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Greve geral: protesto acaba em confronto entre manifestantes e policiais, no Rio

Os protestos contra as reformas trabalhista e da Previdência, no Rio de Janeiro, acabaram em confronto entre policiais e manifestantes em diversos pontos do Centro da cidade, nesta sexta-feira (28). O ato fez parte da greve geral convocada em todo o país, e que mobilizou ativistas em diversos estados.

No Rio, os confrontos começaram à tarde, em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde um grupo se concentrava pacificamente para seguir em direção à Candelária e começou ser dispersado com bombas de efeito moral pela polícia.

Na sequência, teve início uma série de cenas de vandalismo e de repressão por parte do policiamento. Confrontos aconteceram nas principais avenidas do Centro, como Rio Branco e Presidente Vargas. Ônibus e lixeiras foram incendiados, ao mesmo tempo em que agentes atiravam balas de borracha e bombas de efeito moral. Bombas também foram atiradas na estação do metrô da Cinelândia, que acabou sendo fechada.

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O comércio da região central do Rio de Janeiro foi fechado, por medida de segurança, devido aos constantes enfrentamentos entre a tropa de choque da Polícia Militar. Na Avenida Rio Branco, esquina de Rua do Ouvidor, várias agências bancárias foram depredadas. Uma delas teve as portas de vidro quebradas e computadores e cadeiras da agência arrancados e jogados no chão. Várias estruturas de vidro dos pontos de ônibus também foram destruídos ao longo da Avenida Rio Branco e Primeiro de Março.

O cheiro do gás se espalhou no ar e chegou ao alto dos edifícios de mais de 15 andares na Avenida Rio Branco e ruas próximas. As duas linhas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que circulam no centro do Rio foram paradas. A primeira delas liga a Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para a Avenida Presidente Vargas com Primeiro de Março, onde manifestantes atearam fogo em caçambas de lixo e placas de compensado e interditaram a pista. As pistas do Aterro do Flamengo em direção ao centro do Rio chegaram a ser fechadas.

A greve, a revolta e os roubos que destruíram o país

Maiores responsáveis pelos saques ao Brasil deveriam estar trancafiados nos porões mais sombrios

Depois de Sérgio Cabral, de mais de R$ 1 bilhão em roubo, depois de alguns bancos terem operado no imposto de renda, depois da velocidade dos depoimentos na Operação Lava Jato, que realmente é a grande responsável pela crise que o país vive, com as acusações de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraudes em licitações, formação de cartel, superfaturamento e mais um rol de crimes que desnorteiam a sociedade, não se entende a demora e a falta de informações sobre os crimes dos banqueiros. Não se entende como os grandes responsáveis pela destruição dos país, os empreiteiros, fundamentalmente os presidentes das empresas, possam ainda estar fazendo delações não na justiça, mas na imprensa, como se fossem verdadeiros heróis da pátria.

Eles já deviam estar trancafiados nos porões mais sombrios, para que pudessem sofrer o que os desempregados, os mortos pela falta de remédio e hospitais – até mesmo numa classe mais elitizada – estão sofrendo. Deveriam estar trancafiados para que também não sofressem moradores de prédios em que viviam esses ladrões, como reclamaram os vizinhos do também desqualificado membro da quadrilha que golpeou o Rio de Janeiro durante 12 anos, doutor Sérgio Côrtes – tão importante em seu tempo e tão protegido por médicos importantes do Rio de Janeiro.

A greve é o simbolismo de tudo isso que estamos vivendo em nosso país, e principalmente nesse estado que já foi cartão postal da maravilha vista pelo mundo. Hoje é um cartão postal distribuído no mundo para não ser visitado.

Não serão precisos anos, mas sim gerações para que um dia esse estado seja recuperado. Só não esperamos que também seja preciso o mesmo tempo para recuperar o Brasil.

