Á HORA DAS NOTICIAS

Youssef retira tornozeleira e ganha a liberdade no aniversário da Lava Jato

Doleiro que foi alvo da primeira fase da operação fez acordo com a Justiça.
Ele foi um dos primeiros delatores da Lava Jato.

O doleiro Alberto Youssef, preso da Operação Lava Jato que está detido na sede da Policia Federal em Curitiba, sai para depor na sede da Justiça Federal, no começa da tarde desta quarta feira (4) (Foto: Vagner Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)Youssef foi preso na primeira fase da Operação Lava Jato (Foto: Vagner Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)

No dia em que a Operação Lava Jato completa três anos, o doleiro Alberto Youssef termina de cumprir a pena e ganha, finalmente, a liberdade. Nesta sexta-feira (17), ele deve tirar a tornozeleira que o acompanhou nos últimos quatro meses. A data de retirada foi prevista na decisão em que o juiz federal Sérgio Moro autorizou a mudança de regime de prisão do doleiro de fechado para domicilar.

Na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, Youssef ficou por dois anos e oito meses; a saída foi em novembro. Com autorização de Moro, na PF, o doleiro teve à disposição um celular, que poderia ser usado apenas para ligações de emergência. Ele também foi submetido a restrições de visitas: apenas os advogados e pessoas previamente cadastradas poderiam se encontrar com ele.

Embora já tenha sido condenado por crimes cujas penas somam 117 anos de cadeia, Youssef deixa a prisão graças a um acordo de colaboração premiada. Ele foi um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato. Nos depoimentos que prestou à Justiça, ele detalhou, entre outras coisas, as relações espúrias entre parte da classe política, empreiteiras e diretores da Petrobras.

O doleiro chegou a ser considerado pelos investigadores como o chefe do esquema de desvios. Mais tarde, porém, descobriu-se que ele era apenas um dos muitos operadores financeiros que atuavam na lavagem dos recursos ilícitos de propina.

Caso Banestado
Youssef tem consigo uma longa lista de crimes, que vão além da mera participação na lavagem de dinheiro da Lava Jato. De acordo com arquivos policiais, ele começou a “carreira” fora da lei ainda quando adolescente. O doleiro chegou a ser detido junto com a mãe dele, levando contrabando do Paraguai para Londrina, no norte do Paraná, onde ele nasceu.

Já adulto, o sacoleiro começou a atuar como doleiro na região norte do Paraná. Em 2003, ele foi preso por atuar na lavagem de dinheiro promovida por diretores do antigo Banco do Estado do Paraná (Banestado). A fraude era, até a deflagração da Lava Jato, o maior caso de corrupção já descooberto no país. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos tenha sido de R$ 1 bilhão.

Em 2005, Youssef decidiu colaborar com a Justiça pela primeira vez. O acordo de delação firmado à época foi o primeiro realizado no país e serviu como base para a lei sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013, que regulamenta os atuais acordos da Lava Jato.

Em troca das penas relacionadas ao caso Banestado, o doleiro entregou os nomes de diversas pessoas envolvidas na fraude e também os caminhos para que o dinheiro pudesse ser rastreado. Curiosamente, o juiz que cuidou dos processos do caso Banestado também era Sérgio Moro.

O acordo também previa que Youssef deveria deixar de operar no mercado ilegal de moedas, bem como ficava proibido de cometer novos crimes por um prazo de 10 anos, sob pena de voltar a responder os processos do caso Banestado. Como ele descumpriu aquele acordo, alguns processos até começaram a ser reabertos, mas a nova delação da Lava Jato acabou por incluir aquele caso nas cláusulas dos novos benefícios, isentando o doleiro de ser condenado por aquelas fraudes.

‘Lista de Janot’ contém 107 nomes sob sigilo, aponta levantamento

Segundo investigadores da Lava Jato, em poucos casos, alguns desses nomes se repetem em mais de um pedido de inquérito. Com isso, estimativa é que sejam cerca de 100 os investigados.

Lista de Rodrigo Janot já está cadastrada no sistema do Supremo Tribunal Federal

Os 83 pedidos de inquérito enviados na última terça-feira ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contêm 107 nomes sob sigilo, todos com foro privilegiado no STF (prerrogativa de deputados, senadores e ministros, por exemplo), segundo apurou levantamento do G1 e da TV Globo no sistema processual do STF.

Isso não quer dizer que o total de alvos dos inquéritos seja 107. Em alguns poucos casos, segundo informaram investigadores da Lava Jato, foi pedida a investigação de uma mesma pessoa em mais de um inquérito. Esses investigadores estimam em cerca de 100 o total de pessoas que são alvos dos pedidos de inquérito.

O levantamento apontou que, dos 83 pedidos

  • 64 têm um nome por inquérito;
  • 16, dois nomes em cada inquérito;
  • 2 pedidos, três nomes em cada inquérito
  • 1 pedido aparece com cinco nomes no mesmo inquérito

Para o levantamento, o G1 e a TV Globo consultaram cada um dos pedidos de inquérito que constam do sistema processual do STF. Como o material está sob sigilo, não aparecem os nomes, somente a quantidade de pessoas cuja investigação é solicitada em cada pedido de inquérito.

Janot enviou na terça ao Supremo pedidos para investigar investigar políticos citados nas delações de 77 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht.

Até o momento, não foram divulgados, oficialmente, os nomes dos políticos que integram a “nova lista do Janot” porque a solicitação tem caráter sigiloso. Além da abertura dos inquéritos, Janot também pediu ao STF a retirada do sigilo das delações. Quem decidirá sobre os pedidos é o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo.

Apesar de os pedidos de inquérito ainda estarem sob segredo de Justiça, a TV Globo já conseguiu confirmar 38 nomes de políticos que fazem parte da chamada “nova lista do Janot” (veja a lista completa ao final desta reportagem).

Os documentos entregues pela PGR nesta semana ao Supremo trazem acusações de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, formação de cartel e caixa 2.

Sala-cofre

Relator da Lava Jato no Supremo, o ministro Luiz Edson Fachin ainda não recebeu o material enviado pela PGR. O magistrado não tem prazo para tomar decisão sobre a abertura de inquéritos ou sobre o fim do sigilo das delações.

Ele só decidirá depois que receber e analisar centenas de documentos entregues pela Procuradoria. Por enquanto, está tudo guardado numa sala-cofre no terceiro andar do tribunal, próximo ao gabinete da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.

Antes de os pedidos chegarem ao gabinete de Fachin, tudo tem de passar pelo protocolo do Supremo. A previsão é de que os documentos sejam liberados para o relator até o final desta semana.

Os 320 pedidos de Janot (dos quais 83 de abertura de inquérito) já começaram a ser cadastrados no sistema do STF e receberam um número. Agora, estão em fase de processamento.

Foro privilegiado

Os pedidos de abertura de inquérito foram enviados ao Supremo porque entre os alvos há autoridades com foro privilegiado, isto é, que só podem ser investigadas (e depois julgadas, se for o caso) com autorização do STF. São os casos de deputados e senadores, por exemplo. Governadores são investigados e julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para os casos de políticos e demais pessoas que perderam o foro privilegiado – integrantes do governo passado, por exemplo –, o procurador-geral fez 211 pedidos de remessa de trechos das delações para instâncias inferiores da Justiça (o chamado “declínio de competência”).

