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Com base em delação, Fachin autoriza que PGR solicite dados de entrada ao Jaburu

BRASÍLIA – O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que a Procuradoria-geral da República (PGR) solicite os dados de entrada no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente Michel Temer, no dia 28 de maio de 2014.

A data foi citada pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em acordo de delação premiada, e consta em inquérito aberto contra os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco, (Secretaria-Geral da Presidência).

No dia em questão, Melo Filho relata que houve um jantar no Jaburu com a presença do ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, Padilha e Temer. Ali teria sido feito um pedido de repasse de R$ 10 milhões, sob pretexto de financiar a campanha eleitoral de 2014.

Em seu depoimento, Marcelo confirmou o pedido e declarou que R$ 6 milhões seriam destinados ao então candidato a governador ded São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, e outros R$ 4 milhões a campanha de Temer à vice-presidência.

“Temer nunca mencionou para mim os 10 milhões, mas obviamente que no jantar ele sabia. Acertei com isso e acertei com o Padilha que dos 10, 6 iriam para o Paulo”, afirmou Marcelo, que ainda avaliou que ‘Temer não falaria de dinheiro’, nem com ele, ‘nem com a esposa, nem com ninguém’.

De acordo com a Procuradoria, “há fortes elementos que indicam a prática de crimes graves, consistente na solicitação por Eliseu Padilha e Moreira Franco de recursos ilícitos em nome do PMDB e de Michel Temer, a pretexto de campanhas eleitorais”.

Após as delações premiadas da Odebrecht, o próximo passo dos investigadores será verificar as informações dos depoimentos. No inquérito sobre os principais ministros de Temer, Fachin autorizou ainda levantamento sobre emendas parlamentares propostas por Padilha, à época em que foi parlamentar; o levantamento das obras da Odebrecht relacionadas ao cargo ocupado por Moreira na Secretaria de Aviação Civil e a oitiva do advogado José Yunes, amigo de Temer e ex-assessor especial do presidente.

Apesar de não poder ser investigado por atos anteriores ao mandato de presidente, Temer é citado em outro inquérito, aberto para investigar o senador Humberto Costa (PT-CE). “A investigação deve tramitar em conexão com a do senador Humberto Costa, com exceção do atual presidente da República, Michel Temer. Isso porque ele possui imunidade temporária à persecução penal”, disse o procurador-geral Rodrigo Janot no pedido de abertura de inquérito.

O ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial Márcio Faria da Silva, disse em seu acordo de delação que Temer comandou em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de US$ 40 milhões ao PMDB. O valor era referente a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobrás.

Em depoimento gravado, Silva disse que o encontro se deu no escritório político de Temer, em Alto de Pinheiros, em São Paulo, em 15 de julho daquele ano. Ele afirma que se surpreendeu com a forma com que se tratou do pagamento de propina.

Outro lado. Por meio de nota, o Palácio do Planalto reforçou que Temer jamais tratou de “negócios escusos”. “Como reiterado em outras ocasiões, o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento do seu nome em negócios escusos.” O texto diz ainda que Temer “nunca atuou em defesas de negócios particulares, nem defendeu pagamentos de valores indevidos a terceiros”.

Em vídeo publicado nas redes sociais do Planalto na última quinta-feira, Temer admite que fato que participou de uma reunião, em 2010, com Marcelo Odebrecht, mas nega que tenha solicitado propina. “A mentira é que nessa reunião eu teria ouvido referência a valores financeiros ou a negócios escusos da empresa com políticos”, afirma o peemedebista no vídeo.

A defesa do ministro Eliseu Padilha, representada pelo criminalista Daniel Gerber, já se manifestou dizendo que “todo e qualquer conteúdo de investigações será debatido exclusivamente dentro dos autos”. O ministro Moreira Franco declarou, por meio de assessores, que não vai comentar a abertura de inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer decide manter no governo todosos ministros citados em delações

Temer decide não afastar nenhum dos9 ministros citados em delações: Presidente considera que demissão em massa prejudicaria ainda mais o governo, que tenta aprovar uma série de projetos no Congresso
 Presidente considera que demissão em massa prejudicaria ainda mais o governo, que tenta aprovar uma série de projetos no CongressoApós a divulgação, na última terça-feira (11), da lista de inquéritos autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas delações premiadas da empreiteira Odebrecht, o presidente Michel Temer decidiu não afastar nenhum dos ministros investigados.

