PREFEITO DO RIO DE JANEIRO É CRITICADO POR AUSTRALIANOS

‘Não queremos cangurus, queremos encanadores’, diz Austrália a prefeito

Paes declarou que estava “quase botando um canguru na frente do prédio deles”

Depois que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), comentou que estava quase “quase botando um canguru na frente do prédio” da delegação da Austrália, “para ficar pulando e eles se sentirem em casa”, os australianos responderam: “Não queremos canguru, queremos encanadores”. A delegação se recusou a ficar na Vila Olímpica até que os inúmeros problemas do local sejam solucionados. O condomínio foi inaugurado neste domingo (24) e, até o início da noite, já tinha recebido atletas de 26 países.

“Não precisamos de cangurus, precisamos de encanadores para dar conta dos vários lagos que encontramos nos apartamentos”, disse o diretor de comunicação do comitê olímpico australiano, Mike Tancred, à Folha de S. Paulo.

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A equipe da Austrália deve ficar em um hotel nos arredores, mas não divulgou o local por questões de segurança. Em entrevista à imprensa durante a tarde, a chefe de missão da Austrália, Kitty Chiller, ressaltou que já participou de outros cinco Jogos Olímpicos e que nunca viu situação parecida com a presenciada no Rio de Janeiro.

“Eu não havia presenciado esse estado, ou melhor, essa falta de estado, em um período como esse”, frisou Kitty Chiller. “Neste momento, eu não estou preparada para deixá-los entrar neste ambiente. Há agora uma equipe de encanadores em cada andar, em cada apartamento, para arrumar vazamentos”, disse.

>> Austrália reclama de instalações e se recusa a entrar na Vila Olímpica

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CRITICANDO NO BRASIL

Imprensa dos Estados Unidos adota tom crítico em relação aos Jogos Olímpicos

A imprensa dos Estados Unidos repercutiu a informação de que o Comitê Olímpico Australiano se recusou a hospedar atletas da Austrália na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro, alegando questões de segurança. A vila foi aberta domingo (24) para as delegações que vão participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a partir de 5 de agosto próximo.

O jornal The New York Times informou que a recusa dos australianos se soma à lista de retrocessos e tropeços que estão marcando os preparativos para os Jogos Olímpicos no Brasil. A publicação afirmou que a delegação australiana considerou as instalações “impróprias para ocupação” devido a problemas como, por exemplo, “sanitários bloqueados, vazamento de tubulações e fiação exposta”.

Mas há outros problemas, segundo disse a chefe da missão australiana nos Jogos Olímpicos, Kitty Chiller: iluminação ruim das escadas, pisos sujos e vazamento de água pelo teto, que provoca a formação de “poças no chão em torno de cabos e fios”.

>> Austrália reclama de instalações e se recusa a entrar na Vila Olímpica

Vazamentos

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A rede de televisão CBS informou que milhares de atletas que estão chegando para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro podem encontrar, em seus apartamentos na Vila Olímpica, aonde vão se hospedar, defeitos e vazamentos na estrutura hidráulica e problemas nas instalações elétricas.

A emissora informou que, poucas horas antes da abertura da Vila Olímpica, funcionários do Comitê Olímpico Internacional e as autoridades locais fizeram reuniões para tentar encontrar uma solução visando prevenir riscos relacionados à segurança e falta de conforto para os atletas. A CBS divulgou o conteúdo da nota em que o Comitê Olímpico Australiano informa que não vai permitir que seus atletas fiquem hospedados em instalações que não ofereçam segurança.

Em artigo publicado domingo, o jornal Los Angeles Times faz uma análise geral sobre o clima que antecede os Jogos Olímpicos. Ele diz que, a menos de duas semanas da cerimônia de abertura do Rio 2016 “o país [Brasil] não se sente tomado pelo espírito olímpico”.

De acordo com o jornal, a programação dos jogos não conseguiu despertar um debate nacional sobre o assunto e as vendas de ingressos estão lentas. “O sentimento dominante [no país] não se assemelha nem a um forte apoio [aos Jogos Olímpicos], nem uma oposição cerrada, mas a uma indiferença”, assinala o artigo.

