2013.

Outro exemplo é o da britânica Nichola Farrelly que, em 2012, apresentou alguns dos sintomas de um miniderrame. Ela foi ao médico, mas não teve o acompanhamento apropriado, voltou para casa e foi trabalhar no dia seguinte.

“Às 8h45 da manhã tinha dor de cabeça e comecei a sentir desorientação e tontura. (…) Me levaram ao pronto-socorro. Por não ter recebido o tratamento certo, infelizmente tive um derrame”, acrescentou.

Agora, Farrelly aprendeu que é fundamental “ler” os sintomas.

Porto Rico registra 1.714 novos casos de zika em uma semana

Um total de 1.714 casos de zika foram registrados em Porto Rico na semana de número 28 deste ano (entre 11 e 17 de julho), o que eleva o total de casos acumulados para 7.296 desde que foi detectado o primeiro no começo de dezembro do ano passado.

A secretária do Departamento de Saúde, Ana Ríus, informou hoje através de um comunicado que entre os novos casos estão 116 grávidas, para um total de 788; nove hospitalizações, que acumulam um total de 74 e dois novos casos da síndrome de Guillain-Barre (que ataca o sistema nervoso), para um total de 23.

“A única forma de que sejamos bem-sucedidos nesta luta é trabalhar juntos para eliminar possíveis criadouros e nos orientar mutuamente sobre as diferentes medidas de prevenção que podemos tomar”, afirmou a funcionária.

Ríus destacou que este vírus também são transmitidos como uma doença sexualmente transmissível, pelo qual é essencial se proteger utilizando o preservativo como medida de precaução.

A funcionária lembrou que os principais sintomas associados ao zika são brotoejas, dor nas articulações, febre e conjuntivite sem secreção.

Antidepressivos podem ser ineficazes em crianças e adolescentes

 (Bibliomed). O tratamento de crianças e adolescentes que sofrem de depressão com antidepressivos pode ser ineficaz e potencialmente perigoso, de acordo com um comentário na revista The Lancet.

Pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e colegas revisaram 34 estudos que incluíram 5.260 crianças e adolescentes. A maioria dos ensaios (65%) fooi financiados por empresas farmacêuticas; 90% tinham um risco de serem tendenciosos em favor da medicação, segundo os autores.

Dos 14 antidepressivos estudados, apenas a fluoxetina foi mais eficaz no tratamento da depressão do que um placebo em crianças e adolescentes, segundo os pesquisadores. Os antidepressivos venlafaxina, imipramina e duloxetina tiveram os piores efeitos colaterais, causando mais pacientes a parar de tomá-los do que aqueles que tomam um placebo. E venlafaxina foi ligado a um maior risco de pensamentos suicidas em comparação com um placebo e outros cinco antidepressivos.

Segundo os autores, as crianças pequenas nunca deveriam receber antidepressivos, e os adolescentes deveriam receber prescrição destes medicamentos de maneira parcimoniosa.

Sedentarismo custa US$ 67,5 bi todo ano a economia global, diz pesquisa

O sedentarismo custa à economia global US$ 67,5 bilhões (R$ 220 bilhões) todo os anos, mais do que o PIB do Paraguai. Desse total, US$ 58,8 bi são gastos anualmente em cuidados médicos decorrentes da inatividade prolongada, além de US$ 13,7 bi que são perdidos todos os anos em produtividade.

As estimativas são parte de uma série de estudos publicada na revista científica Lancet , que revela ainda que o sedentarismo mata todos os anos cerca de 5 milhões de pessoas ─ um número de mortes equivalente ao do tabagismo e maior do que o da obesidade.

A síndrome rara que pode matar crianças enquanto dormem

Os mexicanos Alek Pedraza e Lucía Bru passam o dia brincando e rindo, como qualquer criança. Mas à noite tudo muda: os dois sofrem de uma doença rara que pode matá-los enquanto dormem.

