AQUI O GIRO DAS NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

Arábia Saudita reduz restrições impostas às mulheres

Mulheres sauditas não precisam mais de tutor para trâmites administrativos, segundo decreto real.


Mulheres sauditas fazem compras no shopping Al-Hayatt na capital Riad (Foto: REUTERS/Fahad Shadeed/File Photo)

Mulheres sauditas fazem compras no shopping Al-Hayatt na capital Riad (Foto: REUTERS/Fahad Shadeed/File Photo)

As mulheres sauditas não precisam mais do consentimento de um tutor para realizar seus trâmites administrativos – informou a imprensa local nesta sexta-feira (5), após a divulgação de um decreto real.

Militantes de direitos humanos comemoraram o decreto, mas disseram que aguardam para ver como ele será aplicado e lamentam que não vá longe o suficiente.

País do Golfo Pérsico que aplica estritamente a lei islâmica, a Arábia Saudita impõe uma série de restrições às mulheres.

É o único país no mundo que proíbe as mulheres de dirigir e exige que elas tenham o consentimento de um tutor – como o pai, marido, ou irmão – para estudar, ou para viajar para o exterior.

Segundo o jornal Arab News, um decreto do rei Salman define que as mulheres não precisam mais do consentimento de um tutor para trâmites relacionados aos diferentes serviços públicos, “a menos que haja uma justificativa legal para esta demanda” sob a lei islâmica.

Sahar Hassan Nassif, uma ativista dos direitos da mulher de Jidá, comemorou a decisão real, mas disse que ainda não está claro o que mudará com o decreto.

“Queremos mais. Precisamos nos libertar completamente do tutor”, disse à AFP.

Em 2016, milhares de sauditas assinaram uma petição pelo fim do sistema de tutela e para que as mulheres sejam tratadas como cidadãs com todos os seus direitos.

Philip Alston, especialista da ONU para os direitos humanos, disse em janeiro, após uma visita ao reino, que o sistema de tutela freia a capacidade das mulheres de trabalharem e de viajarem e que deveria “ser reformado”.

Recentemente, a ONG Human Rights Watch (HRW) indicou em um relatório que, embora o governo já não exija a autorização de um tutor para que as mulheres trabalhem, muitos empregadores no setor privado pedem esse consentimento.

Putin diz apoiar investigação de perseguição a gays na Chechênia

Chanceler alemã havia questionado o presidente russo sobre o tema. Homossexuais chechenos que fugiram para Moscou alertaram sobre espancamentos.

As autoridades russas devem apoiar a investigação das supostas perseguições de homossexuais na Chechênia, declarou nesta sexta-feira (5) o presidente russo, Vladimir Putin, três dias depois da chanceler alemã, Angela Merkel, questioná-lo sobre esse tema.

“Falei com o procurador-geral e o ministro do Interior para que ajudem” a ombudsman de Direitos Humanos do Kremlin, Tatiana Moskalkova, a verificar estes supostos abusos, anunciou Putin, segundo um comunicado do governo.

Moskalkova tem que comprovar “as informações ou rumores, se podemos chamá-los assim, sobre o que está acontecendo no Cáucaso Norte com pessoas de orientação sexual não tradicional”, detalhou ao final do seu encontro com a ombudsman.

No final de março, uma investigação do jornal independente Novaya Gazeta revelou que as autoridades da Chechênia haviam detido e torturado mais de 100 homens gays na região, onde a homossexualidade é um tabu.

Homossexuais chechenos que fugiram para Moscou confirmaram à AFP que foram espancados e detidos “em uma prisão não oficial”.

A procuradoria-geral abriu uma investigação, mas as autoridades russas quase não reagiram à denúncia. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou que as informações da Novaya Gazeta não tinham sido confirmadas.

Na terça-feira, em uma conferência de imprensa conjunta com Putin, a chanceler alemã, Angela Merkel, lhe pediu que usasse sua “influência” para que os direitos dos homossexuais sejam respeitados na Chechênia. O presidente russo não respondeu ao tomar a palavra.

Telescópio Hubble divulga imagem inédita de aglomerado de galáxias

Fenômeno serve como ‘telescópio natural’ e permite aos cientistas vislumbrar o início do Universo.

