O GIRO DA NOTICIA

Prefeito diz que metade de Amatrice, no centro da Itália, foi destruída

Sergio Pirozzi afirmou também que há pessoas sob escombros.
Cidade está sem energia e isolada após a queda de uma ponte.

Imagem aérea mostra destruição causada por terremoto em Amatrice, na Itália (Foto: Gregorio Borgia/AP)Imagem aérea mostra destruição causada por terremoto em Amatrice, na Itália (Foto: Gregorio Borgia/AP)

 

TREMOR NA ITÁLIA
Ao menos 38 morreram

O prefeito de Amatrice, na província de Rieti, na Itália, confirmou nesta quarta-feira (24) que “metade da cidade” sofreu fortes danos como consequência do forte terremoto que atingiu o centro do país nesta madrugada. “Metade da cidade já não existe. As pessoas estão sob os escombros”, lamentou Sergio Pirozzi, à emissora privada “Sky”.

O prefeito confirmou que houve desabamentos graves em vários edifícios e pontes que complicam o acesso ao local por parte das equipes de resgate, que tentam ajudar as pessoas que estão “sob os escombros”.

Pirozzi fez um apelo às autoridades do país para liberar as ruas o mais rápido possível e poder ajudar as pessoas feridas por conta do terremoto. “Temos espaço para a chegada de helicópteros de resgate, mas a prioridade é liberar as ruas”, disse o prefeito, observando que a região está sem luz, o que dificulta o trabalho de resgate.

Por sua parte, o coordenador da Cruz Vermelha em Amatrice, Giussepe Pignoli, confirmou que na entrada da cidade há uma ponte que desabou, complicando o acesso ao local. “Ativamos o dispositivo de socorro da Cruz Vermelha. Há muitos danos”, disse.

A Defesa Civil confirmou deslizamentos de terras em outras três províncias da Região de Marcas: Ascoli Piceno, Fermo e Macerata.

Especificamente, os maiores danos aconteceram nas cidades de Arquata del Tronto e Pescara del Tronto, Ascoli Piceno, em Amandola (Fermo) e Gualdo (Macerata).

Após o tremor de magnitude 6,2, vários tremores secundários, de magnitudes 5,5, 4,6 e 4,3, foram registados perto de Amatrice e de Norcia, e o principal chegou a ser sentido em Roma e no Vaticano.

O terremoto ocorreu muito perto de Áquila, onde em 2009 aconteceu um forte sismo de magnitude 6,3 que causou mais de 300 mortes e devastou a região de Abruzos e o centro histórico local.

Imagem aérea mostra destruição causada por terremoto em Amatrice, na Itália (Foto: Gregorio Borgia/AP)Metade da cidade de Amatrice foi destruída por forte tremor no centro da Itália (Foto: Gregorio Borgia/AP).

Presidentes do PSDB em Goiás e da Saneago são presos em ação da PF

São cumpridos 120 mandados no estado, além de São Paulo e Florianópolis.
Esquema desviou R$ 4,5 mi em verbas públicas para quitar dívidas políticas.

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (24) uma operação para desarticular uma quadrilha responsável pelo desvio de R$ 4,5 milhões em recursos federais por meio da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Segundo as investigações, as verbas eram destinadas ao pagamento de dívidas políticas.

A Operação Decantação cumpre 120 mandados judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa e Itumbiara, em Goiás, além de São Paulo e Florianópolis (SC). Entre os presos estão o presidente estadual do PSDB, Afrêni Gonçalves, e ex-secretário da Fazenda de Goiás e atual presidente da Saneago, José Taveira Rocha.

Afrêni Gonçalves, presidente do PSDB-GO, e José Taveira, presidente da Saneago (Foto: Reprodução)Afrêni Gonçalves, presidente do PSDB-GO, e José
Taveira, presidente da Saneago (Foto: Reprodução)

O G1 entrou em contato com o assessoria de imprensa do PSDB-GO e aguarda um parecer sobre o caso.

