ECONOMIA

Maior procura ocorreu entre os brasileiros de renda mais baixa, com ganho mensal de até R$ 500

O número de pessoas que procurou crédito em agosto cresceu 7,4% frente a julho. Os dados são parte do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, divulgado nesta quarta-feira (14). Na comparação com agosto do ano passado, a alta foi de 1,9%.

Esse indicador é importante por mostrar a intenção de consumo dos brasileiros. Quando há aumento da demanda por crédito, isso significa que os consumidores estão mais dispostos a comprar e mais confiantes no futuro, já que os financiamentos e empréstimos são pagos a prazo.

Na comparação com julho, a maior demanda ocorreu entre os brasileiros com renda de até R$ 500 mensais – alta de 9,7%. Para os que ganham entre R$ 500 e R$ 1 mil, o avanço foi de 9,0%. Já entre os brasileiros que recebem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, a alta foi de 6,4%.

A Serasa informou ainda que o desempenho também foi positivo entre a parcela da população com maior rendimento. Para os que recebem entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, o avanço foi de 5,1%.

Crédito por faixa de renda

Para os consumidores cujo rendimento mensal se situa entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, a alta na demanda por crédito foi 4,9%. Os que têm ganhos acima de R$ 10 mil, o aumento foi de 6,5%.

Por região, o melhor desempenho foi do Sul, com alta de 10,9% entre julho e agosto. A lista segue com Nordeste (8,2%), Sudeste (6,6%), Centro-Oeste (5,7%) e Norte (3,6%).

Custo da indústria com capital de giro caiu 7,7% e os custos com bens intermediários recuaram 11,2%

Pela primeira vez desde 2014, os custos industriais registraram queda. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), responsável pela pesquisa, houve um recuo de 1,1% na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

Os dados fazem parte do Indicador de Custos Industriais, levantamento que foi divulgado nesta quarta-feira (14). Segundo a CNI, a redução foi puxada pela queda dos custos com capital de giro e com bens intermediários importados – produtos usados para produzir outros itens.

A entidade informou ainda que, ao segundo trimestre, o custo com capital de giro caiu 7,7% e o de custos com bens intermediários recuou 11,2%. A queda do dólar frente o real está entre os principais motivos para a redução de custos no período.

Melhora do cenário para a indústria

A CNI explicou que esse movimento de baixa permitiu melhorar as margens de lucro das empresas. “É o terceiro trimestre consecutivo em que o aumento dos preços supera o aumento dos custos industriais, o que indica um período de descompressão das margens de lucro”, informou a entidade no estudo.

 

Ministro do Planejamento defendeu mudanças na alocação dos recursos orçamentários para reduzir desequilíbrio

A expectativa de queda de inflação e do Risco Brasil, aliadas à retomada da confiança de empresários e consumidores, são sinais de que a economia brasileira começa a se recuperar, disse o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, nesta terça-feira (13), durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, para discutir o Projeto de Lei Orçamentária de 2017 (Ploa).

Segundo o ministro, essa melhora foi observada na elaboração do orçamento de 2017, que prevê o crescimento de 1,6% no Produto Interno Bruto (PIB), alcançando R$ 6,8 trilhões contra uma queda de 3% em 2016, somando R$ 6,2 trilhões. “Temos uma situação fiscal apertada, mas a economia já começa a dar sinais de recuperação”, afirmou o ministro.

A expectativa prevista no Projeto de Lei Orçamentária de 2017 (Ploa) é que o resultado primário do governo central irá registrar déficits de R$ 139 bilhões e de R$ 79 bilhões, em 2016 e 2017, respectivamente, e conseguirá se equilibrar em 2019. “Isso mostra que temos a necessidade de um ajuste fiscal gradual e contínuo para equilibrar o orçamento federal”, disse Dyogo.

Para 2017, o limite para despesa é de R$ 1,281 trilhão ou 19,3% do PIB. A despesa do governo federal tem crescido desde 1997 e passou de 14% do PIB para 19,9% do PIB em 2016. “Isso demonstra a necessidade de se fazer uma contenção da evolução das despesas. Não podemos ter, nos próximos vinte anos, a mesma trajetória dos mesmos últimos vinte anos, sob pena de colocarmos o País em um sério risco fiscal”, explicou o ministro.

Gastos públicos

Nesse sentido, o governo está fazendo um enorme esforço para conter os gastos públicos por meio de ações gerenciais e administrativas. Com isso, as despesas discricionárias sairão de R$ 252,2 bilhões, previstos em 2016, para R$ 249,3 bilhões, em 2017.

Dyogo defendeu ainda mudanças na alocação dos recursos orçamentários para reduzir desequilíbrios. “Hoje 60% dos recursos do orçamento anual são destinados a pagamento de aposentadorias e benefícios, e apenas 3% vão para investimento”, exemplificou.

Outra preocupação do governo é com a evolução da dívida pública. A projeção é de que a dívida bruta cresça de 66,5% do PIB em 2015 para 75,8% ao final de 2017. “Essas projeções mostram a urgência, a importância de ter durante a discussão do Orçamento, com bastante parcimônia e clareza, de que a situação fiscal do País demanda cuidados. A situação do País demanda a adoção de medidas enérgicas para voltarmos a ter uma trajetória de resultados e de dívida que tragam confiança aos investidores e às pessoas”, recomendou o ministro.

O ministro acrescentou que não há previsão de aumento de impostos ou de contribuições no PLOA 2017, e que a elevação da carga tributária prevista no projeto advém da expectativa de crescimento econômico.

Entrada de dólares no País supera a retirada em US$ 646 milhões, segundo o Banco Central

Nas duas primeiras semanas de setembro, o Brasil recebeu mais dólares do que deixou sair. Segundo informações do Banco Central, as relações financeiras de troca entre o País e o restante do mundo deixaram um saldo positivo de US$ 646 milhões no período.

As informações foram divulgadas pelo Banco Central nesta quarta-feira (14) e mostram que o resultado positivo desses primeiros dias do mês foram formados por desempenhos favoráveis no comércio exterior e no mercado financeiro.

Apenas pelo lado comercial, houve um saldo positivo de US$ 630 milhões – resultado formado por US$ 3,4 bilhões em exportações e US$ 2,7 bilhões em importações.

Investimentos estrangeiros

Pelo mercado financeiro, o saldo ficou positivo em US$ 15 milhões – diferença entre ingressos de US$ 7,567 bilhões e saídas de US$ 7,551 bilhões.

Essa conta financeira diz respeito a investimentos estrangeiros em renda fixa, compra e venda de ações, investimentos para o setor produtivo e remessas de lucros e dividendos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Central

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