SEGURANÇA NAS OLIMPIADAS

Forças Armadas iniciam oficialmente operação de segurança dos Jogosir

Com uma formatura simbólica da qual participaram cerca de 200 homens das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, deu início neste domingo (24), oficialmente, no Palácio Duque de Caxias, às atividades de segurança para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que serão disputados no Rio de Janeiro em agosto e setembro.

“Está em vossas mãos, em vosso trabalho e compromisso, que esses jogos transcorram em paz e em segurança”, disse o ministro aos militares. “Missão dada é missão cumprida”, acrescentou Jungmann.

O Exército, a Marinha e a Aeronáutica disponibilizarão nos próximos 64 dias um efetivo de 22.025 homens para cuidar da defesa e segurança de atletas, moradores e turistas no Rio durante os dois eventos. “A partir de hoje, com a abertura da Vila Olímpica, as Forças Armadas do Brasil passam a exercer, oficialmente, seus compromissos e atribuições para a defesa e segurança dos Jogos”, afirmou o ministro.

>> Governo não vai divulgar informações sobre operações antiterrorismo em curso

As tropas foram apresentadas em formatura simbólica no Palácio Duque de Caxias 
As tropas foram apresentadas em formatura simbólica no Palácio Duque de Caxias 

Os conceitos de interoperacionabilidade e atuação conjunta marcam, segundo Jungmann, a operação e se se baseiam na Lei 12.035, de outubro de 2009, conhecida como Lei do Ato Olímpico, que estabeleceu a segurança como compromisso do Brasil para a Rio 2016, e no Aviso 51 do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em resposta à solicitação do governo fluminense de apoio federal para a segurança pública durante os Jogos.

Com isso, aos 18 mil homens que cuidariam da segurança nos dois eventos, juntam-se mais 4 mil, explicou Raul Jungmann. Os militares darão proteção 24 horas por dia aos locais olímpicos, às vias expressas (Linha Amarela, em toda a sua extensão; Linha Vermelha, entre a Ilha do Governador e o entroncamento com a Linha Amarela; a Transolímpica; a Avenida Brasil até Guadalupe), à Supervia (nas estações de Deodoro, Vila Militar e Magalhães Bastos em todos os horários de trens, e nas demais quatro estações São Cristóvão, Maracanã, Engenho de Dentro e Ricardo de Albuquerque, quando houver competições), às estações do Metrô com ligação com a Supervia (Maracanã e São Cristóvão), à orla carioca, desde o Leme até a Barra da Tijuca.

Algumas vias que interagem com locais olímpicos, como a Rua Barata Ribeiro e a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, também terão a presença dos militares, o mesmo ocorrendo em toda a extensão da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Veículos da Forças Armadas ocupam pontos estratégicos da Zona Sul do Rio      
Veículos da Forças Armadas ocupam pontos estratégicos da Zona Sul do Rio      

A segurança também foi reforçada no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim para embarque e desembarque nos terminais 1 e 2, bem como na Base Aérea do Galeão.

Além disso, forças de contingência ficarão aquarteladas e poderão ser acionadas em caso de necessidade ou reforço de defesa e segurança.

Em todo o país, incluindo as cidades onde haverá jogos de futebol olímpico, estão engajados na segurança cerca de 42 mil homens. No Rio de Janeiro, os militares mobilizarão 12 navios, 1.169 viaturas, 70 blindados, 34 helicópteros, 48 embarcações e 174 motocicletas. As regiões onde estará o maior efetivo das Forças Armadas são Copacabana, com 5.847 homens, e Deodoro, com 4.713 soldados.

Coordenação Geral de Defesa

“Estamos prontos”, afirmou o general Fernando Azevedo e Silva, coordenador-geral de Defesa de Área. O general disse, porém, que não haverá ocupação de áreas próximas de vias olímpicas. “As Forças Armadas não substituem os órgãos de segurança pública”, explicou. Azevedo e Silva ressaltou que os militares poderão intervir para ajudar as forças públicas locais, atendendo a eventuais solicitações.

O ministro Raul Jungmann esclareceu que o aumento do efetivo militar objetivou liberar as forças locais para o policiamento regular do Rio de Janeiro.

