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Ato de 1º de maio no Rio condena reformas trabalhista e da Previdência

RIO – O ato de 1º de Maio, Dia do Trabalho, na Cinelândia, traz mensagens contra as reformas reformas trabalhista e da Previdência e a truculência policial. As pessoas começaram a chegar por volta de 10 horas e as participações começaram pouco antes de meio-dia.

O ato acontecia de maneira tranquila até pouco antes de 13h, quando um princípio de confusão ocorreu na hora que parlamentares começavam a falar no palco. Um suposto integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) interrompeu o discurso do deputado Wadih Damous (PT-RJ) com uma bandeira da monarquia e foi agredido por manifestantes. Ele foi então retirado do local por integrantes da CUT.

O policiamento está reforçado no entorno da Cinelândia, com a participação da Polícia Militar, Guarda Municipal, Operação Centro Presente e agentes do Batalhão de Choque. Pessoas ostentam cartazes com mensagens contra as reformas trabalhista e da Previdência.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que participa do ato no Rio, disse que esse Dia do Trabalho tem característica especial.

— O ato já aconteceria porque é tradição, mas neste ano é uma luta contra o Estado de exceção que vivemos, em um cenário de retirada dos direitos dos trabalhadores. Além disso, é uma resposta à repressão selvagem da última sexta-feira — afirmou.

 

ATOS DE 1º DE MAIO PELO BRASIL

  • Rio e São Paulo fizeram vários atos pelo feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalho. Na Cinelândia, políticos e sindicalistas fizeram discursos contra as reformas trabalhista e da Previdência. Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

  • No ato de 1º de maio da Cinelândia, um manifestante faz uma encenação como se comesse uma carteira de trabalho, símbolo da legislação trabalhista, enquanto outro está fantasiado de vampiro, representando o presidente Michel Temer. Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

  • Diferentes grupos participaram do ato contra as reformas, como aqueles que defendem direitos de mulheres. Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

  • O entorno da Cinelândia teve policiamento intensivo. Foto: Marcelo Theobald / Marcelo Theobald

  • Em São Paulo, há diferentes pontos de manifestações. Pela manhã, políticos e artistas se reuniram na Praça Campo de Bagatelli.Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

  • Deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, ameaçou novos protestos caso as reformas sejam aprovadas. Foto: Marcos Alves / Agência O Globo

Um grupo anima o ato ao som de músicas clássicas nordestinas, como “Asa Branca”. Organizadores prometem, ao longo do dia, forte discurso contra as reformas e retirada de direitos dos trabalhadores.

— Será um ato para mostrar a força do trabalhador — afirmou Roberto Ponciano, diretor da CUT-Rio.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que a luta do trabalhador será na rua, contra o governo, reformas e repressão:

— Nossa luta é unificada. Vamos continuar nossa batalha, pois o discurso do presidente Temer, de que as reformas trarão direitos, é mentira. A reforma trabalhista é um massacre contra o trabalhador. Além disso, rasgaram a CLT. Porém, os 40 milhões que foram para as ruas na última sexta-feira mostrarão sua força.

A crise financeira do Rio também fez parte dos discursos. Os deputados estaduais Marcelo Freixo (Psol) e Flavio Serafini (Psol) destacaram a crise do Estado e pediram apoio da Polícia Militar (PM).

— É preciso que a PM saiba de que lado está. Se as reformas passarem, vocês (PMs) também não irão se aposentar com dignidade — disse Freixo.

Sindicatos prometeram nova greve geral durante o ano.

— O que aconteceu na última sexta-feira foi apenas o começo das mobilizações — disse um integrante da CUT.

PROCESSO POR AGRESSÕES

O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou que parlamentares preparam um documento para enviar ao Ministério Público Federal (MPF) e à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para investigar e punir policiais agressores da última sexta-feira.

Diretora-executiva da CUT-Rio, Camila de Melo diz que a expectativa é de que dez mil pessoas participem do ato. A pauta principal, além do Dia do Trabalho, é o repudio à repressão policial violenta que ocorreu na última sexta-feira, no Rio e em outros estados do país.

— Não podemos admitir violência contra a liberdade de expressão — afirma.