Já a assessoria de imprensa da Saneago informou, em nota, que a companhia “aguarda a conclusão da operação da Polícia Federal para tomar ciência dos fatos e, a partir daí, emitir um pronunciamento sobre o caso”.

Cerca de 300 policiais participam dos trabalhos, que conta com apoio do Ministério Público Federal e do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, evitou um prejuízo de quase R$ 7 milhões.

No total são cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão na sede de empresas envolvidas e do PSDB em Goiânia, além de residências e outros endereços relacionados aos investigados.

Os mandados de prisão temporária foram cumpridos contra Afrêni Gonçalves, José Taveira Rocha, Robson Salazar e Nilvane Costa. Já os presos preventivamente são: Ridavia Azevedo, Emanuel Peixoto, José Raimundo Gontijo, José Vicente da Silva Junior, Luiz Humberto Gonçalves, Frederico José Lavres, Gilberto de Oliveira, Rafael Ferreira Sá, Charles de Oliveira e Carlos Eduardo da Costa. Também é procurado Eduardo Henrique de Deus.

Esquema
Segundo a PF, a investigação apurou que dirigentes e colaboradores da Saneago promoveram licitações fraudulentas, por meio da contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso.

Desta forma, recursos públicos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do Bando Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e da Caixa Econômica Federal, foram desviados para pagamento de propinas e dívidas de campanhas políticas.

Ainda segundo a investigação, a consultoria contratada pela Saneago também é suspeita de favorecer empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.

Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios. Também foi determinado o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos.

PF cumpriu mandados na sede do PSDB, em Goiás (Foto: Thaís Luquesi/TV Anhanguera)PF cumpriu mandados na sede do PSDB, em Goiânia (Foto: Thaís Luquesi/TV Anhanguera).

Operação combate tráfico de drogas no RS e em mais quatro estados

São cumpridos um total de 81 mandados judiciais no RS, SP, MS, SC e GO.
Até o momento, 29 pessoas foram presas na ação deflagrada nesta quarta.

Operação Reflexo, tráfico de drogas, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Polícia traçou a rota utilizada pela quadrilha que atuava no tráfico de drogas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24), uma ação contra o tráfico internacional de drogas sintéticas em 15 cidades de cinco estados. Até o momento, 29 pessoas foram presas na operação, batizada de Reflexo.

São cumpridos 34 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

A quadrilha investigada importava ecstasy e LSD da Europa. As drogas também entravam no Brasil pelas fronteiras com o Uruguai e Paraguai.

Conforme a polícia, as investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) duraram 10 meses. Os traficantes atuavam no litoral devido ao grande fluxo de pessoas no verão e revendiam as drogas sintéticas em festas de música eletrônica da região.

No Rio Grande do Sul, os mandados são cumpridos em cidades do Litoral Norte e da Região Metropolitana. No litoral, as ações ocorrem em Capão da Canoa, Tramandaí, Xangri-Lá, Osórioe Terra de Areia. Porto Alegre, Viamão e Alvorada também são alvos da operação.

Em Santa Catarina, os mandados são cumpridos em Florianópolis, Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí e Navegantes; no estado de São Paulo, os alvos são nas cidades de São Paulo eGuarujá; em Goiás, na capital Goiânia; e no Mato Grosso do Sul, nos municípios de Dourados ePonta Porã.

A ação deflagrada nesta quarta é coordenada pela Polícia Civil gaúcha, mas conta com o apoio das policiais dos outros quatro estados, com um total de 400 policiais envolvidos.

Operação Reflexo, tráfico de drogas, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Operação Reflexo reuniu cerca de 400 policiais (Foto: Divulgação/Polícia Civil).

Corpo do jornalista Geneton Moraes Neto é velado nesta quarta no Rio

Repórter teve um aneurisma na artéria aorta e estava internado desde maio.
Pernambucano trabalhava na Globo desde o começo dos anos 1980.