“Temer decidiu que não vai demitir ninguém”, disse um interlocutor do presidente.

Nove deles foram citados por ex-executivos da construtora: Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral; Gilberto Kassab, da Ciência, Tecnologia e Comunicações; Bruno de Araújo, das Cidades; Aloysio Nunes, das Relações Exteriores; Marcos Pereira, da Indústria e Comércio Exterior; Blairo Maggi, da Agricultura; Helder Barbalho, da Integração, e Roberto Freire, da Cultura. Todos negam irregularidades.

Eles são suspeitos de participar de esquema de corrupção e financiamento irregular de campanhas, nas mais diversas esferas de poder do país. De acordo com informações do blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1, a avaliação no Palácio do Planalto é que uma saída em massa prejudicaria ainda mais o governo, ainda mais agora, quando o Planalto tenta aprovar uma série de projetos no Congresso.

Temer chegou a criar uma espécie de “protocolo”, há cerca de um mês, segundo o qual ministro citado em delação só deixará o governo se for denunciado pelo Ministério Público e virar réu na Lava Jato.

Coreia do Norte diz que está pronta para guerra com armas nucleares

Temer decide manter ministros citados em delações
Pyongyang, 15 abr (EFE).- O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores de Coreia do Norte, Choe Ryong-hae, disse hoje durante um grande desfile militar em Pyongyang que o povo norte-coreano está “preparado para a guerra” contra os Etados Unidos com suas armas nucleares.

“Estamos completamente preparados para enfrentar qualquer tipo de guerra com nossas armas nucleares se os EUA atacarem a península da Coreia”, disse o considerado número dois do regime, em seu discurso pronunciado durante a exibição militar que serviu para comemorar o 105º aniversário do fundador do país, Kim Il-sung.

Durante o desfile do “Dia do Sol”, presidido pelo líder Kim Jong-un, o Exército norte-coreano mostrou seu arsenal, incluindo vários mísseis balísticos, entre os quais encontrava-se um possível novo projétil de alcance intercontinental.

“Se os EUA fizerem provocações imprudentes contra nós, nossa força revolucionária contra-atacará num instante com um ataque aniquilador e responderemos a uma guerra total com guerra total e a ataques nucleares com nosso próprio arsenal atômico”, disse Choe.

Ele também acusou os EUA de posicionar armas nucleares no Sul da península coreana, “o que está criando uma situação muito tensa que ameaça a paz e a segurança não só da região, como também do mundo inteiro”.

Washington decidiu enviar recentemente um porta-aviões nuclear à península da Coreia em resposta aos lançamentos de mísseis de Pyongyang e Washington, e chegou a insinuar que estuda a possibilidade de um ataque preventivo para frear os avanços armamentísticos do regime norte-coreano.

“Os imperialistas estão tentando isolar nosso povo onde as pessoas sós querem viver em paz”, assegurou o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores. EFE

Mais uma agência bancária é atacada com explosivos no Rio

Criminosos explodem agência bancária em Vila Isabel e trocam tiros com policiais: Com o impacto da explosão, o letreiro e o pórtico do Santander caíram, o rebaixamento de gesso veio abaixo e os vidros ficaram espalhados
 Com o impacto da explosão, o letreiro e o pórtico do Santander caíram, o rebaixamento de gesso veio abaixo e os vidros ficaram espalhadosRIO DE JANEIRO – Um dia após criminosos fortemente armados explodirem uma agência bancária em Vila Isabel, mais uma agência foi atacada com explosivos na zona norte do Rio. Na madrugada deste sábado, 15, bandidos explodiram um banco na Avenida do Exército, em São Cristóvão. Até o momento, ninguém foi preso.

De acordo com informações do 4.º BPM (São Cristóvão), policiais militares foram acionados após a explosão. No local, eles encontraram caixas eletrônicos danificados e acionaram a perícia da Polícia Civil.

A PM informou ainda que realizou buscas na região, mas não houve prisão de suspeitos. A ocorrência está sendo investigada pela 17.ª DP.

