Noticias da agricultura

Na Folha: Faesp, sob mesmo comando há 40 anos, favorece presidente e filhos

Sob o mesmo comando há quatro décadas, a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) vem sendo utilizada para atender aos interesses dos cinco filhos de seu presidente, Fábio Meirelles, 88, deputado federal pelo então PDS de 1991 a 1995.

Representante de empresários rurais do Estado, a Faesp é bancada principalmente pela contribuição sindical obrigatória. Em 2016, o repasse foi de R$ 16 milhões.

Meirelles comanda ainda o conselho do Senar-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), mantido pelo chamado “sistema S”, também sustentado com contribuições compulsórias recolhidas pelas empresas. O Senar-SP recebeu em 2015, segundo o Tribunal de Contas da União, R$ 119,3 milhões.

Procurada pela Folha, a Faesp não respondeu às perguntas da reportagem.

FAMÍLIA

Para fazer a cobrança administrativa de empresários e proprietários rurais que não pagaram a contribuição sindical espontaneamente, a Faesp contratou a empresa Connect, que pertence a uma filha do presidente da federação, Telma Meirelles.

O contrato entre a Faesp e a Connect, obtido pela Folha, mostra que desde 2001 a empresa recebe, para enviar as guias de cobrança, 15% do imposto dos contribuintes.

O percentual é superior ao que a Faesp paga a advogados para receber os atrasados pela via judicial (12,5%).

Impostos serão elevados se necessário, diz Meirelles

BRASÍLIA (Reuters) – O governo elevará impostos caso preciso para o cumprimento da meta de resultado primário deste ano, afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acrescentando que também poderão ser feitos mais cortes nas despesas discricionárias.

“Se for necessário aumentar impostos, serão aumentados. Se for necessário contingenciar gastos públicos ainda mais, serão contingenciados. O que existe é um compromisso nosso de cumprir a meta de resultado primário para 2017”, afirmou.

Neste ano, a meta do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) é de um déficit primário de 139 bilhões de reais. Se confirmado, o resultado representará o quarto rombo consecutivo nas contas públicas. Segundo Meirelles, não há possibilidade de o governo revisar a meta.

Em coletiva de imprensa, o ministro também afirmou que o governo finalizará em até 30 dias uma proposta para simplificação tributária, contemplando PIS e Cofins, para apresentação ao presidente Michel Temer. O texto será então enviado ao Congresso num prazo de mais 30 dias, acrescentou ele, ressaltando que o modelo da reforma ainda não foi definido.

Mais cedo, Temer havia dito durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, que uma medida provisória para simplificação do PIS seria apresentada até o fim deste mês, com outra MP para simplificação do Cofins prevista até o fim do primeiro semestre.

TJLP

Meirelles terá nova reunião no Planalto no início da tarde, desta vez com participação do ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e da presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos.

Questionado a respeito do encontro, ele afirmou que será debatida, entre outras questões, o critério para fixação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), ressalvando que nenhuma decisão será tomada a respeito, já que trata-se de uma discussão voltada para o longo prazo.

“No curto prazo não haverá mudança. Não se pretende ter mudança neste ano”, disse ele, explicando que a ideia no longo prazo é que o critério de fixação da taxa seja definido para um prazo mais longo, em contraposição ao modelo atual de definição a cada três meses pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O ministro da Fazenda também afirmou que o BNDES não fará nova devolução de recursos ao Tesouro após o banco de fomento ter adiantado o pagamento de 100 bilhões de reais no ano passado, movimento que teve um efeito positivo sobre a dívida bruta.

Ferrugem rompe a barreira das carboxamidas na sojaAlerta no campo: Ferrugem rompe a barreira das carboxamidas, a última molécula atuante na defesa da soja

Nesta última quarta-feira (8), o FRAC Brasil ( Comitê de monitoramento de resistência de fungos à fungicida) divulgou que já começaram a aparecer resistências às carboxamidas (SDHI). Falhas de controle foram verificadas em áreas comerciais e experimentais nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul durante a safra 2016/17.

O professor Carlos Alberto Forcelini, da Universidade Federal de Passo Fundo, diz que a notícia “preocupa e afeta um grupo químico”, que ainda havia apresentado resistência aqui no Brasil. Logo, é possível que algumas partes do país já possuam uma diminuição na sensibilidade do fungo à carboxamida, “mas ainda é preciso avaliar a amplitude disso a nível nacional”, explica Forcelini.

