A Solidariedade Humana

Igrejas abrigam refugiados após incêndio em acampamento, na França
Um grupo de cristãos ajudou a levar os refugiados para um dos ginásios local, onde eles puderam receber abrigo de emergência.

As igrejas locais em Dunquerque, cidade portuária no norte de França, ajudaram a evacuar os imigrantes que foram aterrorizados na noite da última segunda-feira (10) quando um incêndio devastador se espalhou pelo acampamento. As informações são do Christian Telegraph com o World Watch Monitor.

O acampamento de La Linière em Grande-Synthe, nos arredores de Dunquerque, abrigava cerca de 1.500 imigrantes, incluindo cristãos convertidos. O local agora se resume a “um monte de cinzas”, de acordo com um funcionário local.

Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas, algumas como resultado do incêndio e outras por causa da briga de faca que a precedeu, quando os imigrantes curdos e afegãos entraram em confronto. Três iranianos convertidos ao cristianismo precisavam de tratamento médico para as pernas. Outro imigrante foi derrubado de um carro em uma estrada fora do campo e agora está em estado crítico.

Ontem à tarde (12) a polícia foi chamada para encerrar uma luta com facas, envolvendo seis pessoas, em que pelo menos cinco foram feridas. Mais tarde, por volta das 22h30, os imigrantes afegãos começaram a incendiar as cabines onde viviam os imigrantes e os incêndios se espalharam rapidamente. A polícia interveio.

Voluntários da igreja DK Live ajudaram a levar os migrantes para um dos ginásios locais, onde os moradores do campo receberam abrigo de emergência. O “Médicos Sem Fronteiras” disse que 600 pessoas ficaram desaparecidas após a evacuação do campo. Além disso, os membros da igreja evacuaram 19 cristãos convertidos do acampamento para a segurança de um albergue perto de Calais, propriedade de Jeunesse en Mission (JEM, o braço francês da JOCUM).

Uma voluntária da igreja DK Live foi ferida quando um policial bateu em sua mão com um bastão. Laila Mohamed, estava ajudando a evacuar imigrantes auxiliados por um iraniano que frequenta a igreja, chamada Ramin. Laila, que visitou o campo quase que diariamente durante meses, chegou lá às 23h. A polícia tentou atingi-la na mão e a Ramin na cabeça, com os bastões. Foi o que disse Lydie Granger, pastor da Dk Live, ao World Watch Monitor.

Outro líder da igreja local, Robert Despré, que dirige uma igreja evangélica na vizinha St-Omer, pagou para que três imigrantes pudessem passar a noite na segurança de um hotel. Michel Lalande, prefeito da região Nord da França, disse no dia 11 de abril que as centenas de cabanas do campo foram reduzidas a “um monte de cinzas”, acrescentando: “Será impossível colocar as cabanas de volta onde estavam antes”.

Além de procurar acomodação, a igreja deve lançar um apelo para arrecadar fundos e comprar comida e roupas para os imigrantes. A DK Live tem oferecido refeições quentes, roupas e apoio pastoral aos convertidos nos últimos 18 meses

 

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