O GIRO DA NOTICIA NO BRASIL E NO MUNDO

Temer iniciará privatizações em 2017

Segundo cronograma, primeiros leilões serão de concessões de aeroportos
Temer deve começar privatizações no primeiro trimestre do ano que vem / Adriano Machado/ReutersTemer deve começar privatizações no primeiro trimestre do ano que vemAdriano Machado/Reuters

Os primeiros leilões de concessões e privatizações do governo do presidente Michel Temer começarão a acontecer apenas no ano que vem, segundo cronograma distribuído nesta terça-feira (13) pelo Palácio do Planalto.

Os primeiros leilões deverão ser os das concessões dos aeroportos de Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Fortaleza (CE), no primeiro trimestre de 2017. Os editais devem ser publicados no fim deste ano.

As concessões fazem parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), cujo conselho está realizando sua primeira reunião nesta terça-feira.

Ainda na área de logística, o governo pretende licitar terminais de combustíveis de Santarém (PA) e o terminal de trigo do Rio de Janeiro no segundo trimestre do ano que vem.

O trecho da ferrovia Norte-Sul entre Porto Nacional (TO) e Estrela d´Oeste (SP) deve ser leiloado no segundo semestre de 2017, assim como a Ferrogrão, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) entre Ilhéus e Caetité (BA).

Também estão previstas as concessões de dois trechos de rodovias, da BR-364/365 (GO-MG) e da BR-101/116/290/386 (RS), ambos no segundo semestre.

O governo afirmou que a emissão de debêntures será uma aposta para captar recursos para os projetos. Na fase das obras, o risco de crédito será assumido pelos bancos, inclusive BNDES, Caixa e Banco do Brasil. Além disso, as garantias serão compartilhadas entre credores e debenturistas.

STF coloca em pauta julgamento de Gleisi

Senadora é acusada de receber R$ 1 milhão em propinas na Petrobras

Julgamento da senadora Gleisi Hoffmann foi marcado para próxima terça-feira, dia 20 de setembroDida Sampaio/Estadão Conteúdo

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) colocou em pauta o julgamento da denúncia contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) acusada de receber R$ 1 milhão do esquema de propinas instalado na Petrobras para sua campanha em 2010. Também são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro o ex-ministro Paulo Bernardo (Governos Lula e Dilma) – marido de Gleisi – e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues.
O julgamento foi marcado para a próxima terça-feira, dia 20 de setembro. A Corte já havia marcado o julgamento, mas adiou a sessão por causa do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), no Senado. Os ministros vão analisar a denúncia da Procuradoria-Geral da República. Se aceitarem a acusação, Gleisi, Paulo Bernardo e o empresário viram réus.

Paulo Bernardo já é réu em uma ação penal em curso na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, por envolvimento no suposto esquema Consist – desvios de R$ 102 milhões em contratos de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento em sua gestão. O ex-ministro chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas o ministro Dias Toffoli, do Supremo, mandou soltá-lo.

A acusação contra Gleisi, no STF, tem base nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff. Eles revelaram que, em 2010, R$ 1 milhão do esquema de propinas da Petrobras foi destinado à campanha eleitoral da petista ao Senado.

A criminalista Verônica Sterman tem reiterado que a senadora Gleisi e Paulo Bernardo não receberam valores ilícitos nem na campanha de 2010 e nem no Esquema Consist.

Lava Jato: MPF apresenta denúncia de cartel

Executivos da Queiroz Galvão estão entre alvos da ação

O Ministério Público Federal apresentou a primeira denúncia de cartel e fraude à licitação da Operação Lava Jato. Executivos da Queiroz Galvão estão entre os alvos da ação.
A denúncia revela que, entre 2006 e 2013, “um gigantesco cartel composto por 16 grandes empresas do ramo de engenharia civil do país atuou para fraudar as concorrências da Petrobras e dominar o mercado de montagem industrial da companhia”.

Os procuradores pedem a reparação dos danos no valor de R$ 105 milhões.

