TSE faz acareações nesta sexta entre delatores da Odebrecht

Tribunal também tomará mais depoimentos ao longo do dia; ex-executivos da empreiteira deverão esclarecer doações à campanha de Dilma e Temer em 2014.


O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin conduzirá nesta sexta-feira (10) novos depoimentos e acareações entre delatores da Odebrecht na ação que investiga a campanha de 2014 da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer.

O tribunal apura desde 2015, a pedido do PSDB, se a chapa vencedora cometeu abuso de poder político e econômico e foi beneficiada com o esquema de corrupção que atuou na Petrobras, além de receber propina. Os advogados de Dilma e de Temer negam.

Ao todo, falarão nesta sexta sete ex-executivos da Odebrecht, de forma individual ou conjunta, para esclarecer fatos já narrados desde a semana passada sobre como a empresa realizava doações eleitorais e se relacionava com políticos – relembre o que já foi dito no vídeo abaixo.

Departamento de propina da Odebrecht movimentou mais de US$ 3 bi, diz ex-executivo

Acareações

Herman Benjamin fará duas acareações nesta sexta. A primeira será entre o ex-presidente do grupo Marcelo Odebrecht e o ex-vice-presidente de Relações Institucionais Claudio Mello Filho.

Os dois contaram sobre um jantar no Palácio do Jaburu em maio de 2014 no qual foi acertada uma doação de R$ 10 milhões para o PMDB.

A segunda acareação será entre Marcelo Odebrecht e os ex-diretores Hilberto Mascarenhas e Benedito Barbosa Júnior, que contaram como se operava o caixa dois na campanha de 2014, com repasse de doações não declarados à Justiça.

Veja abaixo quem participará das acareações:

  • Claudio Mello (no TSE, em Brasília) com Marcelo Odebrecht (no TRE do Paraná, por videoconferência);
  • Benedito Junior (no TRF-2, no Rio de Janeiro), com Hilberto Mascarenhas (no TRE de São Paulo), ambos por videoconferência, com Marcelo Odebrecht (no TRE do Paraná).

Quem vai depor

O primeiro a prestar depoimento nesta sexta será Fernando Migliaccio, um dos repensáveis pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O setor, segundo os delatores, servia para o pagamento de propina em dinheiro no Brasil e contabilizava os pagamentos ilícitos.

Em seguida, será ouvido, também em Brasília, José de Carvalho Filho, ex-funcionário que recebia pedidos de parlamentares por doações e levava as solicitações aos executivos da construtora.

O terceiro depoimento, na sequência, será de Maria Lúcia Tavares, por videoconferência, que também trabalhou no departamento de propinas da Odebrecht.

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