Abell 370 deforma o espaço em volta dele, o que faz do aglomerado um

Abell 370 deforma o espaço em volta dele, o que faz do aglomerado um “telescópio natural” (Foto: Nasa)

Em sua mais recente missão, o telescópio espacial Hubble trouxe imagens nunca antes vistas de galáxias a 6 bilhões de anos luz de distância da Terra.

As imagens mostram o aglomerado de galáxias Abell 370 e foram feitas a partir da gravação de 630 horas de observação do telescópio sobre 560 órbitas da Terra. Seis aglomerados de galáxias foram vistos com detalhes inéditos, incluindo o Abell 370, que foi o último a ser estudado.

A missão faz parte do programa Frontier Fields, da agência espacial americana (NASA) e da agência espacial europeia (ESA), que usa aglomerados de galáxias gigantescos para estudar os mistérios da matéria escura e do início do Universo.

Localizado na constelação Cetus (também chamado de “monstro do mar”), o Abell 370 é composto por centenas de galáxias.

Grandes aglomerados de galáxias podem, segundo a ESA, servir como “telescópios naturais”, dando aos astrônomos a chance de ver de perto galáxias muito distantes e ter uma ideia de como era o Universo em seus primórdios, “apenas” algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang.

“Isso nos ajudará a entender como as galáxias evoluíram durante o período em que o Universo era escuro, opaco, repleto de hidrogênio (…), a remontar a história da formação e crescimento das estrelas”, dizem os responsáveis pelo programa Frontier Fields.

O telescópio espacial Hubble mergulhou em seis bilhões de anos luz para fazer as imagens (Foto: Nasa)

O telescópio espacial Hubble mergulhou em seis bilhões de anos luz para fazer as imagens (Foto: Nasa)

O programa diz ter realizado as observações mais aprofundadas já feitas de aglomerados de galáxias e das galáxias amplificadas atrás deles.

Até onde se sabe, galáxias como a Via Láctea são produzidas por uma combinação de matéria escura, que vão criando órbitas escuras, e formações de gás e estrelas que vão sendo afetados pela gravidade.

Nos anos 1980, astrônomos descobriram que um arco luminoso na parte esquerda da imagem do aglomerado é um fenômeno astrofísico: a imagem gravitacionalmente refletida de uma outra galáxia duas vezes mais distante do que o próprio aglomerado.

Agora, o Hubble mostrou que, na verdade, esse arco é composto de duas imagens distorcidas de uma galáxia em espiral que está logo atrás do aglomerado.

O telescópio Hubble, da NASA, fez missão para observar aglomerado de galáxias (Foto: Nasa)

O telescópio Hubble, da NASA, fez missão para observar aglomerado de galáxias (Foto: Nasa)

O aglomerado Abell 370 foi o último a ser estudado no programa. Agora que as observações do Frontier Fields foram concluídas, os astrônomos podem usar esses dados para explorar melhor os aglomerados, seus efeitos gravitacionais e as galáxias amplificadas em detalhes.

Aglomerados de galáxias, considerados as maiores estruturas no universo, são sustentadas pela gravidade da matéria escura e formadas quando grupos menores de galáxias colidiram entre si dentro de colisões cósmicas ainda maiores.

Maré vermelha invade praia no Japão

Litoral de Kamakura amanheceu com águas vermelhas nesta sexta.

Mar do Japão ganha tom avermelhado

Mar do Japão ganha tom avermelhado

O mar no litoral de Kamakura, no Japão, amanheceu vermelho nesta sexta-feira (5), causando espanto a surfistas e famílias que aproveitavam a praia, segundo a emissora NBC.

Imagens feitas por volta das 11h30 locais mostram a água colorida na praia de Zamokuza.

Representantes da guarda costeira japonesa disseram que a mudança de cor pode ter sido causada por excesso de plâncton.

A maré vermelha pode causar irritações nos olhos, problemas respiratórios e até morte em alguns casos.

Entenda o plano para silenciar as armas em parte da Síria

Plano entra em vigor nesta sexta; Rússia disse que já cessou bombardeios nas áreas protegidas durante negociações de paz.

Um plano assinado por Rússia, Turquia e Irã pretende por fim aos combates em boa parte da Síria. Quais são as zonas afetadas? Como será concretizado? Tem possibilidades de êxito? Confira abaixo algumas respostas.