Empresas e pesquisadores irão realizar coletas e análises na próxima safra para verificar as resistências nas mais diversas regiões. O professor aponta que o problema identificado está na incapacidade do fungicida de alcançar e afetar a enzima do fungo – que, neste caso, seria a enzima responsável pela produção de oxigênio.

A partir de agora, portanto, os produtores não devem aumentar o número de aplicações ou de dose com produtos a base de carboxamidas, mas proteger e permitir a cultura da soja por mais tempo no campo, combinando manejos diferentes para manter as carboxamidas funcionando efetivamente por mais tempo.

Obedecer o vazio sanitário, aumentar o controle e o manejo para que o fungo não seja trazido de safras anteriores e trabalhar de uma maneira “mais preventiva do que curativa” são algumas formas de controlar esta nova ameaça no campo.

O surgimento de novas moléculas, como aponta o professor, é um processo caro – logo, deve levar de 7 a 8 anos para novas moléculas surgirem no país. “Temos que trabalhar com os produtos que temos na mão. Temos esse desafio grande a médio prazo na cultura da soja”, diz.

Congestionamento no trecho Cuiabá-Santarém continua e prejuízos já chegam a R$ 150 milhões

O congestionamento do trecho Cuiabá-Santarém da BR-163 continua. Alguns caminhões conseguiram deixar o local na madrugada desta terça-feira (28) dada a trégua das chuvas, mas elas voltaram e o cenário agora é semelhante ao observado nos últimos dias. A estrada continua ainda em péssimas condições, com muita lama e impedindo até mesmo que as máquinas em sua potência máxima possam fazer seu trabalho para amenizar os problemas.

Novas fotos enviadas pelo caminhoneiro Antônio Carlos Souza Gonçalves, que está no local já há 20 dias, mostram que a situação ainda é bastante complicada. A estrada permanece intransitável, as chuvas voltaram a ocorrer em alguns pontos e os suprimentos básicos ainda não chegam.

“É um descaso muito grande com as pessoas que necessitam dessa rodovia”, diz Antônio Carlos. “Segundo a Polícia Rodoviária Federal, sairemos daqui amanhã (qunta-feira, 2). Temos que ir ao porto de Miritituba e depois voltar, e enfrentar tudo isso de novo”, completa.

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

Congestionamento na BR-163 - Pará

“Está tudo parado de novo, quem conseguiu sair nessa madrugada deu sorte”, relatou um caminhoneiro que ainda está no local. São mais de 4 mil motoristas de caminhão parados há mais de uma semana. Nesta quarta, deverão chegar cestas básicas ao local enviadas pelo Ministério da Defesa.

Parte do trecho havia sido liberado no último final de semana, e as expectativas são de que a pista seja completamente liberada até a próxima sexta-feira, 3 de março, de acordo com informações do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

O chefe da pasta, Maurício Quintella, irá, inclusive, discutir o transporte da soja pela rodovia nesta quinta-feira (2) com algumas das principais tradings mundiais de grãos, incluindo a Amaggi, a ADM, Cargill, Bunge e a Cofco. “O objetivo será definir a estratégia logística que garanta a manutenção da trafegabilidade ao longo da rodovia durante o chamado inverno amazônico e o consequente escoamento da produção agrícola”, diz a nota do ministério publicada pela IstoÉ Dinheiro.

O governo federal informou que estima o prejuízo imediato das transportadoras esteja em cerca de R$ 50 milhões, podendo subir. Enquanto isso, sem pavimentação e implementada há 41 anos, Mato Grosso perde com essa situação da rodovia, aproximadamente, R$ 2 bilhões ao ano, segundo reporta o G1 MT.

Um cálculo feito pela Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC) considerando os 15 dias de problemas já mostra, no entanto, que os prejuízos estariam próximos de R$ 150 milhões, já que as perdas diárias são de R$ 10 milhões. São perdas em mercadorias e custos com os caminhões.

Leia ainda:

Caminhoneiros parados em atoleiros na BR-163 perdem R$ 150 milhões, calcula associação

Caminhoneiros que estão parados na BR-163, no lado paraense, acumulam perdas diárias de R$ 10 milhões, conforme estimativa da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC). Considerando os 15 dias de problemas com atoleiros, a estimativa é que já foram comprometidos cerca de R$ 150 milhões em mercadorias e custos com os caminhões. Pelo menos 5 mil veículos não conseguem prosseguir num trecho de 32 km entre Novo Progresso e Caracol, no Pará.