PALCO DA POLITICA NA BAHIA

Neto terá maior tempo na TV mas, somados, aliados de Rui terão mais exposição.

  • Governador Rui Costa (PT) e prefeito ACM Neto (DEM) - Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE

    Governador Rui Costa (PT) e prefeito ACM Neto (DEM)

Na reta final para realização das convenções partidárias, que ocorrem até o dia 5 de agosto, as coligações para a disputa ao cargo de prefeito de Salvador começam a se consolidar, definindo o tempo de propaganda em rádio e TV que os candidatos terão durante a campanha a partir do dia 26 do próximo mês. No atual cenário, os virtuais candidatos ACM Neto (DEM) e Alice Portugal (PCdoB) saem na frente com mais da metade desse tempo. O democrata tem, até agora, 3min42s e a comunista 2min40s em cada bloco na TV aberta e rádio.

Na prática, a campanha desse ano vai mudar a forma do eleitor acompanhar a propaganda, por conta das mudanças na lei eleitoral, que reduz o tempo dos blocos e aumenta as inserções em rádio e TV. Mesmo com a alteração, analistas ouvidos por A TARDE dizem que a exposição na TV continua sendo a principal aposta dos candidatos e consideram que as mudanças vão tornar a propaganda mais dinâmica e atrativa para os eleitores.

Embora Neto disponha de maior tempo, Alice, Cláudio Silva (PP) e Sargento Isidório (PDT) integram a base aliada do governador Rui Costa (PT) e contam, juntos, com pelo menos 4min50s para cada bloco. Os três fazem parte da estratégia de pulverização de candidaturas para fazer oposição ao prefeito.

Mudanças

Pela nova legislação, o tempo dos blocos em rádio e TV diminuiu, a partir deste ano, de 30 para 10 minutos (sendo 10% do total divididos igualmente entre os candidatos) e as inserções aumentaram de 30 para 70 minutos. Serão 140 inserções por dia, pulverizadas na programação de rádio e televisão das 5h à 0h, sendo 84 para prefeito e 56 para vereador.

Neto e Alice aparecem com os maiores tempos de TV de acordo com levantamento extra oficial feito pelo advogado especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim sobre o tempo de cada partido e obtido por A TARDE com exclusividade. Ele utilizou as novas regras da legislação eleitoral para a estimativa. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e até mesmo os partidos só divulgarão os tempos ao final das convenções.

No rádio, os blocos serão das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10, e na televisão, das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40, de segunda a sábado. Antes, às segundas, quartas e sextas, os blocos eram para postulantes a prefeito, e as terças quintas e sábados para os vereadores. Agora, os blocos são apenas para candidatos a prefeito, enquanto os vereadores ficarão somente com as inserções.

Buscando a reeleição, Neto tem consigo o apoio de mais de dez partidos, o que deve lhe conferir pelo menos 3min42s em cada bloco na TV aberta e rádio. Alice, por sua vez, tem ao seu lado, por enquanto, 3 partidos e deve contar com pelo menos 2min40s.

O restante deve ser dividido entre Cláudio Silva (PP), o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PDT), Fábio Nogueira (PSOL) e Rogério Tadeu da Luz (PRTB). O tempo das virtuais coligações (veja tabela abaixo) deve ser maior, pois, pelo levantamento de A TARDE, ainda resta um minuto para ser dividido entre os candidatos.

Dinamismo

Para Ademir Ismerim, as novas regras vão dar maior dinamismo à propaganda de rádio e TV. “A grande maioria das pessoas desligava a televisão na hora da propaganda”, diz ele. Com o tempo reduzido, “cooptar” os partidos com maior bancada na Câmara Federal ganha ainda mais importância, pondera Ismerim. Somente são contabilizados os tempos dos seis maiores partidos de cada coligação.

Na base de Rui Costa, uma das disputas foi pelo PR, que tem 36 segundos no bloco e decidiu na última semana apoiar Cláudio Silva, em detrimento de Alice e Isidório.

Os presidentes estaduais do DEM, deputado federal José Carlos Aleluia, e do PT, Everaldo Anunciação, aprovam as mudanças. “As inserções são mais vistas. Como o tempo é menor, ao invés de perder tempo atacando, o candidato vai apresentar propostas”, diz Aleluia.

