Moro não decretou prisão de Lula para evitar ‘certos traumas’

Moro não decretou prisão de Lula para evitar ‘certos traumas’

Foto: Pedro de Oliveira/ ALEP

Após condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão, o juiz federal Sérgio Mouro afirmou que não decidiu decretar a prisão do petista por ‘prudência’ e a necessidade de se evitar ‘certos traumas’.

“Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação” disse o juiz.

Lula foi condenado no caso do triplex de Guarujá pelos crimes de corrupção passiva e pelo recebimento de vantagem indevida do Grupo OAS.

Moro confisca triplex do Guarujá

Moro confisca triplex do Guarujá

Foto: Lula Marques / AGPT

O juiz Sérgio Moro mandou confiscar o triplex 164-A, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que foi atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Operação Lava Jato. Também nesta terça-feira (12) o petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido R$ 2,25 milhões de propinas da OAS, no triplex.

“Independentemente do trânsito em julgado, oficie-se ao Juízo no processo de recuperação judicial que tramita perante a 1;ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais da Justiça Estadual de São Paulo, informando o sequestro e confisco do bem como produto de crime e que, portanto, ele não pode mais ser considerado como garantia em processos cíveis”, decidiu. O triplex é produto de crime de corrupção e de lavagem de dinheiro.

Moro afirma que Lula “faltou com a verdade” e que há “provas documentais”

Moro afirma que Lula 'faltou com a verdade' e que há 'provas documentais'

Foto: Agencia Brasil

Na sentença de Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz afirma que há provas documentais contra o petista no caso da compra e reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo, como por exemplo a personalização do imóvel. A condenação de Lula, a primeira no âmbito da Operação Lava Jato, é de 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavageme dinheiro.

Ao longo da sentença, Moro diz que as reformas realizadas no apartamento têm certa personalização. “Assim, por exemplo, não se amplia o deck de piscina, realiza-se a demolição de um dormitório ou retira-se a sauna de um apartamento de luxo para incrementar o seu valor para o público externo, mas sim para atender ao gosto de um cliente, já proprietário do imóvel, que deseja ampliar o deck da piscina, que pretende eliminar um dormitório para ganhar espaço livre para outra finalidade, e que não se interessa por sauna e quer aproveitar o espaço para outro propósito”, afirma Moro.

Em um trecho da sentença com provas que basearam a condenação de Lula, há a afirmação: “A única explicação disponível para as inconsistências e a ausência de esclarecimentos concretos é que, infelizmente, o ex-Presidente faltou com a verdade dos fatos em seus depoimentos acerca do apartamento 164-A, triplex, no Guarujá”.

A suspeita é de que o petista tenha recebido R$ 3,7 milhões em propina por três contratos feitos entre a empreiteira OAS e a Petrobras. Essa é a primeira senteça contra Lula no âmbito da Lava Jato

A condenação de Lula é de 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ex-promotor Almiro Sena alega inocência e diz que prisão preventiva é “desnecessária”

Ex-promotor Almiro Sena alega inocência e diz que prisão preventiva é 'desnecessária'

Foto: Reprodução / Facebook

O ex-promotor de Justiça Almiro Sena divulgou na tarde desta quarta-feira (12) uma nota em que afirma que a emissão do mandado de prisão preventiva expedido contra ele é “desnecessária”. Ele responde, desde 2014, a uma ação penal por crimes de assédio sexual cometidos enquanto ocupava o cargo de secretário estadual de Justiça.

De acordo com o Ministério Público da Bahia, a prisão preventiva do promotor de Justiça foi solicitada após várias tentativas de intimação do acusado dos atos do processo em que o ex-promotor não foi encontrado em sua residência

Na nota, a defesa de Almiro alega que ele não compareceu à audiência marcada para o dia 12 de abril pois não não recebeu o mandado de intimação informando da data. Já audiência seguinte, no dia 17 de maio, a defesa diz que Almiro não cumpriu o ato de intimação porque estava de férias, e por isso afastado de sua residência.

A defesa do ex-promotor alega ainda que ele sempre demonstrou postura absolutamente colaborativa com o processo e que, como promotor, “não pretendia, não pretende e nem pretenderá se evadir nem do local onde o procedimento está se desenvolvendo, nem muito menos de qualquer responsabilidade que eventualmente se lhe imponha”. No documento ainda é reafirmado que o ex-promotor é inocente e que a defesa confia na “imediata revogação” do mandado de prisão.

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