Na região Norte de Mato Grosso, os produtores de soja estão preocupados com o excesso do grãos nos armazéns. A previsão é que os reparos nos trechos mais precários sejam realizados ainda esta semana. Presidente da ATC, Miguel Mendes, explica que o prejuízo por caminhão é de pelo menos R$ 2 mil/dia, considerando todos os custos e cargas transportadas.

Veja a notícia na íntegra no site Só Notícias com informação de A Gazeta

No G1 PA: Caminhoneiros parados na BR-163 recebem mantimentos

Os mais de 4 mil caminhoneiros que estão parados há mais de uma semana na rodovia BR-163, no sudoeste do Pará, começaram a receber água e mantimentos nesta terça-feira (28), doados pelo dono de um posto de combustíveis da região. O Ministério da Defesa enviou cestas básicas para a área e a chegada dos mantimentos está prevista para esta quarta-feira (1º) em Itaituba, de onde serão encaminhados para o local.

Fortes chuvas resultaram em um grande atoleiro no trecho da rodovia entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, que provoca um congestionamento de 50 quilômetros e impede a passagem de veículos. Na madrugada desta terça, parte do tráfego foi liberado no sentido Pará – Mato Grosso da rodovia.

Veja a íntegra no site do G1 PA

No G1 MT: Governo cita prejuízo de R$ 2 bi por ano e cobra pavimentação da BR-163

O governo de Mato Grosso cobrou do governo federal, neste domingo (26), providências para solucionar a falta de estrutura no trecho da BR-163 que corta do estado do Pará, onde cerca de cinco mil caminhões carregados se encontram parados devido a inúmeros atoleiros que surgiram após fortes chuvas na região. De acordo com o governo, a situação tem prejudicado o escoamento da safra de soja e milho de Mato Grosso.

O trecho da rodovia mais crítico fica entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, onde há um congestionamento de pelo menos 50 quilômetros e que impede a passagem de veículos no local.

Com perspectiva de pressão baixista nos preços, pecuaristas devem estar atentos às planilhas de custos

Perspectiva é de melhora na oferta, com os pecuaristas retornando ao mercado. A demanda segue fraca em meio à crise enfrentada pelo país, cenário que deve ainda pressionar negativamente os preços da arroba. Dólar atual não contribui para a competitividade do produto brasileiro.

Confira a entrevista de Thiago Bernardino de Carvalho – Pesquisador do Cepea

A volta do feriado de carnaval tem aumentado a procura por animais. Alguns frigoríficos com escalas mais curtas intensificaram a compra nesta semana, promovendo um pontual momento de alta, mas sem alteração na referência.

Conforme explica o pesquisador do Cepea, Thiago Bernardino de Carvalho, em função do carnaval alguns pecuaristas se ausentaram no mercado, dificultando a compra das indústrias. Agora com a normalização das atividades, pontualmente alguns frigoríficos paulistas – com intenção de alongar as escalas -, intensificaram as ofertas de compras.

Mas, apesar do aumento na procura por animais, Bernardino ressalta que esse é um movimento pontual e que no curto prazo a tendência da arroba bovina é baixista.

“Por outro lado, tivemos componentes do custo de produção que também apresentaram baixas”, lembra o Bernardino. Para ele, 2017 será um ano desafiador ao pecuarista que só irá “terá rentabilidade se garantir boa produtividade e equalizar os custos”.

No período das águas há uma melhora na disponibilidade de animais, além disso, neste ano os analistas esperam um abate maior de fêmeas em função do enfraquecimento nos preço do bezerro e boi magro.

Aliado ao aumento da oferta, o setor vive um dos piores períodos de consumo per capita de carne bovina da história. Dados do PIB (Produto Interno Bruto), divulgado nesta terça (7) apontou que a economia brasileira aprofundou a crise e encolheu mais do que o esperado no último trimestre de 2016, marcando a recessão mais longa do Brasil ao fechar o ano com queda de 3,6 por cento.

Com baixa capacidade aquisitiva, Bernardino lembra que “aumenta a competição da carne bovina com outra proteínas”. Assim, temos uma conjuntura de baixa demanda e oferta elevada em 2017.

E a dificuldade em escoar a produção não está apenas no mercado interno. “O câmbio em torno de R$ 3,30 deixa a nossa carne menos competitiva no mercado internacional e dificulta nossas exportações”, diz o pesquisador.

 

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