No total, a Procuradoria Geral da República fez ao Supremo 320 pedidos, dos quais:

  • 83 pedidos de abertura de inquérito
  • 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça
  • 7 pedidos de arquivamento
  • 19 outras providências

Nomes revelados

Veja quais são os nomes da “lista do Janot” já revelados pela TV Globo:

  • Seis ministros do governo Temer – Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Bruno Araújo (Cidades), Marco Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços)
  • Cinco governadores – Renan Filho (Alagoas), Luiz Fernando Pezão (Rio de Janeiro), Fernando Pimentel (Minas Gerais), Tião Viana (Acre), Beto Richa (Paraná)
  • Seis deputados: Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara; Marco Maia (PT-RS); Andres Sanchez (PT-SP); Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA); José Carlos Aleluia (DEM-BA); Paes Landim (PTB-PI)
  • Dez senadores: Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado; Edison Lobão (PMDB-MA); José Serra (PSDB-SP); Aécio Neves (PSDB-MG); Romero Jucá (PMDB-RR); Renan Calheiros (PMDB-AL); Lindbergh Farias (PT-RJ); Jorge Viana (PT-AC); Marta Suplicy (PMDB-SP); LÍdice da Mata (PSB-BA)
  • Dois ex-presidentes da República – Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Dilma Rousseff (PT)
  • Dois ex-ministros do governo Dilma – Antonio Palocci (PT); Guido Mantega (PT)
  • Um ex-ministro do governo Temer – Geddel Vieira Lima (PMDB-BA)
  • Um ex-governador – Sérgio Cabral (PMDB-RJ)
  • Um ex-presidente da Câmara – Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
  • Dois prefeitos – Duarte Nogueira (PSDB-SP), de Ribeirão Preto; Edinho Silva (PT-SP), de Araraquara
  • Um ex-candidato a governador – Paulo Skaf (PMDB-SP)
  • Um ex-assessor da ex-presidente Dilma Rousseff – Anderson Dornelles

Partidos

Veja a distribuição por partido dos nomes da “lista do Janot” revelados pela TV Globo:

  • DEM – José Carlos Aleluia, Rodrigo Maia
  • PMDB – Edison Lobão, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Eunício Oliveira, Geddel Vieira Lima, Lúcio Vieira Lima, Luiz Fernando Pezão, Marta Suplicy, Moreira Franco, Paulo Skaf, Renan Calheiros, Renan Filho, Romero Jucá, Sérgio Cabral
  • PRB – Marco Pereira
  • PSB – LÍdice da Mata
  • PSD – Gilberto Kassab
  • PSDB – Aécio Neves, Aloysio Nunes, Beto Richa, Bruno Araújo, Duarte Nogueira, José Serra.

 

Até quando vai a Lava Jato?

Três anos depois, juiz Sérgio Moro não quer mais fazer previsões sobre desfecho do trabal

Desde o início da operação que desmontou o esquema de corrupção na Petrobras, uma pergunta tem perseguido o juiz federal Sérgio Moro em entrevistas e eventos: “até quando vai a Lava Jato?”

Em outubro de 2015, ele dizia em tom de brincadeira esperar que a operação estivesse próxima do fim. Na época, Moro alegou estar cansado com o trabalho decorrente da Lava Jato, que então tinha pouco mais de um ano e meio.

Nesta sexta-feira (17), a operação completa três anos e, alguns prognósticos frustrados depois, Moro prefere não fazer mais previsões. Em uma entrevista ao jornal “Valor Econômico”, publicada no último dia 10, o magistrado foi perguntado novamente sobre se tinha perspectiva para concluir os trabalhos da operação em Curitiba. “Não, não tenho”, respondeu.

Juiz de primeira instância, Moro tem nas mãos processos que envolvem empresários, ex-diretores da Petrobras e políticos que não têm foro especial. Desde o início da Lava Jato, já houve 38 fases da operação conduzidas pela força-tarefa do Paraná, e 89 pessoas foram condenadas por Moro até agora. Elas podem recorrer em instâncias superiores.

A Lava Jato extrapolou as fronteiras da Justiça Federal do Paraná e há desdobramentos no Rio de Janeiro e também no Supremo Tribunal Federal, para onde foram encaminhadas as suspeitas envolvendo políticos com foro privilegiado.

Veja as respostas de Moro sobre a previsão de fim da Lava Jato:

“Pessoalmente, confesso que eu estou um pouco cansado do trabalho. Gostaria que estivéssemos chegando perto de algum final, mas não depende de mim.” (Outubro de 2015, à revista Época Negócios)

Não consigo dizer com certeza, porque é um caso em andamento e às vezes novas evidências aparecem. Um dia eu disse que poderia terminar no fim do ano, e a maioria das empresas que pagaram propinas já foram ouvidas, acusadas e julgadas. Minha parte deve ser no fim do ano, mas não posso dizer com certeza.” (Julho de 2016)

“É mais um desejo [concluir a Lava Jato até dezembro]. Confesso que estou cansado. É um trabalho desgastante, mas não é uma previsão. Então, evidentemente, ninguém vai fechar os olhos para essas questões. O trabalho continua enquanto existir matéria.” (Agosto de 2016)

“Agora, muito já se caminhou em relação às investigações de crimes havidos na Petrobras. Então, quem sabe, pode ser que num período razoável isso chegue a um fim. Mas é impossível fazer um prognóstico” (Outubro de 2016, à agência Reuters)

“Não, não tenho [perspectiva de fim da Lava Jato em Curitiba]. Normalmente, o tempo de duração de uma ação penal é de seis meses a um ano, aproximadamente. Até o julgamento. Mas tem investigações em andamento, e a conclusão delas é mais imprevisível.” (Março de 2017, ao jornal Valor Econômico)

Acidente grave entre caminhões deixa dois mortos na rodovia Fernão Dias

Caminhões bateram no km 63, na altura de Mairiporã, na Grande São Paulo.


Acidente grave deixa dois mortos na Rodovia Fernão Dias (Foto: TV Globo/Reprodução)

Um acidente grave envolvendo dois caminhões deixou dois mortos, segundo a Polícia Rodoviária Federal, na altura do km 63 da Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, na Grande São Paulo. O acidente bloqueia a faixa da esquerda da pista sentido São Paulo.

Segundo informações do Bom Dia São Paulo, o motorista que seguia no sentido São Paulo perdeu o controle e atravessou a mureta que divide as pistas, atingindo o caminhão que seguia sentido interior.

Por causa do acidente, as faixas da esquerda e central estão bloqueadas no sentido Norte (Belo Horizonte) e há um congestionamento do km 65,2 ao km 63,2 (Mairiporã). Equipes da concessionária Autopista Fernão Dias estão no local e trabalham no atendimento à ocorrência, remoção do veículo e liberação total da via.

Acidente deixa dois morots na Rodovia Fernão Dias (Foto: TV Globo/Reprodução)

Acidente deixa dois morots na Rodovia Fernão Dias (Foto: TV Globo/Reprodução)

Acidente provoca lentidão na Rodovia Fernão Dias na altura de Mairiporã (Foto: TV Globo/Reprodução)

Acidente provoca lentidão na Rodovia Fernão Dias na altura de Mairiporã (Foto: TV Globo/Reprodução)

Noticias Nacionais

Odebrecht pagou R$ 35 milhões ilícitos em um só dia, afirma delator

O ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio disse em depoimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na última sexta-feira (10), que em apenas um dia a empreiteira distribuiu mais de R$ 35 milhões em dinheiro de propina e caixa dois para campanhas eleitorais.

O executivo não detalhou o dia nem o ano em que isso aconteceu. Migliaccio também não identificou para quem foi o dinheiro.

Ele disse apenas que o montante foi entregue em dinheiro vivo, pulverizado para várias pessoas.

O depoimento foi feito sob sigilo ao ministro Herman Benjamin.

Segundo informações obtidas pela Folha, o ex-executivo contou a história desses pagamentos para mostrar a dimensão do fluxo de dinheiro que passava pelo Setor de Operações Estruturadas, conhecido como uma espécie de “departamento de propina” da empreiteira.

O ex-executivo era um dos responsáveis por operar contas da empreiteira no exterior usadas para pagamento de propina e caixa dois, tanto de políticos como de executivos que queriam receber bônus fora do país.

Peça-chave na fase Acarajé da Operação Lava Jato, que descobriu o setor de propinas do grupo baiano, o ex-executivo é apontado como dono de uma rede de empresas offshore espalhada por diversos países.