Gilmar Mendes manda soltar Eike Batist

De acordo com a decisão do ministro, Eike deverá ser solto se não estiver cumprindo outro mandado de prisão. Caberá ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, avaliar se o empresário será solto e aplicar medidas cautelares.

Empresário foi preso em janeiro, na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato
Empresário foi preso em janeiro, na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato

Segundo as investigações, Eike teria repassado US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador Sérgio Cabral, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Anselmo, e uma ação fraudulenta que simulava a venda de uma mina de ouro, por intermédio de um banco no Panamá. Em depoimento à PF, Eike confirmou o pagamento para tentar conseguir vantagens para as empresas do grupo EBX, presididas por ele.

No habeas corpus, a defesa de Eike Batista alegou que a prisão preventiva é ilegal e sem fudamentação política. Para os advogados, a Justiça atendeu ao apelo midiático da população .

“Nada mais injusto do que a manutenção da prisão preventiva de um réu, a contrapelo da ordem constitucional e infraconstitucional, apenas para satisfazer a supostos anseios de justiçamento por parte da população, os quais, desacoplados do devido processo legal, se confundem inelutavelmente com a barbárie”, argumenta a defesa.

Mídia internacional repercute greve geral contra reformas do Governo Temer

Principais jornais da América Latina, Europa e EUA noticiaram manifestações

The New York Times publicou uma longa matéria sobre as manifestações desta sexta-feira, sob o título “Brasil se mobiliza contra austeridade”. O renomado jornal norte-americano salienta que as greves que ocorrem em todo o país, são lideradas por sindicatos brasileiros em protesto contra as medidas de austeridade do presidente Michel Temer. Times diz que atos paralisaram o transporte público em várias cidades importantes de toda essa nação de tamanho continente, enquanto fábricas, empresas e escolas fecharam.

O jornal alemão Deutsche Welle diz em sua manchete que “Brasileiros se mobilizam pela democracia” e lembra que a última greve geral no Brasil ocorreu em 1996, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Deutsche Welle conta que os sindicatos brasileiros convocaram a primeira greve nacional em 21 anos, contra as reformas trabalhistas e de aposentadoria, sugeridas pelo governo conservador do presidente Michel Temer.

O diário argentino Clarín alerta para a paralisação como sendo uma das piores sexta-feiras para se movimentar no Brasil, especialmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. O noticiário afirma que as reformas trabalhista e da Previdência são o principal motivo dos atos. O texto descreve os últimos acontecimentos em torno dos escândalos de corrupção envolvendo políticos e as empresas Petrobras e Odebrecht.

O espanhol El País fala em seu título que “Uma greve geral desafia as reformas do governo brasileiro” e analisa que o governo brasileiro está apostando seu futuro nos próximos dias. O vespertino ressalta que os sindicatos decidiram desafiar as reformas de Temer na rua.

Ministro da Justiça avalia que greve foi um fracasso e dá força às reformas

“Eu avalio com otimismo. Nós tínhamos a expectativa de uma manifestação muito expressiva e isso não aconteceu”, disse. Durante a conversa com a reportagem, Serraglio relatou estar no interior do Paraná, onde disse que “está tudo absolutamente normal” – uma demonstração de que o movimento não ganhou adeptos no interior do país.

“A população está desejando que se arrume o país”, avaliou o ministro
“A população está desejando que se arrume o país”, avaliou o ministro

Ainda de acordo com o ministro, as centrais sindicais utilizaram a estratégia de paralisar os serviços de transportes, o que impossibilitou muitos trabalhadores de comparecerem aos serviços hoje. “Essa foi uma estratégia das centrais, o que demonstra que a greve não foi real. Se fosse uma greve real não haveria necessidade disso porque não haveria demanda pelo transporte, as pessoas estariam paralisadas”, disse.

Força às reformas

Para Serraglio, a baixa adesão da população dá força às reformas e provoca uma pressão no Congresso Nacional no sentido inverso ao pretendido pelos sindicalistas. Na opinião dele, se não houve um grande movimento, um sinal que a população passa é de apoio às reformas do governo. “A população está desejando que se arrume o país”, avaliou.