O maior perigo para as pessoas que sofrem da síndrome de Ondine, como Alek, é a falta de oxigênio nos órgãos e tecidos
O maior perigo para as pessoas que sofrem da síndrome de Ondine, como Alek, é a falta de oxigênio nos órgãos e tecidos

Foto: Nadia Ortiz

Na síndrome de Ondine (ou CCHS, sigla em inglês para Congenital Central Hypoventilation Syndrome, ou Síndrome da Hipoventilação Central Congênita, em tradução livre), a mutação de um gene provoca danos na parte do cérebro responsável pelas reações automáticas do corpo.

Uma das consequências mais comuns disso é que a respiração fica prejudicada – na fase de sono profundo, a pessoa pode simplesmente parar de respirar e morrer.

Por isso, Alex e Lucía precisam ser ligados a equipamentos que os ajudam a respirar, enviando oxigênio diretamente para a traqueia.

Há poucos estudos sobre a doença, que ainda não tem cura. Em todo o mundo, há cerca de apenas 1,2 mil pessoas que conseguiram sobreviver a ela nos primeiros meses de vida.

Em 40 anos, apenas algumas centenas de casos foram analisados, conta José Bru, pai de Lucía. “Por ser uma doença rara, o interesse de um governo ou de um laboratório farmacológico para desenvolver uma cura é pouco”, critica.

No Brasil, não há registro do número de pessoas com a síndrome de Ondine, segundo o Ministério da Saúde.

Quando surgem casos, afirma a pasta, é adotada a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, que organiza desde 2014 a rede de atendimento para prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

“Atualmente, o ministério dispõe de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para 36 doenças raras. Para as doenças que ainda não contam com protocolos próprios, como a síndrome de Ondine, a assistência e o cuidado às pessoas seguem as diretrizes estabelecidas pela Política”, informou a assessoria do ministério.

É comum que a doença seja confundida globalmente com a síndrome da morte súbita infantil – falecimento repentino de bebês durante o sono. Isso levaria a uma subnotificação, já que não são realizados exames genéticos para descobrir a verdadeira causa do óbito.

‘Chip desligado’

O nome da síndrome vem de uma lenda antiga.

Nela, uma ninfa chamada Ondine condena seu marido a morrer assim que pegar no sono como punição por tê-la traído.

Na vida real, a alteração genética causada pela doença faz com que o cérebro suspenda ações automáticas que governam os órgãos do corpo, como o ritmo cardíaco ou o funcionamento dos intestinos.

Um exemplo: os pulmões de Alek não conseguem fazer a troca do dióxido de carbono pelo oxigênio, explica à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, a mãe do menino, Nadia Ortiz.

“Ele entra em sono profundo imediatamente, quase depois de fechar os olhos. E então o cérebro não manda o sinal para que ele continue respirando normalmente, que faça a troca de oxigênio. É como se esse chip estivesse desligado.”

“Alek respira enquanto está dormindo, mas não consegue fazer essa troca. Se não tiver ajuda de um respirador conectado à sua traqueia, pode correr riscos.”

O maior perigo para o menino é que o dióxido de carbono se acumule no sangue e leve a um quadro de hipóxia – ou seja, de falta de oxigênio nos órgãos e tecidos, o que pode provocar uma parada cardiorrespiratória.

O problema de Lucía é parecido, mas seu cérebro também dá ordens para uma produção maior de insulina, problema que pode ser permanente.

Traqueostomia

As crianças tiveram de se submeter a traqueostomias ainda bebês para receber os tubos de plástico que são conectados às máquinas de respiração.

A traqueostomia também ajuda na oxigenação dos pulmões, além de auxiliar para extrair muco em casos de urgência.

O tubo inserido no pescoço é permanente e, apesar de ajudar a respiração, também traz problemas.

“É uma ferida aberta, o risco de infecções é muito alto”, diz Nadia Ortíz. “Uma gripe ou uma tosse são muito perigosas para Alek. Não há intermediários entre a traqueostomia e os pulmões. Nós respiramos pelo nariz, o que nos ajuda a filtrar todos os bichos.”