Nos documentos da operação, os investigadores da PF listam pelo menos cinco empresas controladas por Migliaccio, abertas em locais como Ilhas Virgens Britânicas, Antígua e Panamá e contas em três bancos da Suíça.

Entre os suspeitos de receber os pagamentos, estão réus já condenados, como os ex-executivos da Petrobras Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco.

Os investigadores desconfiam que ele tivesse uma atuação “informal” na empreiteira, embora os documentos o apontem como funcionário contratado desde 1998 –um dos cargos foi o de “diretor financeiro”.

Migliaccio chegou a ser preso na Suíça por conta da Lava Jato. Após a prisão, fechou acordo de delação premiada separado dos outros 77 delatores da empreiteira.

Por conta disso, houve constrangimento quando ele se encontrou com os outros delatores durante o depoimento no TSE.

CONTAS

O depoimento foi dado no âmbito do processo instaurado pelo TSE para julgar a campanha para presidente de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), seu então companheiro de chapa, em 2014.

O processo poderá, em tese, resultar na cassação do mandato de Temer.

Antes de prestar depoimento, Lula diz que está disposto a ‘viajar o país’

Lula, durante evento da Contag em Brasília em 13.mar.2017

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda (13) que está disposto a viajar pelo país para “alertar o povo brasileiro sobre o que está em jogo” com as reformas propostas pelo governo de Michel Temer.

Segundo o petista, é preciso impedir que haja “retrocesso” em relação aos direitos e conquistas dos trabalhadores nos últimos anos.

“Estou disposto a voltar a ter 35 anos, estou disposto a voltar a andar por esse país, alertando o povo brasileiro sobre o que está em jogo”, afirmou Lula durante a abertura do 12º Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares, em Brasília.

Desta vez, Lula relativizou a possibilidade de ser candidato à Presidência da República em 2018, ponderando que “a natureza é implacável”, mas disse que tem disposição para “preparar nosso povo”.

“Quem já fez história não tem como fazer ela retroceder”, declarou o ex-presidente.

O petista fez críticas ao governo Temer e afirmou que a gestão do peemedebista fará com que, daqui a pouco, seja necessário “pedir licença para entrar no Brasil”, em referência ao projeto que autoriza a venda de terras para estrangeiros. “Resolveram vender nossa terra, daqui a pouco vendem até o mar”, ironizou Lula.

COBRANÇA

O ex-presidente estimulou a militância a “cobrar” e “pressionar” congressistas sobre as reformas do governo, dizendo que “não é justo” que o povo pague pela crise no país.

“Tem que cobrar os parlamentares, é na cidade e nos Estados de vocês que têm que fazer pressão. Mas não tem que fazer como eles fizeram com a Dilma [Rousseff]. Mas tem que mostrar pra eles que não é justo, porque esse povo já pagou demais”, completou.

Lula viajou a Brasília para prestar depoimento nesta terça (14) à Justiça Federal. Ele será interrogado na ação penal em que é acusado pelo Ministério Público Federal de atuar “na compra do silêncio” do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró , a fim de evitar que ele assinasse um acordo de delação premiada.

A afirmação consta da colaboração do ex-senador Delcídio do Amaral.

O depoimento estava marcado para 17 de fevereiro, mas foi adiado em razão do luto pela morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Lula é réu na mesma ação em que também são investigados o pecuarista José Carlos Bumlai, o próprio Delcídio e o banqueiro André Esteves, entre outros acusados.

A defesa do ex-presidente tem negado qualquer irregularidade e já pediu, inclusive, a nulidade do acordo de delação premiada de Delcídio, sob alegação de que seus termos, que deveriam ser sigilosos, foram vazados para a imprensa.

Também mencionam uma entrevista à revista “Piauí” em que Delcídio falou sobre ter sofrido pressões quando esteve preso em uma sala da Polícia Federal –disse que “ficou trancado” por três horas em uma sala abafada e os policiais não ouviram quando ele bateu à porta.

 

Noticias da agricultura

Na Folha: Faesp, sob mesmo comando há 40 anos, favorece presidente e filhos

Sob o mesmo comando há quatro décadas, a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) vem sendo utilizada para atender aos interesses dos cinco filhos de seu presidente, Fábio Meirelles, 88, deputado federal pelo então PDS de 1991 a 1995.

Representante de empresários rurais do Estado, a Faesp é bancada principalmente pela contribuição sindical obrigatória. Em 2016, o repasse foi de R$ 16 milhões.

Meirelles comanda ainda o conselho do Senar-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), mantido pelo chamado “sistema S”, também sustentado com contribuições compulsórias recolhidas pelas empresas. O Senar-SP recebeu em 2015, segundo o Tribunal de Contas da União, R$ 119,3 milhões.

Procurada pela Folha, a Faesp não respondeu às perguntas da reportagem.

FAMÍLIA

Para fazer a cobrança administrativa de empresários e proprietários rurais que não pagaram a contribuição sindical espontaneamente, a Faesp contratou a empresa Connect, que pertence a uma filha do presidente da federação, Telma Meirelles.

O contrato entre a Faesp e a Connect, obtido pela Folha, mostra que desde 2001 a empresa recebe, para enviar as guias de cobrança, 15% do imposto dos contribuintes.

O percentual é superior ao que a Faesp paga a advogados para receber os atrasados pela via judicial (12,5%).

Impostos serão elevados se necessário, diz Meirelles

BRASÍLIA (Reuters) – O governo elevará impostos caso preciso para o cumprimento da meta de resultado primário deste ano, afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acrescentando que também poderão ser feitos mais cortes nas despesas discricionárias.

“Se for necessário aumentar impostos, serão aumentados. Se for necessário contingenciar gastos públicos ainda mais, serão contingenciados. O que existe é um compromisso nosso de cumprir a meta de resultado primário para 2017”, afirmou.

Neste ano, a meta do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) é de um déficit primário de 139 bilhões de reais. Se confirmado, o resultado representará o quarto rombo consecutivo nas contas públicas. Segundo Meirelles, não há possibilidade de o governo revisar a meta.

Em coletiva de imprensa, o ministro também afirmou que o governo finalizará em até 30 dias uma proposta para simplificação tributária, contemplando PIS e Cofins, para apresentação ao presidente Michel Temer. O texto será então enviado ao Congresso num prazo de mais 30 dias, acrescentou ele, ressaltando que o modelo da reforma ainda não foi definido.

Mais cedo, Temer havia dito durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, que uma medida provisória para simplificação do PIS seria apresentada até o fim deste mês, com outra MP para simplificação do Cofins prevista até o fim do primeiro semestre.

TJLP

Meirelles terá nova reunião no Planalto no início da tarde, desta vez com participação do ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e da presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos.

Questionado a respeito do encontro, ele afirmou que será debatida, entre outras questões, o critério para fixação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), ressalvando que nenhuma decisão será tomada a respeito, já que trata-se de uma discussão voltada para o longo prazo.

“No curto prazo não haverá mudança. Não se pretende ter mudança neste ano”, disse ele, explicando que a ideia no longo prazo é que o critério de fixação da taxa seja definido para um prazo mais longo, em contraposição ao modelo atual de definição a cada três meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O ministro da Fazenda também afirmou que o BNDES não fará nova devolução de recursos ao Tesouro após o banco de fomento ter adiantado o pagamento de 100 bilhões de reais no ano passado, movimento que teve um efeito positivo sobre a dívida bruta.

Ferrugem rompe a barreira das carboxamidas na sojaAlerta no campo: Ferrugem rompe a barreira das carboxamidas, a última molécula atuante na defesa da soja

Nesta última quarta-feira (8), o FRAC Brasil ( Comitê de monitoramento de resistência de fungos à fungicida) divulgou que já começaram a aparecer resistências às carboxamidas (SDHI). Falhas de controle foram verificadas em áreas comerciais e experimentais nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul durante a safra 2016/17.