Bergamo: abismo de Cunha é maior que o de Dilma

Para colunista, o futuro do ex-deputado deve ser a condenação e prisão
Colunista acredita que Cunha não deverá aderir às delações premiadas da Operação Lava Jato / Roberto Stuckert Filho/PR/ArquivoColunista acredita que Cunha não deverá aderir às delações premiadas da Operação Lava JatoRoberto Stuckert Filho/PR/Arquivo

O resultado da cassação de Eduardo Cunha, com 450 votos a favor de seu afastamento, 10 contra e 9 abstenções, mostra que ele perdeu todo e qualquer apoio na Câmara. Para a colunista daBandNews FM Mônica Bergamo, dessa forma, o “algoz” de Dilma termina num abismo maior do que o da ex-presidente, que, pelo menos, manteve os direitos políticos.

Para Bergamo, o futuro de Cunha, réu em dois processos que apuram um esquema de cobrança de propina em obras de empresas estatais, deve ser a condenação dele na Justiça e a consequente prisão.

Mesmo assim, a colunista acredita que o agora ex-deputado não deverá aderir às delações premiadas da Operação Lava Jato.

De acordo com Bergamo, o resultado de ontem abalou até a aparente “frieza” com que Eduardo Cunha vinha tratando o assunto até agora.

SP: Corregedoria vai apurar ação da polícia em bar

PMs são acusados de usar bomba e spray de pimenta contra pessoas
Ação que terminou com três detidos no sábado / Reprodução/Facebook (Camilla Araújo)
Ação que terminou com três detidos no sábadoReprodução/Facebook (Camilla Araújo)

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) determinou que a Corregedoria da Polícia Militar investigue a conduta de agentes em um bar da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo, em uma ação que terminou com três detidos no sábado (11). Policiais são acusados de usar bomba de gás e spray de pimenta contra pessoas que criticavam a operação. Uma testemunha também afirma ter sido conduzida na parte de trás da viatura e obrigada a apagar imagens feitas com celular. Para especialistas, houve “abuso de poder” e “constrangimento ilegal”.

O caso aconteceu por volta das 2 horas. Após receber queixas de barulho, PMs usaram bombas de gás para dispersar jovens que estavam na Rua Wizard, onde fica o Empanadas. Uma das bombas teria sido atirada na porta do bar. Em seguida, clientes do estabelecimento criticaram a ação e xingaram os agentes de “covardes”, “fascistas” e “coxinhas”.

A professora L.T., de 36 anos, também foi levada para o 14.º Distrito Policial (Pinheiros), como testemunha. Ela conta que usava o celular para filmar os PMs conduzindo uma amiga, detida por desacato. “Os policiais voltaram cinco minutos depois e me colocaram na parte de trás do camburão, como se fosse criminosa” afirma. “Quando chegou, eu tentei colocar as pernas para fora do carro mas não deixaram. Eu falava, eles mandavam calar a boca.”

Segundo ela, os PMs apreenderam seu celular e chegaram a pedir que destravasse o aparelho para que pudessem assistir ao vídeo. Ela também afirma que prestou depoimento na delegacia na presença de um PM. “O delegado viu (o vídeo) e disse: ‘Apaga, tem imagem de policial militar’. Eu não tive oportunidade de ver meu filme porque apagaram antes”, afirma a professora. “A gente não sabe quais são os nossos direitos. Isso tudo dá sentimento de impotência, insegurança e medo.” A SSP nega a versão da testemunha.

Abuso 

Para a desembargadora Ivana David, da 4.ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a conduta dos policiais foi “arbitrária”. “Ela não praticou crime nenhum. A atividade da polícia é pública, todas as pessoas têm o direito de filmá-la”, afirma.

“Se existe eventual conduta criminosa e ela (L.T.) fosse suspeita de crime, o máximo que poderia ser feito era apreender o celular”, diz a desembargadora. Nesse caso, as imagens deveriam ser preservadas, incluídas no inquérito e apresentadas em juízo. “As corregedorias vão ter de apurar eventual abuso de poder e constrangimento ilegal.”

Para o coronel reformado da PM, José Vicente Filho, houve constrangimento ilegal. “A polícia errou feio. O celular é uma propriedade pessoal, só pode ser aberto em um situação de crime, como em casos de traficantes mostrando fuzis ou homicídio, por exemplo, mas não para apagar imagens.” O especialista lembra que não é proibido filmar ação da polícia.