José Bru conta que isso demanda uma higiene muito cuidadosa.

“Minha filha, por exemplo, usa um nariz artificial, que funciona como um filtro. Mas qualquer gripe pode virar uma pneumonia.”

Alto custo

A doença também exige muito dos pais, que precisam fazer uma vigília para monitorar os níveis de dióxido de carbono e o ritmo cardíaco dos filhos.

Para divulgar o problema e arrecadar recursos para pesquisa, José Bru e sua mulher criaram uma instituição no México, a Fundação Síndrome de Ondine MX.

Já Nadia Ortíz e o marido, Vladimir Pedraza, fizeram uma “vaquinha” na internet, na qual arrecadaram US$ 250 mil (cerca de R$ 814 mil).

O dinheiro será usado em uma cirurgia para implantar um marcapasso no diafragma de Alef, o que permitiria que ele dormisse e respirasse sem ajuda externa. O procedimento é realizado em um hospital de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mas além do atual momento difícil, os pais se preocupam também com o futuro das crianças.

“Vai chegar um momento em que vai perguntar ‘porque eu tenho traqueostomia e você não?'”, afirma a mãe do garoto.

“Quando ela completar 15 anos, vou ter de contar que terá pausas cardíacas. Que vai precisar de um marcapasso”, diz o pai de Lucía.

A pesquisa chama atenção para os malefícios do sedentarismo e o perigo de morte que ele representa. Os cientistas ressaltam que passar mais de oito horas por dia sentado aumenta as chances de morte prematura em 60%.

Especialistas dizem que pelo menos uma hora de exercício físico por dia para compensar efeitos nocivos de sedentarismo no trabalho
Especialistas dizem que pelo menos uma hora de exercício físico por dia para compensar efeitos nocivos de sedentarismo no trabalho

Foto: Thinkstock

Mas o artigo da Lancet revela ainda que exercitar-se durante uma hora por dia pode contrabalançar os efeitos nocivos de trabalhar sentado por longos períodos.

Uma equipe formada por cientistas de diferentes países descobriu que o risco de morte era de 9,9% para quem permanecia sentado por 8 horas por dia e mantinha um estilo de vida sedentário.

Já quem permanecia sentado pela metade do tempo (4h) e se mantiva ativo por 1 hora por dia, tinha o risco de morte reduzido para 6,8%.

Os pesquisadores também descobriram que o aumento do risco de morte associado a ficar oito horas sentado por dia foi completamente eliminado nas pessoas que fizeram pelo menos uma hora de exercício físico diariamente.

Eles acrescentam que, atualmente, o sedentarismo constitui uma ameaça tão grave à saúde pública quanto o tabagismo e já mata mais do que a obesidade.

Intervalo

Os cientistas recomendaram a quem passa muitas horas trabalhando sentado fazer um intervalo de cinco minutos a cada hora, além de se exercitar durante o almoço e à noite.

Responsável pela pesquisa, o professor Ulf Ekelund, da Escola Norueguesa de Ciências do Esporte e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, disse que não é necessário “ir à academia” para compensar o prejuízo de trabalhar longas horas sentado.

“Você não precisa fazer um esporte. Você não precisa ir à academia. Você pode fazer uma simples caminhada, talvez durante a manhã, durante o horário do almoço, ou depois do jantar à noite. Você pode dividir isso durante o dia, mas precisa fazer pelo menos 1 hora de atividade física para obter os efeitos positivos”.

O estudo analisou dados de 15 pesquisas anteriores, muitas das quais envolvendo pessoas cima de 45 anos dos Estados Unidos, da Europa Ocidental e da Austrália.

Os autores descobriram que uma hora de exercício de “intensidade moderada”, como caminhar a 5,6 km/h ou andar de bicicleta por prazer a 16 km/h, foi suficiente para contrabalançar os efeitos nocivos de permanecer sentado por longos períodos.