O professor Carlos Alberto Forcelini, da Universidade Federal de Passo Fundo, diz que a notícia “preocupa e afeta um grupo químico”, que ainda havia apresentado resistência aqui no Brasil. Logo, é possível que algumas partes do país já possuam uma diminuição na sensibilidade do fungo à carboxamida, “mas ainda é preciso avaliar a amplitude disso a nível nacional”, explica Forcelini.

Empresas e pesquisadores irão realizar coletas e análises na próxima safra para verificar as resistências nas mais diversas regiões. O professor aponta que o problema identificado está na incapacidade do fungicida de alcançar e afetar a enzima do fungo – que, neste caso, seria a enzima responsável pela produção de oxigênio.

A partir de agora, portanto, os produtores não devem aumentar o número de aplicações ou de dose com produtos a base de carboxamidas, mas proteger e permitir a cultura da soja por mais tempo no campo, combinando manejos diferentes para manter as carboxamidas funcionando efetivamente por mais tempo.

Obedecer o vazio sanitário, aumentar o controle e o manejo para que o fungo não seja trazido de safras anteriores e trabalhar de uma maneira “mais preventiva do que curativa” são algumas formas de controlar esta nova ameaça no campo.

O surgimento de novas moléculas, como aponta o professor, é um processo caro – logo, deve levar de 7 a 8 anos para novas moléculas surgirem no país. “Temos que trabalhar com os produtos que temos na mão. Temos esse desafio grande a médio prazo na cultura da soja”, diz.

Congestionamento no trecho Cuiabá-Santarém continua e prejuízos já chegam a R$ 150 milhões

O congestionamento do trecho Cuiabá-Santarém da BR-163 continua. Alguns caminhões conseguiram deixar o local na madrugada desta terça-feira (28) dada a trégua das chuvas, mas elas voltaram e o cenário agora é semelhante ao observado nos últimos dias. A estrada continua ainda em péssimas condições, com muita lama e impedindo até mesmo que as máquinas em sua potência máxima possam fazer seu trabalho para amenizar os problemas.

Novas fotos enviadas pelo caminhoneiro Antônio Carlos Souza Gonçalves, que está no local já há 20 dias, mostram que a situação ainda é bastante complicada. A estrada permanece intransitável, as chuvas voltaram a ocorrer em alguns pontos e os suprimentos básicos ainda não chegam.

“É um descaso muito grande com as pessoas que necessitam dessa rodovia”, diz Antônio Carlos. “Segundo a Polícia Rodoviária Federal, sairemos daqui amanhã (qunta-feira, 2). Temos que ir ao porto de Miritituba e depois voltar, e enfrentar tudo isso de novo”, completa.

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

“Está tudo parado de novo, quem conseguiu sair nessa madrugada deu sorte”, relatou um caminhoneiro que ainda está no local. São mais de 4 mil motoristas de caminhão parados há mais de uma semana. Nesta quarta, deverão chegar cestas básicas ao local enviadas pelo Ministério da Defesa.

Parte do trecho havia sido liberado no último final de semana, e as expectativas são de que a pista seja completamente liberada até a próxima sexta-feira, 3 de março, de acordo com informações do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

O chefe da pasta, Maurício Quintella, irá, inclusive, discutir o transporte da soja pela rodovia nesta quinta-feira (2) com algumas das principais tradings mundiais de grãos, incluindo a Amaggi, a ADM, Cargill, Bunge e a Cofco. “O objetivo será definir a estratégia logística que garanta a manutenção da trafegabilidade ao longo da rodovia durante o chamado inverno amazônico e o consequente escoamento da produção agrícola”, diz a nota do ministério publicada pela IstoÉ Dinheiro.

O governo federal informou que estima o prejuízo imediato das transportadoras esteja em cerca de R$ 50 milhões, podendo subir. Enquanto isso, sem pavimentação e implementada há 41 anos, Mato Grosso perde com essa situação da rodovia, aproximadamente, R$ 2 bilhões ao ano, segundo reporta o G1 MT.

Um cálculo feito pela Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) considerando os 15 dias de problemas já mostra, no entanto, que os prejuízos estariam próximos de R$ 150 milhões, já que as perdas diárias são de R$ 10 milhões. São perdas em mercadorias e custos com os caminhões.

Leia ainda:

Caminhoneiros parados em atoleiros na BR-163 perdem R$ 150 milhões, calcula associação

Caminhoneiros que estão parados na BR-163, no lado paraense, acumulam perdas diárias de R$ 10 milhões, conforme estimativa da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC). Considerando os 15 dias de problemas com atoleiros, a estimativa é que já foram comprometidos cerca de R$ 150 milhões em mercadorias e custos com os caminhões. Pelo menos 5 mil veículos não conseguem prosseguir num trecho de 32 km entre Novo Progresso e Caracol, no Pará.

Na região Norte de Mato Grosso, os produtores de soja estão preocupados com o excesso do grãos nos armazéns. A previsão é que os reparos nos trechos mais precários sejam realizados ainda esta semana. Presidente da ATC, Miguel Mendes, explica que o prejuízo por caminhão é de pelo menos R$ 2 mil/dia, considerando todos os custos e cargas transportadas.

Veja a notícia na íntegra no site Só Notícias com informação de A Gazeta

No G1 PA: Caminhoneiros parados na BR-163 recebem mantimentos

Os mais de 4 mil caminhoneiros que estão parados há mais de uma semana na rodovia BR-163, no sudoeste do Pará, começaram a receber água e mantimentos nesta terça-feira (28), doados pelo dono de um posto de combustíveis da região. O Ministério da Defesa enviou cestas básicas para a área e a chegada dos mantimentos está prevista para esta quarta-feira (1º) em Itaituba, de onde serão encaminhados para o local.

Fortes chuvas resultaram em um grande atoleiro no trecho da rodovia entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, que provoca um congestionamento de 50 quilômetros e impede a passagem de veículos. Na madrugada desta terça, parte do tráfego foi liberado no sentido Pará – Mato Grosso da rodovia.

Veja a íntegra no site do G1 PA

No G1 MT: Governo cita prejuízo de R$ 2 bi por ano e cobra pavimentação da BR-163

O governo de Mato Grosso cobrou do governo federal, neste domingo (26), providências para solucionar a falta de estrutura no trecho da BR-163 que corta do estado do Pará, onde cerca de cinco mil caminhões carregados se encontram parados devido a inúmeros atoleiros que surgiram após fortes chuvas na região. De acordo com o governo, a situação tem prejudicado o escoamento da safra de soja e milho de Mato Grosso.

O trecho da rodovia mais crítico fica entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, onde há um congestionamento de pelo menos 50 quilômetros e que impede a passagem de veículos no local.

Com perspectiva de pressão baixista nos preços, pecuaristas devem estar atentos às planilhas de custos

Perspectiva é de melhora na oferta, com os pecuaristas retornando ao mercado. A demanda segue fraca em meio à crise enfrentada pelo país, cenário que deve ainda pressionar negativamente os preços da arroba. Dólar atual não contribui para a competitividade do produto brasileiro.

Confira a entrevista de Thiago Bernardino de Carvalho – Pesquisador do Cepea

A volta do feriado de carnaval tem aumentado a procura por animais. Alguns frigoríficos com escalas mais curtas intensificaram a compra nesta semana, promovendo um pontual momento de alta, mas sem alteração na referência.

Conforme explica o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, em função do carnaval alguns pecuaristas se ausentaram no mercado, dificultando a compra das indústrias. Agora com a normalização das atividades, pontualmente alguns frigoríficos paulistas – com intenção de alongar as escalas -, intensificaram as ofertas de compras.

Mas, apesar do aumento na procura por animais, Bernardino ressalta que esse é um movimento pontual e que no curto prazo a tendência da arroba bovina é baixista.

“Por outro lado, tivemos componentes do custo de produção que também apresentaram baixas”, lembra o Bernardino. Para ele, 2017 será um ano desafiador ao pecuarista que só irá “terá rentabilidade se garantir boa produtividade e equalizar os custos”.

No período das águas há uma melhora na disponibilidade de animais, além disso, neste ano os analistas esperam um abate maior de fêmeas em função do enfraquecimento nos preço do bezerro e boi magro.