O delegado Mauro José Arthur, do 14.º DP, disse por nota que “não foi, em nenhum momento, informado sobre qualquer gravação feita pelo celular da testemunha, tampouco pediu para apagá-la”. Para SSP, a PM é “a maior interessada na responsabilização de policiais que tenham cometido erros”.

SP: polícia prende três por cocaína em mamadeira

Casal teria importado droga da Bolívia e carga seria levada para Europa

Boliviano, que atuaria como “mula”, responsável por transportar droga, também foi preso na operaçãoAdam Davis/Freeimages.com

Boliviano, que atuaria como

A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens e uma mulher nesta terça-feira, no Brás, região central de São Paulo, após encontrar cocaína escondida em fundo falso de mamadeiras e em garrafas térmicas. O flagrante foi feito por agentes do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcótico (Denarc).

De acordo com as investigações, um casal de moradores do Brás teria importado a cocaína da Bolívia e a carga seria levada para a Europa. Um boliviano, que atuaria como “mula”, responsável por transportar a droga, também foi preso na operação.
As investigações começaram após o Denarc receber uma denúncia anônima sobre tráfico na região do Brás, há cerca de dois meses. Segundo a Polícia Civil, o casal atuaria de forma autônoma, sem relação direta com facções criminosas. Ao todo, os policiais apreenderam 1.032 gramas de cocaína, escondidos em seis mamadeiras e duas garrafas térmicas.

 

Chineses podem processar filhos por negligência

Lei é a solução para diminuir os problemas enfrentados por idosos

Uma nova lei foi aprovada em Xangai, na China, ordenando a descendência de idosos a dar apoio emocional, social e financeiro para a mãe e o pai. Os cidadãos que não cumprirem a lei entrarão para uma lista negra de registros de crédito. Essa foi a solução encontrada para minimizar com os maiores problemas enfrentados pela terceira idade: solidão, demência precoce e depressão. Confira acima.

Guerra já deixou 300 mil mortos na Síria

Cessar-fogo temporário já está em vigor em grande parte do país
Prédios danificados na capital síria, Damasco: desde março de 2011, 300 mil pessoas morreram no país / Bassam Khabieh/ReutersPrédios danificados na capital síria, Damasco: desde março de 2011, 300 mil pessoas morreram no paísBassam Khabieh/Reuters

Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, mais de 300 mil pessoas, entre elas cerca de 86 mil civis, morreram no país. O alerta foi feito nesta terça-feira pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O último balanço do grupo, que coleta os dados sobre o conflito entre rebeldes e o governo de Bashar al-Assad, registra um aumento de 9 mil mortos se comparado ao último relatório, divulgado em agosto. Entre as vítimas civis, calcula-se que mais de 15 mil eram crianças ou adolescentes.

Trégua

Ainda de acordo com a OSDH, o cessar-fogo temporário acordado com as forças rebeldes está em vigor em grande parte do país em seu segundo dia.

No entanto, acusações de violações da trégua pelos dois lados vêm sendo denunciadas, desde segunda à noite, na imprensa local. A agência oficial de notícias Sana acusou “grupos armados” de ter atuado em Aleppo. Segundo a emissora árabe Al Jazeera, por sua vez, o regime de Assad registrou mais de 14 violações na última madrugada.

O governo da Turquia também declarou ter atacado alvos na Síria após terem registrado disparos de morteiros na fronteira entre os dois países.

ONU

O porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Jens Laerke, disse que o organismo está disposto a proporcionar ajuda humanitária para a população síria assim que as partes respeitarem a trégua, permitindo o acesso dos comboios às áreas afetadas com segurança. “Precisamos de um ambiente sem risco de morte”, concluiu.

Itália

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, defendeu nesta terça, durante visita a Sófia, capital da Bulgária, que a União Europeia (UE) “não pode ser apenas um espectador” da crise na Síria.

Histórico

A Síria vive uma guerra civil desde 2011, quando opositores ao regime de Assad iniciaram uma rebelião armada para tirar o ditador do poder, inspirados pela Primavera Árabe. Sem sucesso, o conflito continua até os dias atuais e o grupo extremista Estado Islâmico domina grande parte de terras do norte do país.

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