Ekelund disse ainda que um intervalo de cinco minutos a cada hora fechada, mesmo que seja ir buscar documento na impressora, poderia trazer benefícios à saúde do funcionário.

Mudanças

Os cientistas afirmaram que a combinação de passar muitas horas trabalhando sentado e ainda assistir à TV à noite sentado no sofá de casa vem se provando letal.

Eles cobraram maiores mudanças nas políticas do governo, de modo a estimular hábitos saudáveis, como aumentar a distância entre os pontos de ônibus para forçar as pessoas a andar mais, fechar o acesso de ruas a veículos durante o fim de semana e abrir academias de ginástica gratuitas nos parques.

Segundo os pesquisadores, os empregadores também encorajar os funcionários a realizar atividades físicas, ao fornecer chuveiros e academias, além de estimular intervalos mais longos.

Quantidade de energia gasta durante corridas é similar entre jovens e idosos

 (Bibliomed). Corredores mais de 65 anos poderiam queimar oxigênio (gastar a mesma quantidade de energia) com quase a mesma taxa do que os corredores mais jovens, de acordo com um estudo publicado na edição de abril de Medicine & Science in Sports & Exercise.

Investigadores da Universidade Estadual Humboldt em Arcata, Califórnia, e colegas realizaram avaliações da esteira ergométrica de 15 corredores mais velhos e 15 corredores mais jovens que corriam pelo menos três vezes por semana, durante um mínimo de 30 minutos por sessão, por mais de seis meses.

Os pesquisadores observaram diferenças entre os dois grupos na mecânica da execução, indicando que os corredores mais velhos ajustam suas técnicas à medida que envelhecem. Mas os corredores mais velhos queimavam oxigênio a uma taxa semelhante tanto como os corredores mais jovens em diferentes velocidades.

A descoberta oferece outra razão para que as pessoas permaneçam ativas à medida que envelhecem, afirmaram os pesquisadores. Assim, existem evidências de que nunca é tarde demais para iniciar exercícios físicos.

Brasileiro cresce em altura nos últimos cem anos, mas ainda é ‘baixinho’; conheça o ranking global

Quando o assunto é altura, o homem da Holanda e a mulher da Letônia ficam por cima de todas as outras nacionalidades, aponta um novo estudo.

A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas nosso DNA pode não ser o fator principal
A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas nosso DNA pode não ser o fator principal

Foto: iStock

O holandês médio tem hoje 1,83m e a mulher letã alcança 1,70 m.

A pesquisa, publicada na revista científica eLife, mapeou tendências de crescimento em 187 países desde 1914.

E descobriu que o homem do Irã e a mulher da Coreia do Sul registraram o maior salto na altura, crescendo uma média de 16 cm e 20 cm.

O homem brasileiro tem, em média, 1,73m, e a mulher, 1,60m. Ambos registraram o mesmo crescimento desde 1914: 8,6 cm.

Para homens, o Brasil é o 68º colocado em altura entre os países pesquisados – fica acima de nações como Portugal, México e Chile, e abaixo de Romênia, Argentina e Jamaica.

A mulher brasileira alcançou a 71ª posição, mais alta do que a mulher turca, argentina ou chinesa, e mais baixa do que as espanholas, israelenses e inglesas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a altura dos cidadãos começou a atingir um limite nos anos 1960 e 1970. Ao longo do último século, homems e mulheres cresceram apenas 6 cm e 5 cm, respectivamente.

Em 1914, o homem americano era o terceiro mais alto do mundo, e a mulher, a quarta mais alta. Hoje eles estão em 37º e 42º lugar.

Países europeus dominam os rankings de altura hoje, mas os dados sugerem que, em geral, as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente.

O homem mais baixo do mundo é o do Timor Leste: 1,60 m.