Para Everaldo, o novo formato vai atrair mais a atenção e os candidatos deverão ter mais criatividade. “Só o fato de se posicionar bem na TV não vai garantir o voto. O candidato vai precisar ter maior contato com as pessoas”. Para ele, o fato de ACM Neto ter maior tempo não significa uma vantagem, pois terá três candidaturas lhe fazendo oposição.

NOTICIAS DO MUNDO

Rússia escapa da proibição total nos Jogos Olímpicos, mas será submetida a maior rigor anti-doping

Torcedor com bandeira russa diante de logo olímpicoImage copyrightAP

O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu neste domingo delegar para cada federação esportiva a decisão sobre banir ou não de atletas russos nos Jogos Olímpicos do Rio por causa de revelações sobre doping.

A Rússia já foi excluída do atletismo, e a discussão do COI dizia respeito a permitir ou não a participação do país em outras modalidades esportivas – a menos de duas semanas antes da abertura dos Jogos.

Em sua justificativa, o COI disse que a decisão “se guiu pela regra fundamental (…) de proteger os atletas limpos e a integridade do esporte”.

Além disso, a 12 dias da abertura dos Jogos, o órgão nota que não tem “tempo suficiente para realizar audiências com os atletas, autoridades e organizações afetados”.

Apesar de escapar da proibição total, a delegação russa será submetida a critérios mais rigorosos anti-doping, incluindo a proibição a atletas pegos em exames anteriores de doping – mesmo se já tiverem cumprido sua punição.

O presidente do órgão, Thomas Bach, disse que o comitê elevou o padrão ao limite ao “estabelecer um número de critérios muito rigorosos aos quais todo atleta russo terá que corresponder se ele ou ela quiser participar dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.”

“Eu acho que, desta forma, equilibrados o desejo e necessidade de responsabilidade coletiva versus o direito individual à justiça de cada atleta.”

O COI também confirmou que não autorizará a corredora de 800m Yulia Stepanova, que expôs esquemas sistemáticos de fraude e corrupção no atletismo russo, a competir como neutra no Rio. O comitê observou que ela própria havia usado substâncias não-autorizadas e por isso não cumpria os critérios de participação.

A Rússia diz que medidas de punição coletiva para o escândalo do doping, como barrar toda a equipe de atletismo do país, são injustas e fazem parte de uma conspiração ocidental para humilhar uma das maiores potências do mundo esportivo.

Relatório descreve sistema de doping praticado pela Rússia durante Jogos Olímpicos de Inverno em SochiImage copyrightAFP/GETTY IMAGES
Image captionRelatório descreve sistema de doping praticado pela Rússia durante Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi

Esquema patrocinado pelo Estado

O COI já havia anunciado procedimentos disciplinares contra autoridades esportivas russas mencionadas em um relatório independente da Agência Mundial Anti-Doping.

O documento, elaborado pelo especialista legal canadense Richard McLaren, descreveu um esquema sofisticado de doping patrocinado pelo Estado russo e posterior acobertamento da prática entre 2011 e 2015 – principalmente durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, em 2014.

De acordo com o relatório, o Ministério do Esporte russo “dirigiu, controlou e supervisionou” a manipulação de amostras de urina dos atletas e fraudou resultados.

Na segunda-feira, o COI disse que não vai permitir à Rússia organizar ou patrocinar eventos esportivos no país, incluindo os Jogos Europeus de 2019. Além disso, afirmou que as autoridades implicadas no relatório não serão credenciadas para participar nas Olimpíadas do Rio.