Onde ficam

Segundo o plano assinado na quinta (4), estas “zonas de segurança” serão criadas nas oito províncias onde os rebeldes estão presentes, em um total de 14 existentes na Síria.

As “zonas de segurança” serão criadas no conjunto da província de Idlib (noroeste), controlada por uma coalizão de rebeldes islamitas e extremistas, entre eles o Fateh al Sham (ex-facção síria da Al-Qaeda).

Também serão instauradas nas zonas delimitadas no centro pelas províncias de Latakia, Aleppo, Hama, Homs e de Damasco com Guta Oriental, assim como nas zonas delimitadas pelas regiões de Daraa e Quneitra.

Estas zonas não serão implementadas nas três províncias totalmente sob controle do regime sírio (Damasco, Tartus e Sweida), nem no leste, nem no nordeste do país, onde se encontram os integrantes do grupo Estado Islâmico (EI) e a coalizão curdo-árabe que os combate com o apoio dos Estados Unidos.

Pessoas vasculham os destroços de um prédio após um bombardeio na cidade síria de Idlib, controlada por rebeldes (Foto: Ammar Abdullah/Reuters)

Pessoas vasculham os destroços de um prédio após um bombardeio na cidade síria de Idlib, controlada por rebeldes 

Qual é o calendário?

Duas semanas depois da assinatura do acordo, ou seja, 18 de maio, será formado um grupo de trabalho comum, que fixará antes de 4 de junho mapas dessas zonas e as zonas contíguas, resolvendo, além disso, os problemas técnicos e operacionais.

Ao mesmo tempo, os avalistas do acordo – Rússia, Irã e Turquia – deverão distinguir os grupos armados da oposição dos “grupos terroristas” que, segundo o documento, são o “EI, a Frente Al Nusra (antigo nome da atual Fateh al Sham) e todos s grupos ou indivíduos que estão afiliados a eles”.

As zonas terão uma duração de seis meses, que podem ser prolongados de acordo com os três signatários do acordo.

Como funcionam?

Nessas zonas, as forças governamentais e os grupos armados de oposição aos quais se aplica o cessar-fogo, apadrinhado pela Rússia e Turquia, começando em 30 de dezembro 2016, deverão cessar o uso de qualquer tipo de armas, e isso também se aplica à aviação.

Os aviões da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos não poderão operar nessas zonas, segundo um diplomata russo.

Nessas zonas, o acesso humanitário será assegurado e também será facilitado o retorno de refugiados e deslocados.

Em torno dessas zonas haverá áreas de segurança criadas pelas forcas dos três países envolvidos, às quais poderão se unir outros países.

Haverá pontos de controle para assegurar a livre circulação de civis e facilitar o trânsito de ajuda humanitária.

Possibilidade de êxito

O objetivo das “zonas de segurança” é, segundo o acordo firmado na quinta, acabar rapidamente com a violência, melhorar a situação humanitária e criar “condições para fazer avançar o processo político” na Síria, depois que a guerra nesse país deixou 320.000 mortos em seis anos.

O memorando estipula igualmente estipula que a luta contra o EI e a Al-Qaeda (designada como Frente al Nusra ou Fateh al Sham) deve prosseguir.

Os extremistas do EI não têm qualquer relação com os rebeldes, a quem combatem. Em compensação, os outros dois grupos geralmente formam alianças com a oposição armada em várias regiões, para lutar contra o regime de Damasco.

Kim contra Kim? O que diz o ‘plano’ para matar líder da Coreia do Norte que o país alega ter descoberto

Governo norte-coreano revela suposto plano de assassinato do líder do país que teria sido orquestrado por Estados Unidos e Coreia do Sul.

Kim Jong-Un participa de desfile militar que marca o 105º aniversário do nascimento do fundador do país, Kim Il Sung, em Pyongyang, neste sábado (15) (Foto: AP Photo/Wong Maye-E)

Kim Jong-Un participa de desfile militar que marca o 105º aniversário do nascimento do fundador do país, Kim Il Sung, em Pyongyang, neste sábado 

A escalada nas tensões entre Estados Unidos e Coreia do Norte ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira, quando o governo norte-coreano acusou os EUA e a Coreia do Sul de orquestrarem um “plano” para matar o líder Kim Jong-un.