Amigos e parentes no velório do jornalista Geneton Moraes Neto (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Amigos e parentes no velório do jornalista Geneton Moraes Neto (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)

O corpo do jornalista e escritor Geneton Moraes Neto é velado, na manhã desta quarta-feira (24), no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio. Ele morreu no fim da tarde de segunda-feira (22), aos 60 anos, vítima de um aneurisma dissecante na aorta. Geneton estava internado desde maio na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul da cidade.

Amigos e parentes do jornalista começaram a chegar ao local às 8h. “A gente trabalhou algumas vezes na Globo. Eu tenho uma admiração enorme pelo Geneton, era uma pessoa muito íntegra. Profissionalmente, era um cara que não queria saber de sucesso, não queria saber de dinheiro, só queria ser um bom jornalista e ele conseguiu fazer isso muito bem”, disse o cineasta Guel Arraes.

Guel Arraes comparece ao velório do jornalista Geneton de Moraes Neto (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Guel Arraes comparece ao velório do jornalista Geneton de Moraes Neto (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)

O jornalista deixou a viúva, Elizabeth, três filhos, Joana, Clara e Daniel, e quatro netos, Beatriz, Dora, João Philippe e Francisco. Com mais de 40 anos de carreira no jornalismo, Geneton era um apaixonado pelo exercício da reportagem, função que ele afirmava ser a “realmente importante” no jornalismo.

Corpo do jornalista Geneton Moraes Neto é velado no Memorial do Carmo, no Caju. (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Corpo do jornalista Geneton Moraes Neto é velado no Memorial do Carmo, no Caju. (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)

Começou no jornalismo impresso, no Diário de Pernambuco, depois foi para a sucursal Nordeste do Estado de S. Paulo,  sempre como repórter. Passou uma temporada em Paris, onde trabalhou como camareiro, motorista e estudou cinema na Universidade Sorbonne.

Geneton Moraes Neto brilhou por 40 anos no jornalismo (Foto: Globo/Divulgação)Geneton Moraes Neto brilhou por 40 anos no jornalismo (Foto: Globo/Divulgação)

De volta ao Brasil, foi editor e repórter da Rede Globo Nordeste e depois na Rede Globo Rio. Foi editor executivo do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, correspondente da GloboNews e do jornal O Globo em Londres, repórter e editor-chefe do Fantástico.

Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer Jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move”
Geneton Moraes Neto

Na GloboNews desde 2006, estava à frente do programa Dossiê. Em agosto de 2009, estreou um blog no G1, que manteve atualizado até abril de 2016.

Geneton também era escritor: publicou oito livros de reportagem e entrevistas. E seguiu o caminho dos documentários, o mais recente sobre Glauber Rocha.

Pernambucano, nasceu, como gostava de enfatizar, “numa sexta-feira 13 [de julho], num beco sem saída, numa cidade pobre da América do Sul: Recife”. Saiu do referido beco sem saída para ganhar o mundo fazendo jornalismo. Seus primeiros passos na profissão foram aos 13 anos de idade, escrevendo artigos amadores para o “Diário de Pernambuco” onde, poucos anos depois, conseguiu seu primeiro emprego.

GENETON MORAES
Jornalista e escritor morreu aos 60 anos

Geneton entrevistou seis presidentes da República, três astronautas que pisaram na Lua, os prêmios Nobel Desmond Tutu e Jimmy Carter, os dois militares que dispararam as bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, a mais jovem passageira do Titanic e o assassino de Martin Luther King, entre muitos outros personagens históricos.

Entre os entrevistados que enfrentaram a “metralhadora jornalística” de Geneton estão os generais Newton Cruz e Leônidas Pires Gonçalves, que ocuparam importantes postos de comando durante o regime militar e cujas entrevistas renderam ao repórter o Prêmio Embratel de Telejornalismo de 2010.

Guardava as fitas brutas de todas as suas entrevistas. Parte delas ele enviava para o Centro de Documentação da Globo, outra guardava em casa.

“Todo profissional precisa de uma bandeira. Escolhi uma: fazer jornalismo é produzir memória. De certa forma, é o que me move”, afirmou o jornalista em depoimento ao Memória Globo.