Aliado ao aumento da oferta, o setor vive um dos piores períodos de consumo per capita de carne bovina da história. Dados do PIB (Produto Interno Bruto), divulgado nesta terça (7) apontou que a economia brasileira aprofundou a crise e encolheu mais do que o esperado no último trimestre de 2016, marcando a recessão mais longa do Brasil ao fechar o ano com queda de 3,6 por cento.

Com baixa capacidade aquisitiva, Bernardino lembra que “aumenta a competição da carne bovina com outra proteínas”. Assim, temos uma conjuntura de baixa demanda e oferta elevada em 2017.

E a dificuldade em escoar a produção não está apenas no mercado interno. “O câmbio em torno de R$ 3,30 deixa a nossa carne menos competitiva no mercado internacional e dificulta nossas exportações”, diz o pesquisador.

 

Funcionário da Secretaria de Agricultura do DF é preso por caça ilegal

Funcionário da Secretaria de Agricultura do DF é preso por caça ilegal
Ele foi encontrado com uma ave morta dentro da cabana que construiu no Parque Nacional. Secretaria diz que não compactua com infração de servidores.
Por G1 DF
09/03/2017 08h08 Atualizado 09/03/2017 08h08
Funcionário da Secretaria de Agricultura é preso caçando no Parque Nacional do DF

Um funcionário da Secretaria de Agricultura foi preso por agentes do Instituto Chico Mendes (ICMBio) após ser identificado como caçador de aves silvestres no Parque Nacional de Brasília. Ele foi conduzido à superintendência da Polícia Federal e vai responder por caça ilegal. A ação aconteceu no dia 22 de fevereiro, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (8).
O caçador foi encontrado em uma cabana de caça construída dentro do parque, sem autorização. Com ele, foi achado um exemplar de asa-branca – uma espécie de pombo nativo – já morto. De acordo com o agente coordenador da ação, Otaciano Matos, o local era utilizado como apoio durante os abates de animais silvestres.
“Neste dia achamos somente este único indivíduo, mas certamente muitos já tinham sido mortos. Na semana anterior ao flagrante, por exemplo, vimos uma grande quantidade de penas na cabana, evidenciando o abate de vários exemplares”, afirmou.
Em nota, a Secretaria de Agricultura disse que não compactua com nenhuma infração por parte dos servidores. A pasta informou que vai abrir sindicância para apurar o caso. Caso seja encontrada alguma irregularidade, ele pode ser punido inclusive com demissão.
O que diz a lei
A legislação brasileira considera crime ambiental a caça de animais silvestres e prevê multa de até R$ 10 mil por indivíduo, e um ano de prisão quando a ação ilegal afetar espécies ameaçadas de extinção no interior de uma unidade de conservação. A pena pode aumentar, caso a ação seja realizada por um grupo de caçadores.
“A caça pode envolver a participação de grupos estruturados e estáveis, que se reúnem frequentemente para a prática deste crime. Neste caso, a pena é bem mais grave e há plena possibilidade de efetivamente manter o infrator preso, tornando a punição estatal mais efetiva”, conta Matos.
Outro ponto lembrado pelo agente é sobre a regularidade das armas. Segundo ele, geralmente os caçadores não possuem registro das armas utilizadas, e isso acaba agravando a pena.
“Não se deve esquecer que, independentemente de agir só ou caracterizando-se uma associação criminosa, geralmente as armas utilizadas para a caça não tem registro e, sendo ilegais, há também tipificação no crime de porte ilegal de armas, com pena de reclusão que pode chegar até seis anos no caso de armas de calibres restritos”, complementa.
Visitantes caminham no Parque Nacional de Brasília (Foto: Arquivo/ICMBio) Visitantes caminham no Parque Nacional de Brasília (Foto: Arquivo/ICMBio)
Visitantes caminham no Parque Nacional de Brasília (Foto: Arquivo/ICMBio)
O parque
O Parque Nacional de Brasília foi criado em 1961, por um decreto federal. Na época ele tinha 30 mil hectares, mas teve seus limites redefinidos por lei e atualmente possui uma área de 42 mil hectares. O território abrange as regiões de Brasília, Sobradinho e Brazlândia, além do município goiano de Padre Bernardo.
A criação do parque teve como objetivo a preservação de ecossistemas naturais típicos do Cerrado do Planalto Central e abriga as bacias dos córregos formadores da represa Santa Maria, que é responsável pelo fornecimento de 25% da água potável que abastece a capital federal.

Agricultura

Especialistas da ONU recomendam banir o uso de pesticidas na agricultura

Dois relatores especiais que fazem parte do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Hilal Elver e Baskut Tuncak, defendem a criação de um tratado global para regulamentar e acabar com o uso de pesticidas na agricultura. Eles postulam por práticas agrícolas sustentáveis em prol da saúde humana. Segundo os especialistas, os padrões atuais de produção e uso de pesticidas são muito diferentes em cada país e causam sérios impactos aos direitos humanos.

O alerta é assinado pela relatora especial ao Direito à Alimentação da ONU, Hilal Elver, e pelo relator especial sobre implicações para os direitos humanos do manejo ambiental e descarte de substâncias perigosas. Os relatores especiais trabalham para as Nações Unidas de forma independente e sem receber salário.

Agrotóxicos e doenças

Os especialistas citam pesquisas que mostram que os agrotóxicos causam cerca de 200 mil mortes por envenenamento a cada ano em todo o mundo. Quase todas as fatalidades, ou 99%, ocorrem em países em desenvolvimento, onde, segundo eles, as leis ambientais são fracas.

A exposição aos pesticidas está ligada ao câncer, às doenças de Alzheimer e Parkinson, e a problemas hormonais, de desenvolvimento e de fertilidade. Agricultores e famílias que moram próximas de plantações com agrotóxicos, comunidades indígenas, grávidas e crianças são os mais vulneráveis.

Os relatores lembram que todos os países têm a obrigação de proteger as crianças de pesticidas perigosos, já que ocorrem muitos casos de envenenamento acidental. Eles afirmam que algumas substâncias tóxicas continuam circulando no meio ambiente por décadas, ameaçando cadeias de produção alimentar e a biologia. Além disso, o uso abusivo e desordenado de agrotóxicos contamina solos, água e prejudica o valor nutricional dos alimentos.

No Brasil

Segundo um estudo sobre o mercado de agrotóxicos no Brasil divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o comércio desses produtos no Brasil cresceu 190% entre 2000 e 2010, mais que o dobro da média mundial, de 93%.

Promessa de maior produtividade com a agricultura digital

Processamento e análise das variáveis da lavoura chegam para ajudar ainda mais o produtor na tomada de decisões

 Promessa de maior produtividade com a agricultura digital Diogo Zanatta/Especial
Monsanto testa tecnologia que permite avaliar em tempo real as condições da lavouraFoto: Diogo Zanatta / Especial

Agricultura digital, de precisão, 2.0. A evolução tecnológica cria conceitos no campo e disponibiliza série de ferramentas para melhorar a gestão das propriedades e os resultados das colheitas. Na Expodireto-Cotrijal, que se encerra na sexta-feira, em Não-Me-Toque, foi preciso fôlego aos agricultores para conhecer tantas novidades da agricultura digital que prometem ajudar o produtor a tomar decisões com base na análise de variáveis e informações estatísticas.

Utilizando os dados captados a partir de softwares e equipamentos da agricultura de precisão, como a telemetria, são criados algoritmos que geram recomendações para todas as etapas que envolvem o cultivo — desde o preparo do solo, escolha da semente, adubo, momento de plantar, manejo, regulagem das máquinas até decisões sobre época de colheita e de venda.