O suposto plano, segundo um comunicado norte-coreano, seria executado por um homem identificado apenas como “Kim”, também norte-coreano, contratado pelos países “inimigos” para fazer o serviço.

O ataque seria feito com “substâncias bioquímicas”, mas foi “frustrado” antes de ser executado, diz a Coreia do Norte. Não se sabe, porém, o paradeiro do homem chamado “Kim”.

Até agora, nem a CIA, agência de inteligência americana, nem a Coreia do Sul se pronunciaram sobre o assunto.

Mas analistas dizem que uma operação desse nível seria muito difícil de planejar e executar, considerando-se o forte esquema de segurança em torno do líder coreano.

O plano

O governo norte-coreano não forneceu provas das acusações nem detalhes sobre como o plano teria sido descoberto.

Mas, em comunicado divulgado pelo Ministério de Segurança de Estado, diz que a CIA e a inteligência da Coreia do Sul elaboraram um “plano perverso para ferir o líder supremo (como os norte-coreanos se referem a Kim Jong-un) da República Democrática da Coreia do Norte”.

O texto alega que seria usada uma “bomba terrorista” para alvejar o líder supremo durante um desfile militar ou em um evento no Palácio Kumsusan do Sol, o mausoléu de Kim II-sung, o fundador do regime norte-coreano.

Segundo o comunicado, “Kim” teria recebido a orientação de que o melhor método seria “usar substâncias bioquímicas, incluindo substâncias radioativas e nanosubstâncias venenosas, cujos resultados apareceriam depois de seis a 12 meses”.

“Apenas a CIA poderia fazer algo desse tipo”, diz o comunicado, acrescentando que a Coreia do Sul teria ajudado a financiar o plano. Ainda de acordo com o ministério, o homem norte-coreano contratado foi recrutado pelas inteligências americana e sul-coreana enquanto trabalhava na Rússia, em 2014.

O ministério diz que foram feitos dois pagamentos a “Kim”, de US$ 20 mil, e mais outros dois de US$ 100 mil como “suborno” e para pagar os equipamentos. O comunicado também menciona outros US$ 50 mil, mas não fica claro se foram adicionais ao que já havia sido combinado.

Ao voltar para a Coreia do Norte, o homem teria sido instruído a providenciar informações detalhadas sobre um possível local onde o atentado poderia ser realizado.

O ministério disse que as “organizações de inteligência e de conspiração dos imperialistas dos EUA e seus fantoches” seriam “varridas”.

Como o plano se desenvolveria? O enredo divulgado pelo Ministério de Segurança norte-coreano, via agência KCNA

Junho de 2014: Um norte-coreano que trabalha em uma fábrica de madeira no território de Khabarovsk, leste da Rússia, é “corrompido e subornado” pela CIA e por agentes de inteligência da Coreia do Sul. O homem – “Kim” – recebe o dinheiro e um “receptor e transmissor de satélite” e volta a Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

Janeiro, maio, agosto e setembro de 2016: “Kim” estabelece contato por satélite com agentes da Coreia do Sul e conversa sobre o manuseio dos agentes bioquímicos e sobre os possíveis locais da tentativa de assassinato.

Março e abril de 2017: “Kim” encontra um agente sul-coreano na cidade de Dandong, na China, e recebe um novo transmissor e mais dinheiro. As conversas se ampliam em abril. A última data que aparece nos registros norte-coreanos são de início de maio, quando “Kim” deveria receber o “equipamento necessário” em um “centro de ligação” que foi montado com o dinheiro recebido dos dois países. Não foram divulgados mais detalhes sobre a atual situação de “Kim”, nem se ele foi preso ou se foi encontrado.

Trump sanciona lei sobre gastos e evita paralisação do governo dos EUA

Lei prevê orçamento de US$ 1,2 trilhão, e ocorreu após acordo que tirou do orçamento recursos para a construção do muro na fronteira com o México.

Donald Trump durante cerimônia em Washington na sexta (21) (Foto: Reuters/Aaron P. Bernstein)

Donald Trump durante cerimônia em Washington na sexta (21) (Foto: Reuters/Aaron P. Bernstein)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionou nesta sexta-feira (5) uma lei de gastos de US$ 1,2 trilhão aprovada pelo Congresso, evitando uma paralisação do governo que começaria à meia-noite.