Em 2010, ao receber o prêmio Embratel de jornalismo, Geneton publicou em seu blog “pequena carta aos que gastam sola de sapato fazendo Jornalismo”. Escreveu que “fazer Jornalismo é saber que existirá sempre uma maneira atraente de contar o que se viu e ouviu” e outros lemas (leia abaixo a íntegra).

Além de reportagens, Geneton Moraes Neto publicou diversos livros, dentre eles “Hitler/Satalin: o Pacto Maldito”, “Nitroglicerina Pura”, “O Dossiê Drummond: a Última Entrevista do Poeta”, “Dossiê Brasil”, “Dossiê 50: os Onze Jogadores Revelam os Segredos da Maior Tragédia do Futebol Brasileiro”, “Dossiê Moscou, “Dossiê História: um repórter encontra personagens e testemunhas de grandes tragédias da história mundial” e “Dossiê Gabeira”.

Geneton Moraes Neto entrevista Carlos Heitor Cony para o ‘Dossiê GloboNews’ (Foto: Globo / Divulgação)Geneton em entrevista a Carlos Heitor Cony para o ‘Dossiê GloboNews’ (Foto: Globo / Divulgação)

O jornalista também produziu documentários como o “Canções do Exílio”, exibido no Canal Brasil, com depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé, sobre o período em que moraram em Londres, e “Garrafas ao Mar: a Víbora Manda Lembranças”, que reúne entrevistas que ele gravou nos 20 anos de convivência com o jornalista Joel Silveira, um dos maiores repórteres brasileiros.

Em 2012, Geneton recebeu a Medalha João Ribeiro concedida anualmente pela Academia Brasileira de Letras (ABL) a personalidades que se destacam na área de cultura.

Entrevista exibida no Fantástico com o escritor Ariano Suassuna em 2007

Frases de Geneton Moraes Neto (Foto: Rodrigo Bodstein/GloboNews)
Frases de Geneton Moraes Neto (Foto: Reprodução/Globo)
Frases de Geneton Moraes Neto (Foto: Reprodução/GloboNews)
Frases de Geneton Moraes Neto (Foto: Reprodução/GloboNews)
Frases de Geneton Moraes Neto (Foto: Reprodução/GloboNews)
Frases de Geneton Moraes Neto (Foto: Reprodução/Globo)

Governo autoriza nomeação de 600 aprovados em concurso do IBGE

Candidatos devem ocupar o cargo a partir de setembro deste ano.
Seleção registrou mais de 511 mil candidatos inscritos.

IBGE emitiu nota para alertar população de Ariquemes (Foto: Franciele do Vale/ G1)
Agência do IBGE em Ariquemes (RO)
(Foto: Franciele do Vale/ G1)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi autorizado a nomear os 600 candidatos aprovados no seu último concurso para cargos de níveis médio e superior.

A autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), por meio da portaria nº 241, foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (24).

São 50 vagas para tecnologista de informações geográficas e estatísticas (nível superior), 90 para analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas (nível superior) e 460 para técnico em informações geográficas e estatísticas (nível médio).

O concurso registrou mais de 511 mil candidatos inscritos, sendo mais de 476 mil somente para as vagas de nível médio. A seleção foi autorizada pela portaria nº 302, de 24 de julho de 2015.

A nomeação dos candidatos aprovados deve acontecer a partir de setembro deste ano. O provimento está condicionado à existência de vagas na data da nomeação; e à declaração do respectivo ordenador de despesa sobre a adequação orçamentária e financeira das novas despesas com a Lei Orçamentária Anual e sua compatibilidade com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, demonstrando a origem dos recursos a serem utilizados.

Concurso
Foram 476.437 inscritos para as 460 vagas de técnico em informações geográficas e estatística, uma concorrência média de 1.035 candidatos por vaga. Já para as 140 vagas de analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas e de tecnologista em informações geográficas e estatísticas são 34.748 inscritos, uma média de 248,2 candidatos por vaga.