NOTICIAS INTERNACIONAL

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contra Trump, democratas se unem em convenção que deve chancelar Hilllary

Embora não seja unanimidade, Hillary deve contar com apoio massivo na Convenção DemocrataImage copyrightREUTERS
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Embora não seja unanimidade, Hillary deve contar com apoio massivo na Convenção Democrata
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton não é unanimidade entre os eleitores do Partido Democrata e enfrentou uma longa disputa com o senador Bernie Sanders para ganhar a vaga do partido na eleição presidencial em novembro.
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Ainda assim, ela deve contar com um apoio massivo na Convenção Democrata que se inicia nesta segunda e que deve oficializar sua candidatura. O motivo: o rival de Hillary na eleição em novembro, o empresário republicano Donald Trump, provoca calafrios em eleitores democratas de quase todos os matizes.
Seis inverdades ditas por Trump e o que acham seus eleitores
O próprio Sanders – escalado para discursar na primeira noite da convenção – disse que faria de tudo para que Hillary derrotasse o empresário.
“Enquanto Donald Trump está ocupado ofendendo mexicanos, muçulmanos, mulheres, afro-americanos e veteranos, Hillary Clinton entende que nossa diversidade é uma das nossas maiores forças”, ele afirmou ao declarar seu apoio à candidata, há duas semanas.
Um dos principais objetivos do Partido Democrata na convenção será se apresentar como mais diverso e aberto que os rivais republicanos, aproveitando seu apoio entre minorias étnicas e sexuais e a mudança demográfica em curso nos Estados Unidos.
Sanders disse que faria tudo para Hillary derrotar TrumpImage copyrightREUTERS
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Sanders disse que faria tudo para Hillary derrotar Trump
Segundo o Censo americano, até 2020 mais da metade das crianças americanas pertencerão a minorias étnicas, e até 2043 brancos deixarão de ser maioria na população geral.
Entre os convidados a discursar estão imigrantes latinos, mães de americanos negros mortos por policiais e ativistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Também participação da convenção ou de eventos paralelos o rapper Snoop Dogg e as cantoras Lady Gaga e Demi Lovato, entre outras celebridades.
Tropeços de Trump
Se puder unir o partido em torno de si na Filadélfia, Hillary fará algo que Trump não conseguiu fazer na Convenção Republicana na semana passada, em Cleveland.
Ainda que tenha tido sua candidatura confirmada no evento, o empresário enfrentou momentos desagradáveis ao longo da semana e não contou com a presença de importantes líderes republicanos, como o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Ohio, John Kasich.
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Trump não teve apoio de nomes importantes do partido Republicano, como Jeb Bush
Logo no início da convenção, delegados eleitorais contrários a Trump tentaram constrangê-lo ao propor uma votação que atrasaria o início da programação, gerando tumulto e reações acaloradas entre os apoiadores do empresário.
Rússia escapa da proibição total nos Jogos Olímpicos, mas será submetida a maior rigor anti-doping
Na mesma noite, a esposa do empresário, Melania Trump, foi acusada de plágio ao repetir trechos do discurso da atual primeira-dama, Michelle Obama, na convenção democrata de 2008, o que ofuscou o segundo dia do encontro.
Na penúltima noite da convenção, Trump passou por outra situação indesejada quando o senador Ted Cruz, segundo colocado nas prévias republicanas, se recusou em seu discurso a pedir votos para o empresário, deixando o palco sob forte vaia.
Ted Cruz, segundo colocado nas prévias republicanas, se recusou a pedir votos para Trump em convenção do partidoImage copyrightREUTERS
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Ted Cruz, segundo colocado nas prévias republicanas, se recusou a pedir votos para Trump em convenção do partido
Já Hillary contará com o apoio e a presença de todos os principais membros do Partido Democrata, entre os quais o presidente Barack Obama, a primeira-dama Michelle Obama e a senadora Elizabeth Warren, além de vários governadores e congressistas do partido.
‘Berniemaníacos’
Ainda não se sabe, porém, como os delegados de Sanders reagirão ao cortejo da candidata. Com suas propostas à esquerda (como criar um sistema público de saúde e tornar gratuitas as universidades públicas), o senador venceu as prévias em 23 dos 57 Estados e territórios e foi tratado quase como um herói por seus apoiadores.
Transmissão de Zika por pernilongo comum requer ‘mudança radical’ em medidas de controle
Durante a disputa, Sanders disse que Hillary não tinha preparo para ser presidente e criticou vários pontos de sua biografia, como seu apoio à invasão americana no Iraque, em 2003, e seus laços com banqueiros de Wall Street.
No fim da corrida, mesmo quando já não tinha mais chances de ultrapassá-la, ele se manteve crítico à rival e afirmou que levaria suas bandeiras para a Convenção Democrata.
Ainda não se sabe como os delegados de Sanders reagirão ao cortejo de Hillary na convençãoImage copyrightGETTY IMAGES
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Ainda não se sabe como os delegados de Sanders reagirão ao cortejo de Hillary na convenção
Outro fator que pode provocar turbulências na convenção são protestos. Nas últimas semanas, ativistas do movimento Black Lives Matter (vidas negras importam), que protestam contra a violência policial contra negros americanos, disseram que poderiam se manifestar durante o evento se a plataforma aprovada na convenção deixar a desejar.
O ativista DeRay McKesson afirmou ao jornal USA Today que o grupo poderia seguir o exemplo de congressistas democratas e se sentar no chão do salão da convenção por várias horas até ter suas demandas atendidas.
Os brasileiros que foram separados à força de pais com lepra e lutam por reparação
Os parlamentares adotaram a estratégia em junho para pressionar os colegas republicanos a aprovar restrições à venda de armas, mas não tiveram sucesso.
Mas mesmo ativistas à esquerda descontentes com a vitória de Hillary têm indicado que, por mais reservas que tenham em relação à candidata, poderão poupá-la de ataques mais duros nos próximos meses para não fortalecer a candidatura de Trump.