Segundo o ministro, a greve não aponta críticas a pontos da reforma da Previdência ou trabalhista e sim contra a realização das reformas como um todo. “Não tem como pensar a solução para o país sem as reformas. As pessoas responsáveis sabem que são necessárias”, disse.

Serraglio disse que está monitorando os atos que ainda ocorrem em todo o país e o Ministério da Justiça está acompanhando em conjunto com secretarias de Segurança Pública para tentar evitar situações de violência no fim dos atos. Para ele, os confrontos entre manifestantes e policiais, a exemplo do que aconteceu no centro do Rio de Janeiro, traduz uma tentativa de “criar um fato”. “São táticas de provocação. Quanto menos têm sucesso, mais provocam para criar um fato. Colocam 20 pessoas em confronto, alguém se vitimiza e vira notícia”.

No Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer conversou com os ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), em reuniões ao longo do dia e fez com eles uma avaliação do alcance das manifestações e da adesão à greve. A constatação, conforme mencionado por Serraglio, é que a mobilização foi menor do que se esperava.

Mensagem no Dia do Trabalho

Temer gravou hoje uma mensagem que será divulgada na segunda-feira (1º), Dia do Trabalho. A mensagem será divulgada apenas pela Internet. Nela, o presidente vai defender as reformas trabalhista e previdenciária, que o governo considera fundamentais para a geração de empregos e o crescimento Económico.

Polícia Militar prende 16 pessoas que protestavam em São Paulo

Pelo menos 16 pessoas foram presas nesta sexta-feira (28) até as 10h, na cidade de São Paulo, nas manifestações contra as reformas da Previdência e trabalhista. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado alegou suposta agressão a policiais e atos de vandalismo.

Às 10h, havia nove pontos de vias com bloqueios à circulação de veículos, informou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Um desses locais era a Marginal Tietê, sentido rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra, onde os ativistas colocaram obstáculos sobre uma das quatro faixas de rolamento, na altura da Ponte do Piqueri.

De acordo com a CET, desde cedo os ativistas fazem barricadas com pneus e outros objetos, aos quais ateiam fogo, em atos-relâmpagos. A Polícia Militar (PM) dispersou os manifestantes, que teriam se dirigido a outras regiões da cidade.

Às 7h, havia 85 quilômetros (km) de lentidão, quando o normal para esse horário oscila entre 15 e 37 km. Às 10h, a CET registrou  16 km de vias paradas.

Nas rodovias, um dos locais obstruídos foi a Régis Bitencourt, na altura do km 273, em Taboão da Serra.

O secretário de Segurança Pública, Mágino Barbosa Filho, disse entrevista a uma emissora de rádio que até as 10h não havia registro de feridos e nem relatos de destruição ao patrimônio público. De acordo com ele, entre os detidos estavam pessoas carregando galões com gasolina e pregos, que seriam utilizados para jogar nas vias para furar os pneus de veículos que ultrapassem as barreiras montadas. O secretário alegou ainda que a ação policial teve o objetivo de garantir o direito constitucional de ir e vir.

Políticos se manifestam nas redes sociais sobre a greve e manifestações no país

Veja o que cada um falou a respeito: 

A favor da Greve:

Deputado Estadual no Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (Psol):

“Um congresso e um governo de corruptos com apenas 4% de aprovação não pode rasgar os direitos históricos de todas e todos os brasileiros. Contra as reformas trabalhista e da previdência de Temer! Hoje eu paro pelo nosso futuro, de nossos filhos e netos”, escreveu em sua página no Facebook.

Vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT)

“A mobilização da sociedade nunca foi tão necessária para, juntos e juntas, impedirmos esse [reforma trabalhista] e outros retrocessos no país!”, escreveu Suplicy em seu Twitter nesta quinta-feira (27).