Para o cargo de analista, as vagas foram para as áreas de análise de projetos, análise de sistemas/desenvolvimento de aplicações – web mobile, análise de sistemas/desenvolvimento de sistemas, análise de  sistemas/suporte operacional, análise em biodiversidade, auditoria, ciências contábeis, design instrucional, educação corporativa, engenharia agronômica, engenharia civil, geoprocessamento, jornalismo/redes sociais, orçamento e finanças, planejamento e gestão, processos administrativos disciplinares, recursos humanos – administração de pessoal, recursos humanos – desenvolvimento de pessoas e recursos materiais e logística.

Para tecnologista, as vagas foram para biblioteconomia, economia, engenharia  cartográfica, engenharia  florestal, estatística, geografia e programação visual/web-design.

O total da remuneração bruta poderá chegar a R$ 7.662,49 para os servidores sem titulação, a R$ 8.055,41 para quem possui certificado de especialização, a R$ 8.448,33 para quem tem título de mestre e a R$ 9.396,88 para título de doutor.

Das 140 vagas, 118 são para o Rio de Janeiro e 22 para os seguintes estados: Amazonas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

As vagas para técnico em informações geográficas e estatística foram distribuídas por 165 municípios de 24 estados e no Distrito Federal. O total da remuneração bruta para técnico em pode chegar a R$ 3.319,45 para os servidores sem gratificação de qualificação, e a R$ 4.858,61 para os que possuem cursos de graduação ou pós-graduação, em nível de especialização, mestrado ou doutorado.

Nove ex-ministros de Dilma vão julgá-la no plenário do Senado

Tendência é que 5 votem pelo impeachment; 3, contra. Ainda há um indeciso.
À BBC, Lula chegou a dizer que Dilma irá ‘se expor a Judas’ no Senado.

Dos 81 senadores que participarão do julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment, nove foram ministros do governo da petista. O julgamento terá início nesta quinta-feira (25) no plenário do Senado, e deve se estender até a próxima semanda.

Os nove senadores que integraram o governo de Dilma e que participarão do julgamento são:

  Eduardo Braga (PMDB-AM), ex-ministro de Minas e Energia;
– Edison Lobão (PMDB-MA), que comandou Minas e Energia;
– Garibaldi Alves (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência;
– Marta Suplicy (PMDB-SP), que chefiou a Cultura;
– Armando Monteiro (PTB-PE), ex-titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
– Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-chefe da Integração Nacional;
– Kátia Abreu (PMDB-TO), que comandou a Agricultura;
– Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-chefe da Casa Civil;
– Eduardo Lopes (PRB-RJ), ex-ministro da Pesca.

Embora tenham, em algum momento do governo, atuado como auxiliares da petista na Esplanada dos Ministérios, nem todos votarão contra o impeachment.

A tendência é que cinco deles se posicionem a favor da destituição da petista: Eduardo Braga, Lobão, Garibaldi Alves, Marta Suplicy e Fernando Bezerra. Já Gleisi, Kátia Abreu e Armando Monteiro votarão contra, enquanto Eduardo Lopes, segundo a assessoria, está indeciso.

Na semana passada, uma declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o julgamento final de Dilma gerou repercussão no noticiário.

Em entrevista à BBC Brasil, o petista disse que sua afilhada política irá “se expor a Judas” no Senado, isso porque está previsto, para o dia 29, o interrogatório de Dilma.

Na sessão, ela apresentará sua defesa no processo de impeachment e responderá a eventuais perguntas elaboradas pela defesa, pela acusação e por senadores.

Conforme reportagem do G1, o presidente em exercício Michel Temer tem articulado nos bastidores para ampliar a margem de votos pró-impeachment.

Na chamada sessão de pronúncia, em 10 de agosto, na qual os senadores tornaram Dilma ré no processo, 59 parlamentares votaram contra ela. Para o julgamento final, dizem interlocutores do governo, o Palácio do Planalto tem procurado senadores para alcançar entre 62 e 63 votos contrários a Dilma.