aiba quem são os brasileiros suspeitos de planejar atentado

Vitor Magalhães e Antônio Andrade dos Santos (o primeiro à direita e primeiro à esquerda na foto acima) estão entre eles.

O grupo de brasileiros alvo da Operação Hashtag da Polícia Federal, que prendeu dez pessoas sob suspeita de tramar ataques terroristas durante a Olimpíada, inclui catorze nomes – alguns deles adotaram nomes árabes ou falsos para se comunicar nas redes sociais: Alisson Luan de Oliveira, Antonio Andrade dos Santos Junior (Antonio Ahmed Andrade), Daniel Freitas Baltazar (Caio Pereira), Hortencio Yoshitake (Teo Yoshi), Israel Pedra Mesquita, Leandro França de Oliveira, Leonid El Kadri de Melo (Abu Khalled), Levi Ribeiro Fernandes de Jesus (Muhammad Ali Huraia), Marco Mario Duarte (Zaid Duarte), Matheus Barbosa e Silva (Ismail Abdul-Jabbar Al-Brazili), Mohamad Mounir Zakaria (Zakaria Mounir), Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo (Ali Lundi), Valdir Pereira da Rocha (Valdir Mahmoud) e Vitor Barbosa Magalhães (Vitor Abdullah). Da lista, dois suspeitos foram conduzidos coercitivamente para depor e outros dois estão foragidos. El Kadri e Pereira da Rocha já foram condenados por homicídio.

Levantamento de VEJA publicado nesta semana revela que 32 brasileiros juraram fidelidade ao Estado Islâmico. Pelo menos quatro deles, incluindo Vitor Magalhães e Antônio Andrade dos Santos (o último à direita e o primeiro à esquerda) estão entre os investigados pela Operação Hashtag.

Suspeitos – Mohamad Mounir Zakaria é brasileiro e dono de cinco empresas de confecção na região do Brás, bairro onde mora em São Paulo. As confecções de Zakaria, a exemplo da Raio Jeans Confecções, ficam na Rua Barão de Ladário. Ele também trabalhou na Rua Oriente, um dos principais pontos de venda do Brás, e é o 2º diretor de patrimônio da Liga da Juventude Islâmica Beneficente do Brasil, cuja mesquita fica no Pari, bairro próximo do Brás na capital paulista.

O sul-matogrossense Leonid El Kadri é mecânico em uma agropecuária em Campos de Júlio (MT), cidade onde vive. Ele já cumpriu pena de 18 anos e oito meses de prisão por homicídio e roubo qualificados. Durante o período em que esteve preso em Araguaína (TO), El Kadri chegou a fugir da prisão e se apresentou em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT). No mesmo processo foi condenado  Valdir Pereira da Rocha. Atualmente divorciado, El Kadri estudou em uma escola evangélica, participou de um grupo escoteiro no Tocantins entre 1989 e 2000 e cursa engenharia mecânica na Faculdade Anhanguera.