 

Preço médio do litro da gasolina caiu para R$ 3,626 na semana passada

Redução do valor de combustíveis acontece apesar de reajuste em refinarias da Petrobrás

  – Domingos Peixoto / O Globo

RIO – A queda nas vendas dos combustíveis, por conta da crise econômica, está fazendo com que os postos revendedores praticamente não repassem aos preços finais os reajustes que a Petrobras fez em suas refinarias. Enquanto a Petrobras reajustou a gasolina em 2,2% e o diesel 4,3% desde o último dia 21 de abril, o que se viu nos postos foi uma redução dos valores. De acordo com a pesquisa de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a gasolina foi vendida a R$ 3,626 o litro, em média, na semana passada no país, representando um ligeiro recuo em relação aos R$ 3,629 da semana anterior. O preço da gasolina vendida nos postos do país na semana passada ainda foi cerca de 0,57% menor em relação aos R$ 3,647 por litro cobrados no início do mês de abril.

No município do Rio, fortemente afetado com a situação financeira crítica do governo estadual, que decretou estado de calamidade pública desde o ano passado, a retração nas vendas dos combustíveis foi maior. Na capital fluminense, de acordo com a ANP, a gasolina foi vendida na semana passada a um preço médio de R$ 3,928 por litro, contra um ligeiro aumento na semana anterior (R$ 3,921). Já em comparação aos R$ 3,932 cobrados na primeira semana de abril, os preços da última semana representaram uma retração da ordem de 0,10%.

O presidente do Sindestado-RJ, que reúne os postos do Estado do Rio, Ricardo Lisbôa, destacou que os postos não estão repassando os aumentos de preços das refinarias porque as vendas têm caído fortemente. Segundo ele, desde o fim do ano passado até agora, estima-se que as vendas de combustíveis no Rio tenham diminuído entre 30% a 40% em média.

— Para minha surpresa, o mercado absorveu o aumento de preços das refinarias e não repassou para os consumidores. A queda nas vendas tem aumentado muito a concorrência entre os postos. É como se não tivesse tido reajuste nas refinarias. É a crise econômica que está provocando uma queda entre 30% a 40% nas vendas dos combustíveis desde fins do ano passado — destacou Lisbôa.

Na cidade do Rio, os preços do etanol, que está no período de safra, também registraram um recuo na semana passada, quando foi vendido a R$ 3,201 o litro, em média, contra R$ 3,231. Já em relação à primeira semana de abril, quando o etanol foi vendido a R$ 3,309, o litro, em média, os preços do produto na semana passada estavam 3,26% inferiores.

No Rio, o óleo diesel foi vendido a R$ 3,047 o litro, representando uma retração de 1,8% em comparação aos R$ 3,135 da semana anterior. Já em comparação aos R$ 3,145 cobrados pelo diesel na primeira semana de abril, os preços registraram uma queda de 3,1%.

No país, o óleo diesel foi vendido na semana passada a um preço médio de R$ 3,012, um pouco inferior aos R$ 3,015 cobrado na semana anterior, e 0,19% em relação aos R$ 3,018 cobrados na primeira semana de abril. Por sua vez, o etanol foi vendido no país a um preço médio de R$ 2,615 o litro, contra R$ 2,629 na semana anterior. Já em relação à primeira semana do mês, quando o etanol foi vendido a R$ 2,660 o litro, em média, os preços da semana passada no país representaram uma redução da ordem de 1,69%.

 

Temer convoca ministros e lideranças do Congresso para discutir reforma da Previdência

Intenção é garantir base para a aprovação da proposta

O presidente Michel Temer – Edilson Dantas / Agência O Globo

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer convocou uma reunião no fim da tarde desta segunda-feira para discutir a votação da reforma da Previdência. Além do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participam do encontro os líderes do governo na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro, e no Senado Federal, Romero Jucá, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy.

A reunião começou às 18 horas, mas meia hora depois ainda chegavam mais convidados. A intenção é amarrar a base para garantir a votação da reforma. Até quinta-feira o governo pretende aprovar as mudanças na lei previdenciária na comissão especial que analisa o tema na Câmara. Depois disso, o projeto segue para o plenário, onde precisará de 308 votos favoráveis para ser aprovada.

Até o momento, há insegurança em relação à quantidade de votos em favor da reforma da Previdência. Na semana passada, durante a votação da reforma trabalhista em plenário, o governo foi surpreendido por algumas “traições” na base.

 

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