Lista
Veja abaixo quem são os senadores que julgarão Dilma e foram ministros no governo da petista e como eles devem votar na sessão:

O senador Armando Monteiro(PTB-PE) discursa na sessão da votação do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado, em Brasília (Foto: Beto Barata/Agência Senado)O senador Armando Monteiro (PTB-PE)
(Foto: Beto Barata/Agência Senado)

Armando Monteiro Neto
Embora parte do PTB fizesse oposição a Dilma, o senador comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior entre janeiro de 2015 e maio deste ano.

Ele deixou o cargo de ministro após se oferecer para retomar o mandato e votar contra o impeachment de Dilma. Segundo a assessoria, Armando Monteiro votará contra o impeachment e não teme represálias do partido.

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) discursa na sessão da votação do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado, em Brasília (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)O senador Edison Lobão (PMDB-MA)
(Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Edison Lobão
Chefiou o Ministério de Minas e Energia entre 2008 e 2010, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e durante todo o primeiro mandato de Dilma, entre 2011 e 2014.

O peemedebista votou pela admissibilidade do processo de impeachment e a favor de tornar Dilma ré. Procurada pelo G1, a assessoria do senador disse que não se pronunciaria sobre o assunto porque ele não irá antecipar seu voto no julgamento final.

Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nesta sexta-feira (11) (Foto: Darlan Alvarenga/G1)O senador Eduardo Braga (PMDB-AM)
(Foto: Darlan Alvarenga/G1)

Eduardo Braga
Atuou como líder do governo no Senado no primeiro mandato de Dilma, entre 2012 e 2014, e, de janeiro de 2015 a abril de 2016, no segundo mandato da petista, foi nomeado ministro de Minas e Energia.

Por meio da assessoria, Braga informou que votará pelo impeachment por “questões partidárias” e alegou que não há constrangimento em votar pela destituição de Dilma, uma vez que está “em linha” com o PMDB.

O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) (Foto: Lia de Paula/Agência Senado)O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ)
(Foto: Lia de Paula/Agência Senado)

Eduardo Lopes
Suplente do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), Lopes substituiu o colega de partido no Ministério da Pesca em 2014. A legenda compôs a base de Dilma até este ano, quando decidiu apoiar o afastamento da petista. No segundo mandato dela, o PRB comandou o Ministério do Esporte.

Segundo a assessoria de imprensa, Lopes ainda não se decidiu sobre como votará no impeachment, mas não vê constrangimento em ter sido ministro de Dilma e eventualmente votar a favor da destituição da petista.

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) discursa na sessão da votação do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado, em Brasília (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Fernando Bezerra Coelho
Ministro da Integração Nacional de Dilma de janeiro de 2011 a outubro de 2013, deixou o cargo após seu partido, o PSB, aliado histórico do PT, romper com o Palácio do Planalto e decidir lançar um candidato próprio à Presidência na eleição de 2014.

Pai do atual ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, ele votará pelo impeachment, segundo sua assessoria.

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) discursa na sessão da votação do processo de impeachment da presidente Dilma no Senado, em Brasília (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Garibaldi Alves Filho
De 2011 a 2014, durante todo o primeiro mandato de Dilma, foi ministro da Previdência Social, indicado pelo PMDB. Em 2015, substituído por Carlos Gabas, retomou seu mandato de senador.

Ao G1, Garibaldi Alves disse que votará pelo impeachment. “Sou um ex-ministro e votar pelo impeachment até poderia trazer constrangimento, mas eu enxerguei claramente, no parecer, que há razões para tanto [votar pelo impeachment]. Então, é hora de pensar no país”.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi à tribuna para falar sobre a prisão do marido, o ex-ministro Paulo Bernardo (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR)
(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Gleisi Hoffmann
Uma das principais defensoras de Dilma no Senado, Gleisi comandou a Casa Civil entre 2011 e 2014, quando deixou o cargo para disputar a eleição para governador do Paraná.