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Essa evolução pode tornar alguns controles automáticos, como irrigação e nutrição vegetal. Satélites (GPS) e sensores eletrônicos nas máquinas captam as informações, que são processadas, e uma determinada ação é aplicada para corrigir eventual falha — tudo isso sem intervenção humana. Mas é preciso lembrar que em uma fábrica é o ser humano que toma a decisão final, mesmo com toda a gama tecnológica disponível. A atividade não se resume a um operador apertar o botão e o computador resolver. Assim também é no campo.

— Na agricultura, que envolve variações biológicas, interação e quantidade significativa de parâmetros, não podemos imaginar que a tecnologia vai tomar a decisão sozinha. O produtor é que vai decidir qual o melhor momento para vender o grão, por exemplo.

A agricultura digital pode automatizar algumas decisões para deixar o produtor se concentrar no que é mais crítico e que as máquinas não conseguem resolver — ressalta Marcio Albuquerque, diretor da Falker e membro da Comissão de Agricultura de Precisão do Ministério da Agricultura.

Nos casos em que não conseguem resolver sozinhas, as máquinas organizam as informações e geram dados para que o produtor tome uma decisão consciente. Antes de aplicar a agricultura de precisão na propriedade de 700 hectares em Doutor Maurício Cardoso, a família Kretschmer colhia em torno de 60 sacas de soja e 150 de milho por hectare. Mesmo sem as facilidades da agricultura digital — que ajuda a reduzir perdas —, deve chegar a 80 sacas de soja e 200 sacas de milho por hectare nesta safra.

— O principal ganho da tecnologia é a uniformidade da lavoura. Estamos sempre analisando as ferramentas disponíveis e, se trouxer ganhos, começamos a aplicar — explica Rafael Kretschmer, 19 anos, técnico agrícola e estudante de engenharia agronômica.

Rafael foi à feira com o irmão gêmeo Felipe e o pai, Kurt, 47 anos, em busca das novidades em agricultura digital. Além de milho e soja, eles cultivam ainda trigo na propriedade.

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Estudos mostram que o produtor toma cerca de cem decisões críticas em um ciclo. E é justamente aí que a agricultura digital se transforma em uma grande mão na roda. Imagine abrir o tablet e poder cruzar diferentes dados, visualizando mapas da atual safra e da anterior para identificar, por exemplo, porque uma área na propriedade apresenta baixa produtividade. Com ajuda de ferramentas, é possível analisar se o problema é semente, solo ou praga e fazer a correção com agilidade.

Essa é uma das aplicações que a Monsanto, por meio da ferramenta Climate FieldView, irá trazer para o mercado brasileiro em agosto. Em fase de testes no país desde o ano passado, em cem propriedades, inclusive no Rio Grande do Sul, o projeto-piloto ainda não foi consolidado porque a safra de soja está em andamento — mas os relatos preliminares indicam ganhos, segundo a multinacional.

— Vemos benefícios imediatos, mas os resultados são individualizados. Ao identificar perdas em tempo real, a plataforma permite o aumento de renda pela redução de custo — explica Aline Hasse, analista de marketing da Climate Corporation, braço de agricultura digital da Monsanto.

Os sensores das máquinas coletam dados como umidade, plantio, colheita, GPS e piloto automático, que são codificados e transferidos por Bluetooth, em tempo real, para um tablet instalado na cabine. No caso da Monsanto, é necessário um iPad, pois o sistema roda com mapas em alta resolução e somente o processador da Apple consegue suportar a navegação. Em casa, é possível acessar uma plataforma web pelo iPhone ou computador.

Inovação da Bayer ajuda a identificar plantas daninhas nas plantaçõesFoto: Diogo Zanatta / Especial

A Bayer, gigante alemã que está em processo de aprovação da compra da norte-americana Monsanto, apresenta como solução de agricultura digital o aplicativo WeedScout, app colaborativo e gratuito. O software identifica plantas daninhas (matocompetição) por meio de imagens de celular — disponível nos sistemas Android ou iOS. Estão em desenvolvimento ferramentas para o reconhecimento de nematoides (doenças do solo). A novidade deve chegar ao mercado no segundo semestre.

— Quando o produtor vistoria a propriedade, o local é mapeado. Se tem problema em reconhecer a erva daninha, ele faz a foto e o programa ajuda a identificar o que é. De posse da informação, é possível fazer o manejo — informa Marcos Cernescu, gerente comercial da Bayer.

Atualmente, o software conta com 13 mil fotos de plantas daninhas cadastradas por produtores de diferentes regiões do Brasil. Também dentro do Digital Farm, área de negócios da Bayer, foi criado e lançado em 2016 um site, o Alertas Bayer. O produtor acessa informações sobre a probabilidade de incidência de doenças e pragas e as ocorrências climáticas em regiões do Brasil. Os dados são inseridos por parceiros da Bayer, como institutos meteorológicos e universidades, incluindo a Universidade de Passo Fundo. A Bayer desenvolveu 23 algoritmos e cruza as informações de produção, doenças e clima.

Máquinas conectadas e com informação em tempo real

Solução da Case IH contempla controle de plantio e aplicação de fertilizantes e geração de mapas de produtividadeFoto: Diogo Zanatta / Especial

As principais montadoras também estão convergindo suas tecnologias para a agricultura digital e desenvolvendo sistemas próprios para analisar dados coletados e disponibilizar resultados em dispositivos móveis ou computadores. Tudo isso em tempo real — onde houver cobertura de internet. Mesmo nas áreas chamadas sombras, as informações são coletadas e, quando o modem localiza o sinal, faz a transferência.

— Vemos uma corrida para buscar o direcionamento automático das máquinas, que é o que traz a maior economia para o produtor. E é a mais simples de ser empregada hoje por ser solução mais antiga e usável em qualquer tipo de máquina — detalha Grasielle Silva, especialista de marketing de agricultura de precisão da New Holland.

A Case IH já está no futuro com o protótipo de trator autônomo, mas a novidade deve demorar a chegar ao mercado. Hoje, suas soluções contemplam controle de plantio e aplicação de fertilizantes e geração de mapas de produtividade, por exemplo.

Um dos desafios das companhias é o compartilhamento de informações. O Grupo AGCO, das marcas Massey Ferguson e Valtra, busca oferecer ao cliente final a possibilidade de usar os dados por meio de um sistema em formato aberto, que conversa com outras tecnologias. É possível extrair os dados em Excel, por exemplo. Mas ainda há questões a solucionar.

— O grupo tem várias tecnologias independentes, de monitoramento da colheita, do piloto automático e de telemetria. Em um futuro bem próximo, queremos integrar todas — explica Gerson Filippini Filho, coordenador de marketing do produto Fuse, da Valtra.

A solução digital da John Deere é o JD Link, que faz o monitoramento remoto de operações.

— Caminhamos para a sincronia total da gestão e equipamentos no campo, com dados em nuvens e conexão total. Toda essa integração e inteligência resultam em uma única coisa: tomada de decisão correta pelo agricultor — afirma Rodrigo Bonato, diretor de vendas da John Deere Brasil.

Telemetria avança, mas preço ainda é empecilho

Diego e o pai, João Eliseo, compraram um novo trator na Expodireto e instalaram equipamento de telemetriaFoto: Diogo Zanatta / Especial

Trator novo, e com telemetria. Essa foi a decisão de Diego de Oliveira Essvein, 23 anos, e João Eliseo, 52, pai e filho de Encruzilhada do Sul, que aproveitaram a visita a Não-Me-Toque para fazer negócio. O sistema acoplado ao veículo é uma das soluções essenciais para a agricultura digital.

— A tecnologia facilita o operacional em campo, e um equipamento potente e completo pode fazer o que dois mais antigos faziam, com economia de combustível e menos mão de obra — detalha Diego, que vai usar o trator na produção de milho e melancia.

A dupla de Encruzilhada fala com propriedade, pois já tem outros equipamentos com a tecnologia. Não à toa, o sistema está ganhando cada vez mais espaço. A telemetria permite, entre outras funções, acionar os pivôs de irrigação com o celular ou definir no computador de bordo da máquina a quantidade exata de sementes que deve ser colocada no plantio.