Países europeus dominam os rankings de altura, mas dados sugerem que as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente
Países europeus dominam os rankings de altura, mas dados sugerem que as tendências de crescimento se estabilizaram no Ocidente

Foto: iStock

A mulher mais baixa é a da Guatemala, titulo que também ostentava em 1914. Segundo os dados da pesquisa, a guatemalteca média de 18 anos tinha 1,40 m há um século, e hoje ela ainda quase não alcança 1,50 m.

O leste da Ásia registrou os maiores crescimentos. Pessoas no Japão, China e Coreia do Sul são bem mais altas do que eram há 100 anos.

“Já as partes do mundo onde pessoas não ficaram particularmente mais altas ao longo de 100 anos de análise estão no sul da Ásia (como Índia, Paquistão e Bangladesh) e na África subsaariana. O aumento de altura ficou entre 1 cm a 6 cm nessas regiões”, disse o co-autor do estudo James Bentham, do Imperial College de Londres.

Na verdade, as alturas médias chegaram a cair em certas partes da África subsaariana desde os anos 1970. Nações como Uganda e Serra Leoa viram a altura média do homem perder alguns centímetros.

A genética explica algumas variações de altura pelo planeta, mas os autores do estudo afirmam que nosso DNA não pode ser o fator principal.

O cientista chefe Majid Ezzati, também do Imperial College, disse à BBC: “Cerca de um terço da explicação está nos genes. Mas isso não explica a mudança ao longo do tempo. Os genes não se alteram tão rápido e não variam muito no planeta. Então mudanças no tempo e variações pelo mundo são, em grande parte, ambientais.”

Bons padrões de saúde, saneamento e nutrição são os principais determinantes ambientais da altura, diz Ezzati. Outro fator importante é a saúde da mãe e a alimentação durante a gravidez.

Outra pesquisa mostrou que a altura tem correlação com consequências positivas e algumas negativas.

Pessoas altas tendem a ter expectativa de vida maior, com menor risco de doenças do coração. Por outro lado, há evidências de que estão sob maior risco de certos cânceres, como colorretal, mama pós-menopausa e tumores de ovário.

“Uma hipótese é que fatores de crescimento possam promover mutações em células”, afirmou Elio Riboli, outro coautor do estudo.

A pesquisa, chamada “Um Século de Tendências na Altura Humana”, é resultado do trabalho de um grupo de mais de 800 cientistas, em associação com a Organização Mundial da Saúde.

Os países com os homens mais altos em 2014 (ranking de 1914 entre parênteses):

  • Holanda (12)
  • Bélgica (33)
  • Estônia (4)
  • Letônia (13)
  • Dinamarca (9)
  • Bósnia-Herzegovina (19)
  • Croácia (22)
  • Sérvia (30)
  • Islândia (6)
  • República Tcheca (24)

Os países com as mulheres mais altas em 2014 (ranking de 1914 entre parênteses):

  • Letônia (28)
  • Holanda (38)
  • Estônia (16)
  • República Checa (69)
  • Sérvia (93)
  • Eslováquia (26)
  • Dinamarca (11)
  • Lituânia (41)
  • Belarus (42)
  • Ucrânia (43)
 

Anticoncepcionais podem interferir no desenvolvimento de adolescentes

27 de julho de 2016 Comentar

Saúde da mulher

 cabelo2Os jovens estão iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo, e, com isso, mais adolescentes fazem uso de anticoncepcionais. Contudo, pouco se sabe sobre os efeitos dos contraceptivos hormonais no desenvolvimento cerebral e corporal dessas meninas.

Assim como todo medicamento, as pílulas anticoncepcionais passaram por estudos e testes para atestar sua eficácia e segurança. Contudo, esses foram realizados com mulheres adultas, que são biologicamente diferentes das adolescentes.

Os ossos e o cérebro de uma mulher alcançam a maturidade apenas depois que ela completa 20 anos. Dessa forma, se uma droga for dada a uma menina aos 12 anos de idade, ela pode alterar o desenvolvimento desses órgãos.