Ao G1, a senadora classificou de “lamentável” o fato de ex-ministros de Dilma decidirem votar a favor do impeachment.

“São pessoas que fizeram parte do governo, conhecem as dificuldades políticas do governo em passar os projetos de ajustes, sabem da conspiração legislativa que enfrentou. Eu lamento muito essa postura. […] Metade do Senado não tem condições de julgar a presidente”, disse.

Kátia Abreu faz a defesa de Dilma na comissão do impeachment (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO)
(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Kátia Abreu
Ministra da Agricultura de janeiro do ano passado até 12 de maio deste ano, quando Dilma foi afastada, Kátia Abreu foi uma das principais aliadas da petista.

No começo, ela chegou a enfrentar resistência por parte de petistas, mas, ao longo do processo de impeachment, se tornou uma das principais defensoras de Dilma e é uma das líderes do grupo de senadores que busca votos contra a destituição da presidente afastada.

Procurada pelo G1, a assessoria da senadora disse que ela só falará com a imprensa após a definição do processo.

Marta Suplicy (Foto: Reprodução/TV Senado)A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)
(Foto: Reprodução/TV Senado)

Marta Suplicy
Hoje no PMDB, Marta Suplicy, assim como Edison Lobão, foi ministra de Lula e Dilma. No governo do ex-presidente, a ex-petista chefiou, entre 2007 e 2008, a pasta do Turismo e, de 2012 a 2014, já no governo Dilma, o Ministério da Cultura.

Procurada pelo G1, a assessoria da senadora disse que Marta já manifestou diversas vezes a favor do impeachment, mas não poderia dizer se, para a parlamentar, o fato de ela ser ex-ministra lhe causa constrangimento.

Sessão cai por falta de quórum e Congresso não termina de votar LDO

Após quase 15 horas de sessão, Renan Calheiros encerrou os trabalhos.
Parlamentares aprovaram texto-base; ainda falta a análise de dois destaques.

Por falta de quórum, o Congresso Nacional, em sessão conjunta entre deputados e senadores, não conseguiu terminar de votar, na madrugada desta quarta-feira (24), a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2017, que prevê déficit primário (despesas maiores que receitas, sem contar os gastos com juros da dívida) de R$ 139 bilhões.

A sessão, que durou quase 15 horas, teve início por volta das 11h30 da manhã e o texto-base foi aprovado por volta de meia-noite. Havia ainda uma série de destaques, propondo a alteração do texto, que precisavam ser apreciados pelos parlamentares.

Dois foram votados, mas, à medida que a sessão avançava pela madrugada, o plenário ia esvaziando.

O número mínimo exigido era de 257 deputados presentes e de 41 senadores.

No entanto, por volta das 2h20, com o painel eletrônico marcando apenas 243 deputados, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu encerrar a sessão.

Ele ainda tentou colocar em votação o projeto seguinte da pauta, mas acabou desistindo. “Em função da falta de quórum, passaremos à discussão da matéria seguinte”, disse.

E acrescentou em seguida: “Foi um esforço muito grande, mas votamos 90% da LDO. Estão faltando apenas dois destaques. Como a LDO é uma lei mandatória, que apenas estabelece diretrizes, com a exceção dos dois destaques, as diretrizes estão dadas”, afirmou Renan.

Ainda não há data marcada para que os parlamentares concluam a análise dos dois destaques ao texto da LDO.

LDO
A LDO traz metas de receitas e gastos e estabelece os parâmetros para a elaboração do Orçamento da União para o ano seguinte.

O projeto aprovado leva em consideração uma meta fiscal com déficit de R$ 139 bilhões para a União, o que significa que o governo federal prevê que seus gastos no próximo ano vão superar nesse montante a arrecadação com impostos, sem contar os juros da dívida pública.

Para os estados e municípios, a previsão é de R$ 1,1 bilhão de déficit e de R$ 3 bilhões de déficit para as estatais, totalizando um déficit de R$ 143,1 bilhões para o setor público consolidado.