Um dia antes, na madrugada de sexta, criminosos explodiram uma agência bancária em Vila Isabel. Encapuzados e armados com fuzis, eles chegaram em uma pick-up e outros quatro veículos. Com o impacto da explosão, o letreiro e o pórtico do banco caíram, o rebaixamento de gesso veio abaixo e os vidros da fachada ficaram espalhados até o meio da rua.

País poderá julgar crimes da Odebrecht no exterior

BRASÍLIA – A parte sigilosa da lista de Fachin inclui nove determinações ao Ministério Público Federal para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a possibilidade de crimes cometidos no exterior pelo Grupo Odebrecht envolvendo agentes públicos ou privados estrangeiros sejam julgados no Brasil.

Executivos e ex-executivos da empreiteira admitiram que operações da empreiteira em nove países – Argentina, Venezuela, Equador, México, El Salvador, Colômbia, Peru, República Dominicana e Angola – continham práticas ilícitas.

Os valores descritos nas decisões do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, somam US$ 65,68 milhões – apenas uma fração do total que o grupo já admitiu ter pago em propinas internacionalmente.

Há relatos de propina envolvendo diversas obras na América Latina, como o metrô de Caracas, na Venezuela, e os Sistemas Troncais da Argentina.

Delatores narraram pagamento de US$ 1 milhão a um representante do Ministério de Energia do Equador com o intuito de obter a liberação do financiamento da Usina Hidrelétrica de Toachi Pilatón. Também valores foram pagos para campanhas eleitorais presidenciais em El Salvador – de Mauricio Funes, que teria recebido R$ 5,3 milhões – e do Peru, de Ollanta Humala – que teria recebido US$ 3 milhões.

Na África, um ministro de Angola, de identidade não revelada, teria recebido US$ 20 milhões para agir em favor dos interesses da empresa.

Um nome revelado foi o do Emilio Lozoya, que teria recebido US$ 5 milhões quando era presidente da Pemex, a estatal do petróleo do México, como contrapartida a benefícios indevidos obtidos pela Odebrecht.

Na maior parte dos casos, os pagamentos foram operados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o chamado “departamento da propina” da empreiteira.

Jurisdição. O que o STF e a Procuradoria-Geral da República precisam decidir, neste momento, é se os crimes cometidos no exterior estão sujeitos à jurisdição brasileira.

Para definir isso, Fachin pediu que a Procuradoria se manifeste à luz de dois artigos do Código Penal brasileiro, considerando o princípio da territorialidade (local onde o crime foi praticado em todo ou em parte) e a possibilidade de aplicação do Art. 337-B, que trata do crime de corrupção ativa em transação comercial internacional.

Independentemente de haver investigação no Brasil ou não, a Procuradoria-Geral da República já pode comunicar ao exterior os fatos narrados pelos delatores, para que possa haver investigação estrangeira.

Novos acordos. O ministro Fachin manteve o sigilo dos autos destes nove processos atendendo ao pedido da PGR, que informou haver tratativas entre o Grupo Odebrecht e alguns países para firmar acordos de colaboração, como feito no Brasil, admitindo crimes, pagando multas e identificando agentes públicos corruptos, sem encerrar as atividades no local.

A PGR se comprometeu a manter o sigilo até o dia 1.º de junho com os colaboradores, enquanto estes negociam acordos. O Estado apurou que já estão bastante avançadas as negociações da Odebrecht no Peru, na Colômbia e na República Dominicana.

Em dezembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a Odebrecht e a Braskem pagaram mais de US$ 1 bilhão para irrigar subornos e fraudes pelo mundo.

Escândalo político pode deixar Brasil paralisado, afirma Le Figaro

REUTERS/Adriano Machado
“Brasil está ameaçado de paralisia”, foi a manchete escolhida pelo jornal Le Figaro para repercutir os efeitos da decisão do ministro do STF de autorizar investigações sobre ministros, congressistas e outros representantes da classe política do país.

“Os brasileiros estão apavorados com o escândalo de corrupção da Odebrecht, que atinge em cheio a classe política até o alto escalão do governo”, afirma o jornal, ilustrando a reportagem com uma foto do presidente Michel Temer de cabeça baixa. A legenda informa que ele desviou o equivalente a 38 milhões de euros para financiar a campanha de seu partido. Le Figaro relata que Temer foi citado na acusação, mas não pode ser investigado pela imunidade que o protege até o fim do mandato, em 2018.