O uso se dá a partir da captação e do armazenamento de informações. Dotados de chips, como os utilizados na telefonia móvel, os equipamentos transmitem os dados de desempenho de colheitadeiras, pulverizadores e tratores para um sistema online.

— É possível saber se há sobreposição na pulverização ou se houve falha na aplicação, por exemplo. Se alguma área ficou sem pulverização, pode haver incidência de praga e se expandir para o resto da lavoura. Imagina o prejuízo evitado — exemplifica o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Pedro Estevão Bastos.

Atualmente, a tecnologia é vendida como opcional ou acoplada em máquinas de grande porte. Isso faz com que sua utilização esteja restrita a médias e grandes propriedades. O professor da faculdade de Agronomia da UFRGS Renato Levien avalia que a perspectiva é de mudança desse panorama:

— O problema está no preço do produto em relação ao valor do bem. Uma coisa é o sistema custar R$ 50 mil em uma máquina de R$ 1 milhão, outra é esse mesmo valor em um equipamento de R$ 100 mil. Antigamente, air bag, direção hidráulica e ar-condicionado eram opcionais nos carros, e hoje são itens já incorporados. O mesmo deve ocorrer com a telemetria.

A qualidade do sinal de telefonia e de internet nas zonas rurais é outro gargalo a ser resolvido para que o sistema possa engrenar no Brasil, de acordo com o pesquisador da Embrapa Instrumentação Ricardo Inamasu.

— A cobertura é o obstáculo mais importante a ser vencido — afirma, e aponta que o problema da conectividade no campo deve ser solucionado em até duas décadas.

A contratação de recursos do crédito rural da atual safra continua crescendo, tanto os destinados ao custeio e à comercialização (R$ 70,67 bilhões) quanto os de investimento (R$ 16,3 bilhões). O financiamento à agricultura empresarial, entre julho do ano passado e o mês de fevereiro, alcançou R$ 87 bilhões, ou seja 47%, do volume programado no Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017, de R$ 183,85 bilhões. Os dados são da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Houve redução no número de operações de custeio e aumento nas de comercialização, ficando praticamente inalterado o montante de investimentos, em relação ao mesmo período na safra anterior. Os financiamentos de custeio apresentaram redução de 10%, o que se deve ao fato do custo de produção ter sido financiado, em valor de aproximadamente a R$ 10 bilhões, a título de pré-custeio.

Do mesmo modo, em janeiro último, o Banco do Brasil e o Mapa anunciaram que, até o final de junho próximo, estão disponibilizados R$ 12 bilhões para os financiamentos de pré-custeio, referentes à safra 2017/18.

Os financiamentos de custeio a juros livres, no entanto, cresceram 80%, atingindo R$ 10,6 bilhões, ante R$ 5,9 bilhões, em igual período da safra anterior. Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA), o desempenho é explicado pela contribuição dos recursos oriundos da emissão de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), direcionados para o crédito rural, no montante de R$ 10,5 bilhões, sendo R$ 8 bilhões para custeio, R$ 2 bilhões para comercialização e R$ 675 milhões para comercialização e industrialização. Os recursos da LCA aplicados no crédito rural a taxas favorecidas somaram R$ 5,77 bilhões e as aplicações a taxa livre se situaram em R$ 4,78 bilhões.

No que se refere à participação das instituições financeiras no financiamento de custeio na atual safra, em relação a igual período da safra anterior, os bancos públicos apresentaram redução, seja em termos de recursos controlados (-32%) ou livres (-27%), e os bancos privados (17%) e os bancos cooperativos (21%) aumentaram suas participações.

Os financiamentos para investimentos aumentaram 3,7%, atingindo R$ 16,3 bilhões, o que sinaliza um processo de recuperação liderado pelos investimentos realizados pelo Pronamp na aquisição de tratores agrícolas e implementos associados e colheitadeiras (PSI/Moderfrota), cujas contratações aumentaram 94% e 150%, respectivamente.

Saúde

Governo reduz em 20% rede de farmácias populares no Brasil

Governo reduz em 20% rede de farmácias populares no Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A rede credenciada de estabelecimentos do programa de farmácias populares do governo federal encolheu em 6.317 unidades desde o fim do ano passado até o começo de março deste ano. Segundo dados da Sala de Apoio à Gestão Estratégica (Sage) do Ministério da Saúde, a redução representa uma queda de quase 20% no número dos estabelecimentos.

No balanço final divulgado em dezembro, existiam 34.616 unidades credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular, iniciado em 2006 e que, segundo o governo federal, beneficiou 38 milhões de pessoas em seus 10 primeiros anos de funcionamento.

A redução no número de agências ocorre dez meses depois de o ex-ministro da Saúde, Agenor Álvares da Silva, afirmar que o programa tinha recursos limitados. Desde então, com mudanças de governo, o assunto ficou em suspenso. Depois de assumir a pasta, o ministro Ricardo Barros (PP-PR) afirmou em julho do ano passado que o fim do programa era boato.

Entretanto, dados mais recentes apontam que o total de unidades que compõem a rede do programa agora é de 28.299 farmácias, representando o menor número desde 2012. Ao todo, o índice é 18,2% a menos do que no fim de 2016. Os dados brutos estão disponíveis tanto no Portal de Dados Abertos do governo federal quanto no site da Sage, e foram analisados pelo Volt Data Lab, em parceria com o portal Aos Fatos. Confira:

Governo apresenta projeto de novo Hospital Metropolitano em Lauro de Freitas

Governo apresenta projeto de novo Hospital Metropolitano em Lauro de Freitas

Foto: Pedro Moraes/ GOVBA

O governo do estado apresentou, nesta quinta-feira (9), o projeto do Hospital Metropolitano em Lauro de Freitas. O evento contou com as presenças do secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, e de representantes dos municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Foi discutido durante a reunião a construção da unidade de Saúde, que contará com investimento estadual de cerca de R$ 150 milhões. O novo hospital atenderá por demanda espontânea e contará com 265 leitos, sendo 30 de UTI, e oito salas de centro cirúrgico. De acordo com Fábio Vilas-Boas, a construção da unidade hospitalar atenderá toda a região.

O secretário garantiu ainda que a licitação está sendo finalizada e a expectativa é que o hospital comece a funcionar no próximo ano. Para equipar e construir a nova unidade hospitalar, o governo do estado financiará o investimento pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), através do Prosus.

O hospital vai oferecer serviços voltados para pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC). Além dos 180 leitos de enfermarias nas especialidades de clínica geral, ortopédica e cirúrgica e outros serviços como clínica cardiológica, clínica neurológica, cirurgia geral, cirurgia urológica, vascular, gástrica e neurológica.

Deputada apresenta projeto contra cursos a distância na área de saúde

Deputada apresenta projeto contra cursos a distância na área de saúde

Foto: Tácio Moreira / Metropress

A deputada Alice Portugal (PCdoB) apresentou um projeto na Câmara Federal para proibir a autorização e o reconhecimento de cursos de graduação ministrados na modalidade Educação a Distância (EaD) para a área de saúde. De acordo com a parlamentar, a formação de um profissional dessa área não poderia acontecer adequadamente sem o contato e integração com a comunidade.

“As diretrizes curriculares nacionais dos cursos de graduação da área da saúde têm em suas competências, habilidades e atitudes prerrogativas de uma formação para o trabalho em equipe de caráter multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar, à luz dos princípios do SUS”, argumentou.

Intoxicação após ingestão de peixe é causa de doença misteriosa, indica estudo

Intoxicação após ingestão de peixe é causa de doença misteriosa, indica estudo

Foto: Agência Brasil

O estudo sobre a doença misteriosa, que causa fortes dores musculares e urina preta, foi concluído na Bahia e descartou a infecção por vírus ou bactérias. De acordo com os pesquisadores — os mesmos que identificaram o vírus Zika no estado — a partir de agora, os próximos casos serão tratados como suspeitas de doença de Haff. Entre dezembro de 2016 e janeiro deste ano, foram 50 ocorrências.