Inicialmente, o projeto da LDO havia sido encaminhado pela equipe econômica da presidente afastada, Dilma Rousseff, com uma previsão de déficit primário bem menor para as contas do ano que vem: até R$ 65 bilhões.

Esse valor, porém, foi considerado irrealista pelo governo do presidente em exercício Michel Temer, que revisou a meta para um déficit de R$ 139 bilhões.

Caso o governo consiga economizar em 2017 e o déficit fique abaixo dos R$ 139 bilhões, o texto aprovado pelo Congresso prevê que aquilo que for economizado vá para investimentos e não possa ser usado para cobrir despesa já contraídas e não fazer novas despesas.

Outro ponto do projeto é a previsão de que os investimentos deem prioridades a obras em andamento e que estejam com mais de 50% de execução física.

Até o fim deste mês, o governo deverá entregar ao Legislativo o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o próximo ano.

Segundo a LDO, a elaboração do Orçamento deverá levar em consideração um teto de limite de gastos, ainda em tramitação no Congresso, que deverá ser o valor das despesas de 20016 mais a variação da inflação.

Passagens aéreas
O texto da LDO proíbe ainda a compra de passagens em classe executiva ou em primeira classe para todos os funcionários públicos, incluindo presidente, vice-presidente, ministros e comandantes.

Decreto publicado em outubro do ano passado como parte do pacote de corte de despesas públicas permitia viagens de primeira classe para presidente e vice-presidente e em executiva para ministros e comandantes.

Em deslocamentos dentro do país, essas autoridades normalmente viajam em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Isso também ocorre no caso de viagens internacionais para presidente e vice, mas ministros, ao voarem para fora do país, costumam utilizar empresas comerciais.

Câmara adia, pela 3ª vez, conclusão de votação da dívida dos estados

Sessão do Congresso Nacional acabou se estendendo pela madrugada.
Proposta prevê prazo maior para estados pagarem dívidas com a União.

A Câmara dos Deputados adiou na madrugada desta quarta-feira (24), pela terceira vez, a conclusão da votação do projeto de lei que renegocia a dívida dos estados com a União.

Havia a expectativa de que uma sessão da Câmara para apreciar os destaques pendentes fosse aberta logo após o encerramento da sessão do Congresso Nacional, destinada à votação de vetos presidenciais e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

No entanto, pouco antes das 2h da manhã, quando a sessão do Congresso já durava mais de 14 horas, o presidente do Congresso,Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou ao plenário, a pedido do presidente da Câmara,Rodrigo Maia (DEM-RJ), que a sessão da Câmara estava cancelada.

A proposta que renegocia a dívida dos estados é uma das principais prioridades do governo federal na área econômica. O adiamento acontece um dia após o presidente da República em exercício, Michel Temer, fazer um apelo aos líderes da base aliada para que garantam a presença de suas bancadas em plenário para a aprovação de matérias.

O texto principal do projeto de lei foi aprovado na madrugada do dia 10 de agosto, mas, no dia seguinte, por falta de quórum, a votação das emendas acabou adiada.

A conclusão da votação ficou, então, para segunda-feira (22), mas, em razão do baixo quórum, acabou adiada para o dia seguinte. Isso porque, por ser um projeto de lei complementar, o regimento interno da Câmara exige, no mínimo, 257 votos a favor da proposta, incluindo os destaques.

Desde o início do mês, o governo tenta aprovar a renegociação da dívida dos estados. Após a análise na Câmara, o projeto ainda precisará ser apreciado pelo Senado Federal.

Pela proposta, os estados terão um alongamento, por 20 anos, do prazo para quitação das suas dívidas com a União, além da suspensão dos pagamentos até o fim deste ano – com retomada gradual de 2017 em diante – e alongamento por 10 anos, com quatro anos de carência, de cinco linhas de crédito do BNDES. O alívio para o caixa dos estados é estimado em R$ 50 bilhões até meados de 2018.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s