Outras personalidades citadas pelo jornal no meio da montanha de dinheiro ilegal usado para financiar campanhas políticas foram o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que teria se beneficiado de 4,5 milhões de euros por ocasião das Olimpíadas de 2016, e Aécio Neves, apresentado como líder de um grande partido.

“Os valores desviados dão vertigem nos brasileiros, que enfrentam uma grave crise econômica, e são confrontados com os detalhes do dinheiro da corrupção revelados pouco a pouco pelo escândalo tentacular”, escreve Le Figaro.

A reportagem dá destaque à declaração de Marcelo Odebecht de que ele “não conhece um político do Brasil que não tenha sido eleito com caixa 2”. A publicação de seu depoimento era esperada com muita ansiedade pela classe política, que tinha medo do efeito devastador sobre a população brasileira, que se encontra desiludida e obrigada a apertar o cinto devido à maior crise econômica em décadas.

Denúncia envolve vários ex-presidentes

Le Figaro lembra a seus leitores que as reações têm origem na decisão do ministro Edson Fachin de levantar o sigilo dos depoimentos à operação Lava Jato, após ter autorizado a abertura de investigação contra 78 políticos, entre ministros, parlamentares e outras personalidades políticas por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Os brasileiros chamam a lista dos políticos acusados de corrupção de ‘fim do mundo’ “, escreve a publicação. O diário francês reproduz uma declaração do secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner, de que se trata de uma “fotografia em alta definição que mostra a necessidade urgente de uma reforma política no Brasil”. Ele defende ainda uma mudança radical na prática política no país.

A reportagem informa ainda que a lista de acusados inclui os ex-presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. Segundo o depoimento de Marcelo Odebrecht, Lula e Dilma tinham conhecimento das práticas da empreiteira, acrescenta o texto.

Cabe ao Supremo Tribunal Federal analisar as provas e os depoimentos e isso poderá levar meses, até as eleições do ano que vem. Os políticos envolvidos clamam inocência e os partidos acusados já preparam o contra-ataque, diz o jornal, afirmando que vários projetos de lei já circulam no Congresso para limitar o poder dos magistrados e mudar a lei eleitoral.

Reforma da aposentadoria pode ser “vítima colateral”

Apesar de o presidente Michel Temer descartar o risco de uma paralisia governamental, Le Figaro afirma que a reforma do sistema de aposentadorias, essencial para a credibilidade do governo, pode ser uma das vítimas imediatas do terremoto político e jurídico provocado pela Lava Jato.

Isso porque o ministro da Economia já adiantou que a reforma deve ficar para o segundo semestre, enquanto o vice-presidente da Câmara estima que é melhor retirar definitivamente a proposta para não perdê-la, já que o momento não é favorável para aprovar qualquer reforma que seja no Congresso.

Temer vai antecipar indicação de Tarcísio Vieira para o TSE

Julgamento no TSE da chapa Dilma-Temer: Primeira sessão do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Os ministros decidiram prolongar o prazo para as alegações finais, a pedido da defesa, além de coletar depoimentos do ex-ministro Guido Mantega e dos publicitários João Santana, Monica Moura e André Santana
 Primeira sessão do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Os ministros decidiram prolongar o prazo para as alegações finais, a pedido da defesa, além de coletar depoimentos do ex-ministro Guido…Brasília – O presidente Michel Temer decidiu repetir a estratégia utilizada na nomeação do jurista Admar Gonzaga como sucessor do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves e, segundo interlocutores do Planalto, vai antecipar a escolha do advogado Tarcísio Vieira de Carvalho Neto para a vaga da ministra Luciana Lóssio, cujo mandato terminará no dia 5 de maio.

Temer e Tarcísio tiveram um rápido encontro na quinta-feira (13) no gabinete do presidente no Palácio do Planalto e, segundo relatos, foi algo protocolar. Tarcísio não conhecia pessoalmente Temer e a ocasião serviu para uma “apresentação formal”.

As modificações na Corte eleitoral acontecem em meio ao julgamento do processo que pede a cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer na eleição de 2014. Como cabe ao presidente a escolha dos membros do TSE, Temer foi aconselhado a manter o fundamento da escolha de Admar, respeitar o primeiro nome da lista tríplice e antecipar a nomeação para evitar especulações de interferência no processo no qual ele é uma das partes.