A porta-voz da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders confirmou durante briefing à imprensa que o presidente havia sancionado a lei.

No início da semana, líderes do Congresso apresentaram um acordo para dotar o governo federal de um orçamento que mantém o plano da Casa Branca para a defesa, mas não inclui no orçamento recursos para a construção do muro na fronteira com o México.

O acordo alcançado é o resultado de semanas de negociações entre legisladores republicanos e democratas e permite financiar o funcionamento federal pelo menos até 30 de setembro sem o risco de uma paralisação do governo por falta de orçamento.

Turquia demite 107 juízes e promotores por suposta ligação com tentativa de golpe, diz mídia

É a terceira grande limpa desde que o presidente Tayyip Erdogan recebeu novos poderes.

O presidente turco Tayyip Erdogan (Foto: REUTERS/Alkis Konstantinidis)

O presidente turco Tayyip Erdogan (Foto: REUTERS/Alkis Konstantinidis)

A Turquia demitiu 107 juízes e promotores devido a alegadas ligações com uma tentativa de golpe em julho do ano passado, informou a televisão turca nesta sexta-feira (5), na terceira grande limpa desde que o presidente Tayyip Erdogan recebeu novos poderes.

Até agora, a Turquia já demitiu aproximadamente 145 mil funcionários civis, pessoal de segurança e acadêmicos, segundo a mídia local. O número de juízes e promotores removidos chegou a 4.238.

Ancara culpou a rede do clérigo Fethullah Gulen, que vive nos Estados Unidos, pela tentativa de golpe em julho do ano passado, do qual ele nega qualquer envolvimento.

Mandatos de detenção foram emitidos para os juízes e promotores demitidos, segundo a TV turca. Mais de 40 mil foram presos no período que sucedeu o golpe fracassado, em que 240 pessoas foram mortas, principalmente civis.

No sábado, a Turquia expulsou mais de 3.900 pessoas do serviço público e das forças armadas consideradas como ameaças para a segurança nacional, após o referendo de abril, que grupos de direitos humanos e alguns aliados do Ocidente disseram que deixou o país, membro da Otan e candidato à União Europeia, mais próximo de uma ditadura.

Operação mundial contra pornografia infantil prende 870 pessoas e resgata 259 crianças

Ação está ligada a site que ocultava a localização e identidade de seus usuários.

Uma operação massiva contra a pornografia infantil resultou em 870 detenções em todo o mundo, das quais 368 aconteceram em território europeu, informou nesta sexta-feira (5) o escritório da Europol (polícia comunitária europeia).

Pelo menos 259 crianças vítimas de abusos sexuais foram resgatadas de seus agressores nessa mesma operação.

O fechamento no início de 2015 do Playpen, um dos maiores sites de pornografia infantil do mundo (com mais de 150 mil usuários), permitiu que o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos lançassem a operação para rastrear os associados à página.

A operação contou com o apoio da Europol e de muitos outros corpos de segurança em nível internacional.

O site, criado em agosto de 2014, ocultava a localização e identidade de seus usuários por meio de técnicas de encriptação e facilitava a seus visitantes o acesso a uma ampla categoria de material pornográfico infantil de diferentes categorias, disponíveis através de um índice.

O administrador principal do site, o americano Steven Chase, foi condenado nesta semana a 30 anos de prisão.

O diretor do Centro Europeu de Crimes Cibernéticos da Europol, Steven Wilson, alertou que os indivíduos envolvidos neste tipo de delito empregam as formas de encriptação mais avançadas para evitar sua detecção.

Wilson pediu que as forças de segurança estejam dotadas com os “meios proporcionais” para abordar esta ameaça.

“A internet não tem fronteiras nem as reconhece. Temos que equilibrar os direitos das vítimas com o direito à privacidade “, advertiu Wilson.

O comissário europeu de Segurança, Julian King, comemorou o fato de que “centenas de agressores sexuais que se aproveitam de crianças inocentes estejam agora atrás das grades”.

