POLITICA BRASIL

Intimados na Lava Jato, Marisa e Fábio Lula dizem à PF que ficarão em silêncio

 O ex-presidente Lula e Dona Marisa durante passeio de barco em Fernando de Noronha, em 2008.© Ricardo Stuckert/ PR/Divulgação O ex-presidente Lula e Dona Marisa durante passeio de barco em Fernando de Noronha, em 2008.
A ex-primeira-dama Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e um dos filhos do casal Fábio Luís Lula da Silva, informaram à Polícia Federal que pretendem ficar em silêncio. A Federal havia intimado em 4 de agosto Marisa Letícia e Fábio Luis para prestarem “esclarecimentos” sobre a compra e reformas no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba.

Lula é investigado em três inquéritos principais na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba: um sobre a compra e reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), sobre compra e reforma do tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, e sobre recebimentos do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras e Eventos – do ex-presidente.

O OFÍCIO DE MARISA LETÍCIAO OFÍCIO DE FÁBIO LUIS

Dois ofícios da defesa de Marisa Letícia e Fábio Luis foram anexados aos autos da Lava Jato nesta sexta-feira, 12. O documento é subscrito pelos advogados Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira e José Roberto Batochio. A defesa afirma que Marisa Letícia e Fábio Luís ‘não têm nada a acrescentar’ em relação ao que já foi dito pelo petista.

Os dois ofícios informam à PF que a mulher e o filho de Lula pretendem ‘se valer do direito constitucional de permanecer em silêncio (CF/88, art. 5o, inciso LXIII), razão pela qual se mostra inútil seu deslocamento a Curitiba (PR) ou outro local, com dispêndio de recursos e desperdício do já exíguo tempo das autoridades policiais’. O documento registra que ‘mesmo na hipótese’ de a Federal querer ouví-los como testemunhas, ‘incide no caso concreto a proibição legal estabelecida no artigo 206,do Código de Processo Penal’, uma vez que são mulher e filho ‘do investigado Luiz Inácio Lula da Silva’.

A defesa afirma ainda que Marisa Letícia e Fábio Luís não são proprietários ‘de fato ou de direito do imóvel objeto da investigação’ e que não têm ‘qualquer ciência ou participação da utilização derecursos de origem não lícita empregados no imóvel objeto de investigação’.

Dilma se reúne com Lula para discutir mudanças em carta a senadores

Dilma Rousseff
  Dilma RousseffO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir ainda nesta terça-feira, 9, no Palácio da Alvorada, com a presidente afastada Dilma Rousseff, ex-ministros do PT e dirigentes de partidos aliados para definir o tom da carta aos senadores que ela deve divulgar amanhã.

Dilma está refazendo o documento e retirando do texto alguns itens que havia incorporado por sugestão do senador Cristovam Buarque (PPS-DF), como a defesa da equipe econômica comandada por Henrique Meirelles, ministro da Fazenda. A presidente afastada ficou “decepcionada” com Cristovam, que já se reuniu algumas vezes com ela no Alvorada, fez sugestões para a carta aos senadores, mas, depois disso, deu declarações favoráveis ao impeachment.

Além do jantar desta terça com Lula, Dilma também convidou senadores da base aliada para um almoço amanhã, no Alvorada. É ali que ela vai apresentar as diretrizes da carta aos senadores e ao povo brasileiro. Concebido inicialmente para ser uma espécie de “programa da volta” de Dilma, o documento já passou por várias mudanças e agora está sendo visto até por aliados como mais um aceno político, para marcar posição, diante de um impeachment considerado irreversível.

O presidente do PT, Rui Falcão, criticou, na semana passada, a proposta de um plebiscito popular para antecipação das eleições presidenciais de 2018, que é o principal argumento a ser usado por Dilma na carta aos senadores. Além disso, até agora não há acordo em relação ao uso da tese do “golpe” no documento. O ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner disse a Dilma que ela deve retirar essa expressão do texto porque os parlamentares podem se sentir ofendidos, o que seria ainda mais prejudicial no julgamento do impeachment.

O ex-ministro da Advocacia-Geral da União e advogado da presidenta fastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, disse hoje ( 10) que era esperado o resultado que julgou procedente a denúncia contra a presidenta afastada Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Os senadores aprovaram o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) por 59 votos contra 21.

Brasília - Entrevista com José Eduardo Cardozo, advogado da presidenta afastada, Dilma Rousseff, após audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski (Wilson Dias/Agência Brasil)

 Entrevista com José Eduardo Cardozo, advogado da presidenta afastada, Dilma Rousseff, após audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo…“O placar já era relativamente esperado, um voto a mais, um voto a menos, mas era mais ou menos essa faixa”, disse Cardozo ao final da sessão se referindo à expectativa do governo do presidente interino Michel Temer de contar com 60 votos favoráveis.

Com a decisão pela aprovação do parecer do relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), Dilma virá ré no processo de impeachment por crime de responsabilidade. Anastasia falou a jornalistas que estava com a sensação do dever cumprido. “Saio com a sensação de dever cumprido, demonstrando a meu juízo, no relatório, que os crimes ocorreram e assim entendeu a grande maioria do Senado”, disse o tucano.

Anastasia rebateu Cardozo, que disse que o relatório tinha sido elaborado com paixão partidária e que construiu “provas que não existiram”. “É a função natural do advogado, arrumar argumentos para defender a sua tese e nós estamos muito tranquilos com a robustez do relatório”, disse.

A presidente afastada Dilma Rousseff pode sair do País depois que o processo de impeachment for votado. Segundo a coluna da Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a presidente pretende passar cerca de oito meses no exterior caso o afastamento se concretizar.

A ideia não é ir muito longe e permanecer na América do Sul, como Chile ou Uruguai, mas Dilma também não descarta visitar países europeus.

Enquanto Dilma planeja sua viagem, caso seu afastamento seja definitivo, parlamentares do PT vão recorrer à Comissão de Direitos Humanos a Organização dos Estados Americanos (OEA) para tentar barrar o impeachment.

Também de acordo com Mônica Bergamo, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) vão assinar uma petição que denuncia “um golpe”, uma vez que “a petista não responde a um processo criminal e que não já lei anterior que defina como crime a conduta dela nos casos da pedalada.”

O documento, que também deve ser assinado por Dilma, na posição de vítima, alega que a Justiça brasileira “lavou as mãos” sobre o caso. “O STF se calou diante do assunto”, diz um parlamentar que participou da elaboração do documento.

Além da ajuda internacional, a defesa da presidente ainda recorrerá por aqui. José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa de Dilma afirmou que pedirá a nulidade do processo.

Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (10), Cardozo questiona uma nova denúncia incluída no parecer final do senadorAntonio Anastasia (PSDB-MG).

“Ele [Anastasia] inclui uma nova acusação, de que a presidente da República não pagou desde 2008 [referente a pagamentos feitos no ano passado ao Banco do Brasil]. É claro que isso é uma alteração do libelo. Uma acusação que trará nulidade a essa decisão de pronúncia hoje se for confirmada”, disse antes da conclusão da votação.

A continuidade do impeachment foi aprovada na madrugada desta quarta pelo plenário do Srnado, por 59 votos a 21. Com isso, a previsão é que o julgamento final de Dilma comece em 25 de agosto.

Se os senadores decidirem nessa data cassar o mandato dela, o presidente em exercício, Michel Temer, segue no Palácio do Planalto até o fim do mandato, em 2018.

Movimentos sociais se despedem do governo Dilma Rousseff:

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