Tarcísio Vieira encabeça a relação por ser atualmente o primeiro ministro substituto do TSE entre os indicados para a vaga de juristas. A indicação pode acontecer já na semana que vem. Os outros indicados da lista tríplice eram o jurista Sergio Silveira Banhos e o advogado Carlos Bastide Horbach.

Com as mudanças feitas por Temer, a continuidade do julgamento será feita por uma composição diferente do dia 4 de abril, quando os ministros decidiram reabrir a fase de coleta de provas e concederam prazo de cinco dias para as alegações finais das partes, depois da conclusão das oitivas. O ministro Herman Benjamin, relator da ação no TSE, decidiu remarcar para o dia 24 deste mês os depoimentos do marqueteiro João Santana, da empresária Monica Moura e do funcionário do casal, André Santana. Com isso, o julgamento só deve ser retomado em maio.

Apesar de a estratégia do presidente de antecipar a escolha tenha como objetivo evitar especulações de interferência no processo, dentro do Planalto e na Corte eleitoral, há entre alguns auxiliares a percepção de que o ministro deve considerar a estabilidade política do país em seu voto.

Governo afegão diz que há 94 mortos do EI após bombardeio dos EUA

Pentágono publica vídeo do lançamento da ‘Mãe de todas as bombas’ no Afeganistão
Pentágono publica vídeo do lançamento da ‘Mãe de todas as bombas’ no AfeganistãoAutoridades locais da província afegã de Nangarhar informaram neste sábado que o projétil americano MOAB, chamado de “mãe de todas as bombas” e lançado na quinta-feira passada sobre uma base do Estado Islâmico (EI), matou 94 membros do grupo jihadista, entre eles quatro líderes.

As autoridades de Nangarhar identificaram os líderes do EI mortos como Hamza Abubakr, Hamid, Mohammad Ibrani e Hafiz Sayed. Segundo os oficiais, também foram destruídos “três túneis e um depósito de munição”. O governo afegão assegurou que não houve baixas civis.

Na sexta-feira, o Ministério de Defesa afegão havia confirmado 36 mortes do EI. A previsão é de que o órgão divulgue hoje novos dados sobre o resultado da operação. Também na sexta o grupo terrorista divulgou um comunicado, por meio da agência de notícias Amaq, em que negava que tenham se registrado mortos ou feridos em suas fileiras após o ataque.

O bombardeio com a MOAB, uma bomba de 9.5 toneladas que tem poder de penetração suficiente para destruir instalações militares subterrâneas, foi executado na quinta-feira às 19h do horário local, (11h30 em Brasília), no distrito de Achin, na província oriental de Nangarhar, com a aprovação do presidente americano, Donald Trump.

Polícia investiga nova carta reivindicando autoria de ataque a ônibus em Dortmund

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© Foto: ReutersA polícia alemã informou, neste sábado, que está investigando uma terceira reivindicação de autoria do ataque contra o ônibus do Borussia Dortmund, ocorrido na terça-feira passada. Segundo as autoridades responsáveis, a nova possibilidade apresenta como motivação para o ataque uma retórica de ultradireita.

O diário Tagesspiegel, de Berlim, publicou na edição deste sábado que havia recebido um e-mail, na última quinta-feira, no qual o autor anônimo fazia menção ao líder nazista Adolf Hitler, pregava contra o multiculturalismo e afirmava que o ataque em Dortmund era uma “última advertência”. O escritório da promotoria federal confirmou ter recebido o e-mail do jornal.

Três explosões atingiram uma janela do ônibus que levava a delegação do Borussia do hotel onde estava hospedada em direção ao estádio de Dortmund para a disputa do jogo contra o Monaco, válido pela Liga dos Campeões da Europa. Um policial e o zagueiro espanhol Marc Bartra foram feridos na explosão.

No local do atentado, foram encontradas três cópias de uma carta reivindicando autoria do ataque, segundo a qual o mesmo teve motivação islâmica extremista. Mas as autoridades levantaram a possibilidade de se tratar de uma pista falsa. Os investigadores questionaram também a credibilidade de outra reivindicação, divulgada na internet, que sugeria um motivo ultraesquerdista para o ataque.