“A crescente sofisticação no uso de internet por parte do criminosos não pode ser subestimada e é encorajador ver como, trabalhando de forma global, somos capazes de devolver o golpe e proteger nossos cidadãos”, declarou King.

Freira é acusada de conivência com abuso de crianças surdas na Argentina

Religiosa é acusada de omissão e de esconder abuso de crianças por padres de instituição.

A freira Kosaka Kumiko foi acusada pelo Ministério Público por suposto envolvimento em um famoso caso de abusos sexuais de menores de idade em um instituto para deficientes auditivos na província de Mendoza, no oeste da Argentina, informaram à agência EFE fontes da Justiça nesta sexta-feira (5).

A religiosa, de origem japonesa, é acusada “por omissão” do crime de abuso sexual com “acesso carnal severamente agravado”.

Depois de ficar um mês foragida, a irmã se entregou há três dias em Buenos Aires e, já detida, foi levada a Mendoza, onde ontem depôs ao promotor, que comunicou sua decisão.

“Não houve perguntas por parte de órgão nem da acusada. Ela deu sua versão. Negou os fatos e disse que estava para servir, fazer o bem e cuidar dos meninos”, acrescentaram as fontes sobre o depoimento. A acusada foi encaminhada depois a uma penitenciária feminina.

O caso

Outras cinco pessoas já foram presas acusadas de diversos casos de abuso sexual contra crianças com idades entre 10 e 12 anos no Instituto Antonio Próvolo, em Luján de Cuyo. Os detidos são dois padres – Nicolás Corradi, de 80 anos, e Horacio Corbacho, de 55 anos, – e três funcionários.

A história veio à tona no final de 2016, quando uma adolescente disse, em linguagem de sinais (LSA – Lengua de Senas Argentina), ter sido abusada por Corbacho quando tinha cinco anos. Ela afirmou que uma freira com “traços orientais” foi quem colocou a fralda nela depois da violação, escondendo e tendo conhecimento de que tinha sido estuprada, o que a torna cúmplice primária do delito do abuso.

Kosaka Kumiko chegou a Próvolo em 2007 e ficou na região por muitos anos, até buscar outros centros religiosos.

Em investigações realizadas nesse instituto foram encontrados vídeos com imagens pornográficas e 550 mil pesos (cerca de R$ 113 mil). Os casos comoveram o país e fizeram às autoridades educacionais tomarem medidas no local.

Em dezembro do ano passado, o arcebispo de Mendoza, Carlos María Franzini, expressou dor e garantiu que a arquidiocese nunca foi notificada dos casos.

Julgamento do traficante ‘El Chapo’ começará em 16 de abril de 2018

Ele está detido nos EUA desde janeiro e foi indiciado por 17 crimes. Próxima audiência do caso será em agosto.

O julgamento do narcotraficante mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán começará no dia 16 de abril de 2018, segundo anunciado em uma audiência judicial do caso realizada nesta sexta-feira (5).

“El Chapo” está detido nos Estados Unidos após ter sido extraditado do México em 19 de janeiro, horas antes do fim do mandato do presidente Barack Obama. O mexicano foi indiciado por 17 crimes e por sua atuação como líder do Cartel de Sinaloa.

Traficante 'El Chapo' desembarca nos EUA após ser extraditado (Foto: G1 )Traficante 'El Chapo' desembarca nos EUA após ser extraditado (Foto: G1 )

Traficante ‘El Chapo’ desembarca nos EUA após ser extraditado (Foto: G1 )

Na audiência desta sexta, o acusado disse estar satisfeito com os advogados de ofício que o estão defendendo nos tribunais de Nova York e expressou seu desejo de continuar com eles.

A audiência tinha o propósito de fazer um repasse das diligências efetuadas até agora no processo e confirmar se o detido estava satisfeito com os advogados que o estão defendendo.

O tribunal no qual está o caso, a cargo do juiz Brian Cogan, também fixou o dia 15 de agosto como data da próxima audiência, como parte das diligências prévias antes do início do julgamento.

Os defensores de “El Chapo” voltaram a insistir na necessidade de que se revisem as condições de reclusão do mexicano no presídio de segurança máxima de Nova York onde está preso.

Entre outros temas expressaram a necessidade de que se permita um contato físico entre os advogados e o acusado para poder manejar adequadamente todos os documentos ligados ao caso.

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