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Com quase 100 páginas, defesa de Temer chega à Câmara

Com quase 100 páginas, defesa de Temer chega à Câmara

Foto: Lula Marques/AGPT

A defesa do presidente Michel Temer (PMDB) foi entregue por seus advogados à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na tarde desta quarta-feira (5). De acordo com o jornal Estadão, o documento possui quase 100 página onde os defensores do peemedebista tentam desconstruir a acusação de corrupção passiva no caso JBS, protocolada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot.

De acordo com o advogado Antonio Claudio Mariz, em um encontro que teve com Temer no Planalto há pouco o peemedebista estava “tranquilo”. Ele disse também que ainda está se preparando para a sustentação oral que fara após a leitura do voto do relator, que a princípio deve acontecer na próxima segunda-feira (10). Mariz chegou acompanhado do advogado Gustavo Guedes e dos deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcisio Perondi (PMDB-RS).

“Mostramos a inexistência de provas de corrupção passiva. A prova toda é baseada em gravação ilícita e contaminou todos os demais elementos. Mesmo que assim não fosse, considerando-se como correta, como em ordem a gravação, mesmo assim, não encontra nenhum elemento que comprometa o presidente da República”, alegou o advogado.

Justiça Federal deve decidir nesta quinta se mantém prisão de Geddel

Justiça Federal deve decidir nesta quinta se mantém prisão de Geddel

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/EBC//FotosPúblicas

O ex-ministro Geddel Vieira Lima deve passar por uma audiência de custódia na Justiça Federal na manhã desta quinta-feira (6), quando o juiz da 10ª Vara Federal Vallisney Oliveira, que determinou sua prisão na última segunda-feira (4), deverá reavaliar a necessidade de manter a prisão preventiva.

O baiano foi preso sob a acusação de tentar obstruir as investigações de supostas irregularidades na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal (Caixa), ao tempo em que era diretor. Geddel está preso preventivamente na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

A defesa de Geddel alegou que é “absolutamente desnecessário” o decreto de prisão preventiva do político. De acordo com o advogado criminalista Gamil Föppel, há “ausência de relevantes informações” para basear a decisão e definiu como erro da Justiça Federal a autorização para a prisão de Geddel.

Defesa de Geddel nega possibilidade de ex-ministro fazer delação: “Não tem envolvimento”

Defesa de Geddel nega possibilidade de ex-ministro fazer delação: 'Não tem envolvimento'

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Advogado do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), Gamil Föppel foi entrevistado na Rádio Metrópole, na manhã desta quarta-feira (5), e negou interesse do baiano em recorrer a delação premiada. “Não tem o que delatar. Neste caso, rigorosamente, não tem envolvimento de Geddel nesse tipo de procedimento”, declarou. Geddel foi detido por suspeita de tentar atrapalhar investigações, ao agir para barrar a colaboração premiada do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro, operador financeiro do PMDB.

Föppel ironizou ainda o posicionamento da grande mídia em relação as declarações de Joesley Batista, da JBS, sobre Geddel. “Me chama atenção isso. Joesley, na delação dele, diz que nunca deu propina a Geddel. Por que nenhum veículo divulgou isso? A quem interessa não divulgar?”, questionou.

A defesa reafirmou que já recorreu da prisão e espera a liberação do ex-ministro “com brevidade”. “A rigor, não era nem para ele ter sido preso. Estamos apresentando impugnações. Como a prisão é muito frágil, a expectativa é de que a legalidade seja retomada com certa brevidade. Mas não podemos nos comprometer com o tempo”, finalizou.

Três semanas após depoimento, Joesley ainda não entregou supostas contas de Dilma e Lula

Três semanas após depoimento, Joesley ainda não entregou supostas contas de Dilma e Lula

Foto: Divulgação

Um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista prestou depoimento na Procuradoria da República do Distrito Federal no dia 12 do mês passado para esclarecer informações relacionadas às investigações que o Supremo Tribunal Federal encaminhou à primeira instância, mas ainda não apresentou nenhuma prova.

De acordo com a coluna Radar On-Line, da revista Veja, o procurador Ivan Marx solicitou ao empresário documentos que comprovem a existência de contas no exterior destinadas para movimentação de recursos para os ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até a última segunda-feira (3), contudo, nenhum documento havia sido entregue por Joesley.

Mesmo assim, os investigadores ainda esperam que novas provas sobre o caso sejam apresentadas pelo empresário.

 

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