O CEO do Borussia, Hans-Joachim Watzke, admitiu que o clube considerou a possibilidade de se retirar do torneio após o ocorrido. “Me perguntei por um momento se deveríamos nos retirar completamente da competição”, disse Watzke em uma entrevista para a revista alemã Der Spiegel. “Mas penso que (a desistência do torneio) teria sido uma vitória para os autores do ataque”, completou o dirigente do time alemão.

Watzke também contou que transmitiu aos jogadores a opção de decidir se queriam ou não jogar. “Disse: se alguém que não se sente em bom estado para jogar, pode dizer ao treinador. Nós entenderemos totalmente e ofereceremos todo o respaldo possível”, revelou o CEO do clube alemão. Vários atletas criticaram a decisão de realizar a partida tão rapidamente após o atentado, mas ninguém se recusou a entrar em campo no duelo que foi reagendado de terça-feira para a última quarta. O time alemão, ainda em estado de choque, perdeu por 3 a 2. Agora, o time de Dortmund terá de reverter a vantagem adversária no jogo da volta, que será realizado no Principado de Mônaco, na próxima quarta-feira.

BARTRA

zagueiro Marc Bartra, atingido no braço por estilhaços na explosão da última terça, deixou o hospital onde estava internado neste sábado, conforme anunciou o clube na sua conta oficial no Twitter. O jogador, que precisou ser submetido a uma cirurgia na noite de terça-feira, sofreu uma fratura do rádio (osso do antebraço) e teve também ferimentos na mão direita. O jornal alemão Bild publicou uma foto de Bartra ao lado de familiares ainda no hospital, demonstrando que estava bem. O treinador do Borussia, Thomas Tuchel, acredita que o zagueiro estará de volta à

Delação da Odebrecht: tudo o que foi revelado pelos depoimentos até agora

Marcelo Odebrecht, em depoimento à Justiça sobre o escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato.© Fornecido por El País Marcelo Odebrecht, em depoimento à Justiça sobre o escândalo de corrupção investigado pela operação Lava Jato.O esquema protagonizado pela construtora e políticos de diversos partidos é um dos principais capítulos do maior escândalo de corrupção da história recente do Brasil: além do presidente Temer e da cúpula do Congresso Nacional, são citados pelos delatores quatro ex-presidentes da República: Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso. Os detalhes desse esquema constam em vários vídeos das delações de executivos e ex-executivos da empreiteira, entre eles, o do empresário Marcelo Odebrecht.

O presidente Michel Temer, um dia após a divulgação das delações da Odebrecht que envolvem a cúpula de seu Governo.

Tudo o que foi publicado com base na delação do fim do mundo:

Joédson Alves EFE

Veja quem será investigado pelo Supremo

Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF manda investigar cúpula do Executivo e Legislativ. Confira todos os nomes da lista de Fachin.

Delações da Odebrecht chocam com relatos de corrupção explícita

Primeiros vídeos com depoimentos da Odebrecht descortinam transações entre políticos e empreiteira

Quem são e quais acusações que pesam sobre oito ministros de Michel Temer

Toda a cúpula política brasileira está sob a mira da Justiça: oito ministros do Governo Michel Temer, quatro ex-presidentes da República, e 71 parlamentares, entre deputados e senadores.

Toda a cúpula política do Brasil sob a mira da Justiça

Lista de Fachin, relator da Lava Jato no STF, atinge oito ministros e quase todas as esferas de poder

Eraldo Peres AP

Delações da Odebrecht engordam acusações contra Lula às vésperas do embate com Moro

Depoimentos podem dar origem a novas ações no âmbito da Lava Jato para investigar o petista

Caixa 2, reforma do sítio e Angola: as acusações contra Lula enviadas a Sérgio Moro

Edson Fachin remete cinco acusações contra petista à Justiça do Paraná. Uma sexta vai para São Paulo

Aécio e cúpula do PSDB de SP são alvos. FHC recebeu caixa 2

Tucano, de pretensões presidenciais, teve cinco inquéritos abertos pelo STF. José Serra também consta da lista, com acusações de recebimento de propina