Deputado Federal Chico Alencar (Psol)

“Quem para hoje conhece o valor do seu trabalho, único criador de riqueza. Quem não aciona as máquinas quer, com o silêncio, gritar alto que “quem toca o trem pra frente pode de repente fazer o trem parar’. As salas de aula vazias dão a lição maior: é preciso ler o mundo, é preciso aprender, solidariamente?nte, com a realidade, é urgente denunciar as injustiças, os ladrões dá esperança. É um dever e um direito lutar contra os usurpadores dos direitos!”, escreveu em sua página no Facebook.

Deputado Federal Paulinho da Força (Solidariedade)

“Povo e Congresso rejeitam propostas da reforma da Previdência do governo. Dia 28 de abril é dia de reivindicar”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Contra a Greve: 

Prefeito de São Paulo João Dória (PSDB)

“Pessoal, sexta-feira, 28 de abril de 2017, será dia de trabalho! Mais um dia para construirmos um país digno e honrado. Quem ama o Brasil, trabalha!”, escreveu Dória em sua página do Facebook.

Deputado Estadual Flávio Bolsonaro (PSC)

“Não é greve, é falta de condução coercitiva! Claramente hoje esse movimento é uma disputa politica já visando eleições presidenciais do ano que vem. Tanto que não tem adesão nenhuma da população, zero”, disse o deputado em um vídeo publicado em sua página no Facebook.

Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio

O empresário Marcelo Odebrecht entregou à Operação Lava Jato documentos para corroborar suas declarações ao Ministério Público Federal. Um deles é o registro da portaria do condomínio onde mora, em São Paulo, que aponta o número da placa do carro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a entrada do veículo em 26 de maio de 2014, às 20h50. As informações são do Estado de S. Paulo.

O empreiteiro tenta confirmar um jantar, naquela data, no qual teria acertado com o tucano ‘pagamentos mensais para o PSDB’. Segundo Marcelo Odebrecht, o encontro ocorreu ‘antes da campanha presidencial de Aécio Neves de 2014 se tornar oficial’.

“Pelo que me recordo foi no montante de R$ 500 mil, para bancar os gastos pré-campanha, sendo que coube a Benedicto Junior acertar os detalhes como estes pagamentos se dariam. Posteriormente, doamos de forma oficial para Aécio, por conta de sua campanha a presidente de 2014, aproximadamente R$ 5 milhões”, informou o executivo no anexo de sua delação premiada.

Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio
Marcelo Odebrecht entrega registro de condomínio para confirmar jantar com Aécio

“Eu acertei com ele um valor de gastos pré-campanha, entendeu? Depois, a gente tentou recuperar como foi operacionalizado, mas nem eu nem Júnior (Benedicto), a gente se lembra. Aparentemente, pode ter sido até por doação oficial ao PSDB ou por caixa 2. Mas foram para gastos pré-campanha, e a gente bancou assim durante 10 meses valores que eu…, mas foi algo entre… Mas aí é que está o detalhe, eu me lembrava que eram R$ 500 mil por mês por 10 meses e aí a gente só conseguiu achar… não consegue. Eram valores relevantes pré-campanha para 2014 e que foram operacionalizados ou pagos ao PSDB, antes da abertura do comitê dele, ou por caixa 2”, relatou.

“Esse foi o valor que eu acertei com o Aécio, era um momento que não tinha aberto o comitê e o PSDB precisava disso para gastos pré-campanha, questão de pesquisa essas coisas todas. Depois a gente fez uma doação oficial a Aécio, num montante mais ou menos equivalente ao montante para Dilma (Rousseff), que era mais ou menos 5 milhões. Deve ter feito também alguma contribuição que eu não me lembro mais, por volta de 2, 3 milhões no Comitê do PSDB para ele. Do ponto de vista oficial, a gente equilibrou o valor de Aécio com o valor de Dilma.”

 

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