Amostras de fezes, urina e sangue de 15 pacientes foram coletadas e analisadas pelos especialistas. Quase 100% do grupo ingeriu os peixes Olho de Boi e Badejo e, após o estudo, os pesquisadores concluíram que houve intoxicação. Apesar do resultado, ainda não há detalhes sobre a substância que provocou os casos. Um dos pesquisadores, Antonio Bandeira, disse ao G1 que um pedaço de peixe consumido por uma paciente foi encaminhado ao Ministério da Saúde e, posteriormente, para um laboratório nos Estados Unidos.

 

Com hospital investigado por irregularidades, Sesab fala em “problemas crônicos”

Com hospital investigado por irregularidades, Sesab fala em

Foto: Reprodução/Sindsaúde-BA

Instalações elétricas antigas, falta de medicamentos e higiene precária. Esses são alguns dos problemas do Hospital Couto Maia, localizado no bairro de Monte Serrat, em Salvador, listados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que investiga irregularidades na unidade. Classificando os problemas como “crônicos”, a Secretaria de Saúde do estado (Sesab) sugeriu que grande parte das questões está ligada ao tempo de atividade do hospital: 163 anos.

A secretaria falou ainda sobre o que tem sido feito para solucionar as irregularidades e justificou, por exemplo, a presença de equipamentos enferrujados em uma unidade especializada no tratamento do tétano. “Uma grande obra de reforma da unidade foi iniciada em abril de 2016, na qual foi trocada toda a rede elétrica, substituído o telhado e iniciada a pintura de um dos Pavilhões”, informou.

“Isto fez parte de um processo redirecionamento de verbas de custeio, o que fez com que a direção optasse por empregá-la no que era essencial à atenção ao paciente, como a manutenção de equipamentos médico hospitalares”, disse sobre a situação sobre os equipamentos

Estado de saúde de nadadora atingida por árvore é bom, diz boletim médico

Estado de saúde de nadadora atingida por árvore é bom, diz boletim médico

Foto: Reprodução/ Instagram

Segundo boletim médico divulgado na quinta-feira (9), o estado de saúde da nadadora Larissa Oliveira, internada desde a última quarta-feira (8), no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, é bom. A atleta passou por uma cirurgia por causa de um ferimento de 30 centímetros na coxa direita, depois de uma árvore cair sobre o seu carro durante o temporal que atingiu São Paulo na quarta-feira.

O hospital não deu previsão de alta e a equipe médica não informou ainda se ela ficará com sequelas por conta da lesão. Os médicos responsáveis pelo tratamento de Larissa são Rodrigo Novaes do Canto e Ricardo Basile.

Larissa participou da delegação brasileira que foi aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Ela completou cinco provas: 100 e 200 m livres, e nos revezamentos 4×100 m medley, e 4×100 m e 4×200 m nado livre.

Salvador adere às mudanças do Ministério da Saúde no calendário de vacinação

Salvador adere às mudanças do Ministério da Saúde no calendário de vacinação

Foto: Reprodução/Secom

As unidades de saúde de Salvador já estão adaptadas conforme as mudanças estabelecidas pelo Ministério da Saúde. As alterações ampliaram o calendário básico para seis vacinas: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.

O objetivo das mudanças é aumentar a proteção de crianças e adolescentes, uma vez que, entre adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola, bem como evitar novas contaminações de caxumba e coqueluche.

“Se você amplia a oferta de vacina para uma faixa etária maior, você tem um controle de doença mais abrangente na população. São mudanças importantes no combate a essas enfermidades”, explicou Doiane Lemos, subcoordenadora de controle de doenças imunopreveníveis. Além dessas mudanças, a vacina contra HPV também vai passar a ser disponibilizada para meninos

Turismo

Itacarezinho é o point para quem quer renovar as energias.

A paisagem da mata, com um design sofisticado de coqueiros, revela a arquitetura caprichada da natureza, desse paraíso chamado Itacaré.

Uma das mais belas e preservadas praias rurais da região, excelente para quem quer sombra e água fresca e renovar as energias. “Se vim a Itacaré, e não for a praia de Itacarezinho, é melhor falar que não veio a Itacaré, comentou o turista paulista João Claúdio, que ficou encantado com o local.
Para chegar nela necessita de veículo, a opção mais barata é pegar um ônibus, mas caso esteja de carro pode estacionar na beira da praia em um estacionamento particular. Ao chegar no local um mirante, com uma vista para o mar apresenta uma paisagem de tirar o fôlego.
Na praia de Itacarezinho tem boa infra-estrutura com restaurante, que leva o mesmo nome, onde pode-se também apreciar a natureza, mergulhar nas águas quentes e refrescantes.A trilha por dentro da mata, chega as praias da Engenhoca, Hawaizinho e Camboinhas, que são lindas e paradisíacas.
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Restaurante Itacarezinho

Uma dica para quem sonha com um lugar na frente da praia, com excelentes pratos. A gastronomia contemporânea, inspirada na comida baiana, com toques especiais de influências portuguesas, africanas, asiáticas e francesas. O chef Clecio Campos, um mineiro que não perdeu o sotaque, mas está completamente ambientado com a Bahia. Ele faz questão de apresentar pratos deliciosos, à base de produtos de cultivo orgânico. Uma dica é provar o Badejo Itacarezinho, sucesso no último festival gastronômico “Sabores de Itacaré”

Turismo

Prefeito de Itacaré reafirma na Câmara uma gestão de trabalho e transparência.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anísio, e o vice-prefeito Genilson Souza participaram na manhã desta terça-feira (07) da abertura dos trabalhos da Câmara de Vereadores para o exercício de 2017. Em seu pronunciamento o prefeito relatou a situação de dificuldade enfrentada pelo município, mas reafirmou que tem atuado com responsabilidade, transparência, integração entre as secretarias, planejamento e principalmente com a união de todos. Ele fez questão de colocar que desde a sua posse tem pautado sua gestão no compromisso de fazer de Itacaré uma cidade melhor, com mais oportunidades e garantindo mais desenvolvimento, emprego a renda.

Antônio de Anízio fez um relato das ações já desenvolvidas nesses dois primeiros meses de governo, com serviços que foram desde a recuperação do serviço de iluminação pública, reforma das unidades escolares, recuperação de estradas, melhoria do serviço de limpeza, implantação de programas e projetos sociais, incentivo à agricultura familiar, até mesmo a realização de grandes eventos, a exemplo do carnaval de Itacaré que chamou a atenção pela organização e pelo clima de paz e alegria que tomou conta da cidade. Outro ponto destacado foi a importância da união de todos, independente de partidos políticos, religião ou grupos, na construção de uma cidade cada vez melhor.

Com relação à situação do equilíbrio das contas públicas, o prefeito relatou que tem atuado com responsabilidade com o bem público, governando com austeridade e compromisso, sem inchar a folha de pagamento. Com esse equilíbrio, segundo ele, é possível governar prestando bons serviços aos itacareenses e turistas, sem comprometer a administração e sem atrasar os salários dos servidores, possibilitando ainda realizar obras e serviços para a comunidade.

O prefeito falou da importância dos legisladores como representantes do povo e da necessidade da independência e harmonia dos poderes para construir uma cidade melhor. Também destacou que é preciso garantir a qualificação profissional dos jovens e adultos e que para isso buscará parcerias com órgãos e instituições de ensino e formação para preparar e qualificar as pessoas para o mercado de trabalho.

A sessão de abertura dos trabalhos da Câmara Municipal foi presidida pelo vereador Leonildo Ribeiro (Canelinha) e contou com a participação de todos os demais vereadores. Participaram ainda os secretários municipais e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade. Logo na abertura foi feita uma oração pelo Pastor Cirilo e pelo Padre Ednaldo, que destacaram a importância dos gestores e agentes públicos se aproximarem cada vez mais de Deus para conseguirem a sabedoria necessária para o desempenho de suas funções e missões de bem representar o povo de Itacaré.