Mary Altaffer AP

Dilma e Odebrecht, uma “conflituosa” relação de benefício mútuo

Delatores dizem que ex-presidenta sabia de caixa dois e ilícito na Petrobras. Dilma nega em nota

JEON HEON-KYUN EFE

Kassab lidera doações em caixa 2 dos ministros de Temer

Segundo delatores, atual ministro da Ciência e Tecnologia era nome em ascensão com novo partido

UESLEI MARCELINO REUTERS

Temer nega ter pedido propina a delator da Odebrecht, mas não rebate acusações de Janot

Presidente grava vídeo no qual admite reunião com executivo que o acusa de haver pedido 40 milhões de dólares

Eraldo Peres AP

Janot: Michel Temer capitaneava esquema de propinas do PMDB

Procurador-geral encontrou motivos para investigar presidente, mas é impedido por “imunidade temporal”

Eraldo Peres EFE

Alckmin, o “candidato com muitos valores” que teria recebido 10 milhões em propina

Governador de São Paulo foi delatado por três funcionários da construtora Odebrecht. Eles dizem que o cunhado de Alckmin era quem tratava da propina de suas campanhas

Joédson Alves EFE

Temer ignora o ‘furacão Fachin’ de olho nas reformas, mas Congresso hesita

Presidente diz que o Legislativo não pode parar, mas Câmara e Senado interrompem as sessões do dia

Lista de Fachin: quem não tem foro tem medo

Reformas do Governo Temer devem sofrer com a investigação de parlamentares, mas possíveis condenações no Supremo tribunal Federal estão muito distantes. Vara do juiz Sérgio Moro é exceção

Bacalhau, pastel, e política: um dia na feira após a delação da Odebrecht

Em feira de SP, eleitores lamentam ter de escolher nomes na hora da xepa da corrupção política

Mapa das delações: quem são os principais delatores da Odebrecht

São mais de 800 depoimentos de 78 ex-funcionários da empresa, que aceitaram revelar o que sabem em troca de penas mais brandas pelo envolvimento no escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava Jato.

Odebrecht diz que bancou eventos de1º de Maio da Força Sindical

Odebrecht diz que bancou eventos de1º de Maio da Força Sindical: Paulinho da Força também teria ajudado a desmobilizar greves de trabalhadores nas regiões Norte e Nordeste em troca de pagamento
 Paulinho da Força também teria ajudado a desmobilizar greves de trabalhadores nas regiões Norte e Nordeste em troca de pagamentoA empreiteira Odebrecht bancou eventos do Dia do Trabalho organizados pela Força Sindical, central controlada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força.

O deputado e sindicalista também teria ajudado a Odebrecht a desmobilizar greves de trabalhadores nas regiões Norte e Nordeste em troca de pagamentos.

As informações constam do depoimento de Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, que firmou acordo de colaboração com a Lava Jato.

“Uma das atribuições que eu tinha desde o início da minha carreira profissional era ter ligações com o pessoal dos sindicatos. E, com isso, eu desenvolvi com o próprio Paulinho umas ligações que tinham no início, relações até procurado por ele, de financiar os eventos de 1º de Maio, no Dia do Trabalhador, que ele leiloa automóveis, apartamentos”, afirmou o delator.

“É verdade que nós fazemos também isso para a CUT, mas com ele [Paulinho] era mais específico”, disse.Paulinho é investigado em dois inquéritos abertos na semana passada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin.

A Procuradoria Geral da República apontou indícios de que valores não contabilizados recebidos por ele foram em troca de algum favor prestado à Odebrecht.

Os inquéritos apuram supostos repasses não declarados de R$ 1 milhão para a campanha de Paulinho em 2014 e de R$ 400 mil em 2010, além de R$ 500 mil doados oficialmente em 2012, quando ele disputou a prefeitura.

“Aí nós tínhamos um interesse específico, porque estávamos com greves na refinaria Rnet [Abreu e Lima] e estávamos tendo dificuldades expressivas com os trabalhadores das usinas do rio Madeira […], e a Força Sindical era a central que comandava aquela região”, disse o delator.

Segundo Alencar, a atuação de Paulinho “atenuou” as greves e o “quebra-quebra”. Paulinho nega as acusações. “Se teve dinheiro, foi dentro da lei. Nosso partido nem multa tem”, afirmou. Com informações da Folhapress.

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