De acordo com especialistas, são pouco os estudos que envolvem a alteração do equilíbrio do estrogênio e da progesterona durante a adolescência e os efeitos disso a longo prazo. Além disso, argumentam sobre a dificuldade de encontrar adolescentes para os estudos, uma vez que a sociedade ainda considera esses como um incentivo à iniciação sexual precoce.

Fique por dentro dos melhores exercícios para perder barriga

Perder barriga representa um grande desafio para a maioria das mulheres, já que elas possuem maior tendência a acumular gordura na região do abdômen. Pior ainda para quem tem  predisposição genética de ganhar quilos localizados na área ou um corpo em formato de maçã. Mas, se você tiver dedicação, é possível diminuir as saliências.

Reduzir o percentual de gordura no abdômen é uma tarefa que envolve diferentes processos. Não basta apenas fazer exercícios localizados na área. É fundamental também readequar a alimentação e inserir atividades aeróbicas na rotina. Um abdômen liso nada mais é do que o resultado de cuidados essenciais com o corpo.

Veja 4 exercícios que ajudam a perder barriga

Já que melhorar o contorno da cintura e definir o abdômen envolve ativar o corpo de diferentes formas, a dica inicial é variar nos exercícios. Os abdominais, claro, são indispensáveis. Mas vale também apostar nos treinos de intensidade e na musculação, que ajudam a elevar o gasto calórico como um todo e a otimizar a queima de gordura.

Se você não tem a mínima ideia de quais exercícios fazer para perder barriga, veja abaixoquatro sugestões:

  1. HIIT

Os exercícios intervalados de alta intensidade ou simplesmente HIIT – na sigla em inglês -, são excelentes aliados na perda de gordura. Eles são treinos rápidos, com o máximo de esforço. Desta forma, o metabolismo fica tão acelerado que consegue queimar calorias por até 48 horas depois da atividade.

Uma das formas de praticar o HIIT é na esteira. Você pode dar tiros correndo na velocidade máxima que conseguir por 30 segundos, depois descansar por outros 30. Faça isso até completar 10 minutos e você poderá acelerar a queima de gordura.

  1. Abdominal canivete

Para trincar o abdômen, exercícios localizados são indispensáveis. Para executar o abdominal canivete, basta sentar no colchonete, com o tronco inclinado para trás e deixar as pernas semiflexionadas e elevadas.

Os braços devem estar flexionados – sem encostar o cotovelo no chão –  e as mãos apoiadas. O movimento consiste em flexionar os joelhos ao mesmo tempo em que eleva o tronco, sem tirar as mãos do lugar. Faça quatro séries de 10 a 15 repetições.

  1. Pular corda

Uma atividade simples, mas que é excelente aliada na tonificação do abdômen. Os pulos aceleram a frequência cardíaca e contribuem não só para o emagrecimento, mas também no fortalecimento e tonificação dos músculos. Tente começar pulando por um minuto ou dois e evolua aos poucos.

  1. Abdominal oblíquo lateral

O exercício é realizado no chão. Basta deitar de barriga para cima, com os joelhos flexionados e posicionados ambos para um lado. O movimento consiste em uma flexão de coluna em direção a eles. Faça três séries de 15 e depois repita com os joelhos virados para outro lado.

Perder barriga
Definir o abdômen exige prática de diferentes exercícios e alimentação adequada. Foto: iStock, Getty Images

Dieta faz parte do processo

De nada adianta dar o seu máximo na academia sem repensar a alimentação para perder barriga. O consumo de doces, frituras, alimentos processados e farinhas certamente vai prejudicar seu resultado. Prefira fontes de gorduras boas, como as presentes no abacate ou azeite de oliva.

Outros alimentos que ajudam a facilitar a perda dos quilos extras são melancia, abobrinha, damasco, berinjela, beterraba, alho, agrião, cebola, couve-flor, mamão, limão, pimentão, abacaxi e brócolis. Anotou aí?

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