Um Bate Papo Amigavel

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A postura do ex-presidente Lula tem se mantido a mesma com relação ao presidente interino Michel Temer.

Em discursos, Lula ataca o ‘opositor’, mas ao que parece, nos bastidores, sobretudo após o impeachment, ele voltará a abrir espaço para diálogo com Temer.

De acordo com a coluna painel, da Folha de S. Paulo, seguindo a mesma postura de Lula, o presidente interino voltou a mencionar a necessidade de procurar a oposição para dialogar, mas repetiu que ainda não é o momento. Vai esperar o desfecho do impeachment.

A avaliação é que o Planalto precisa de uma interlocução mínima com organizações sociais, historicamente lideradas pelo PT, para conseguir votar pautas delicadas no Congresso Nacional.

Dilma e o Seu Destino

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Aos poucos, Dilma já começa a fazer sua mudança para Porto Alegre

Presidente afastada, porém, não desistiu dos planos de voltar à Presidência

Na semana passada, o afastamento de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República completou dois meses sem que ela tenha conseguido avançar em seu principal objetivo: obter mais votos de senadores contra o impeachment.

Aliados da petista continuam dizendo que é possível mudar o placar, que, hoje, apresenta uma boa margem a favor do impeachment. Mas, aos poucos, Dilma já está retirando seus objetos pessoais do Palácio da Alvorada – que terá que desocupar caso o impeachment se confirme – e levando-os para seu apartamento em Porto Alegre.

As viagens para a capital gaúcha são as únicas que Dilma ainda pode fazer em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), em geral um jatinho Legacy. Sempre que embarca para lá, a presidente afastada consegue levar duas malas com objetos pessoais. Ela carrega também a bicicleta com a qual se acostumou a fazer seus exercícios diários.

A petista decidiu manter o discurso de que é vítima de um golpe, mesmo sabendo que as chances de reverter o processo de impedimento no Senado são baixas. A preocupação é repetir sempre essa tese para que ela um dia fique registrada nas páginas da História.

“Isso aqui vai ficar registrado como golpe. Dilma está sendo vítima de um projeto de retirada dos direitos trabalhistas. Tenho certeza de que ela será inocentada pela história”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), ressaltando que ainda não considera a batalha contra o impeachment perdida.

Em Brasília, Dilma tem recebido senadores aliados e concedido entrevistas a emissoras de rádio. Sempre acorda cedo e mantém o hábito de pedalar antes de iniciar a rotina de trabalho. Interlocutores contam que ela está sóbria, consciente das dificuldades de virar o quadro político. Mas que não desistiu dos planos de voltar à Presidência.

A argumentação de quem conta com a possibilidade de reversão do quadro é que a denúncia sobre as “pedaladas fiscais”, uma das bases do impeachment, se fragilizou depois que a perícia do Senado e o Ministério Público Federal isentaram Dilma de ter atuado pessoalmente nas operações de crédito do Plano Safra. Para o Tribunal de Contas da União (TCU), a medida caracterizou a manobra financeira.

Os defensores de Dilma dizem também que ela, inicialmente, era acusada de ter assinado seis decretos de crédito suplementar que desrespeitavam a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Mas que, agora, apenas três continuam sustentando a denúncia de que a presidente afastada cometeu crime de responsabilidade.

Dilma, que não quis ir à comissão de impeachment fazer sua própria defesa, já declarou que irá ao plenário do Senado apresentar sua defesa para as denúncias antes do início da votação final do impeachment.

À espera de um fato novo

Além disso, o time de Dilma não descarta que, até o fim de agosto, quando o impeachment será julgado pelo plenário do Senado, um fato novo contra o governo Michel Temer apareça, ferindo mortalmente o presidente interino. Alguns aliados de Dilma secretamente torcem por uma nova delação, como a do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é ligado ao núcleo político do governo Temer e sempre foi próximo do presidente interino.

Outro ponto que tem animado os aliados da petista é o fato de Temer governar com uma enorme e heterogênea coalizão, o que o impede de atender a todos os aliados. Eles torcem pelo aumento das insatisfações.

“A situação de Dilma é difícil, mas não é impossível. A margem entre o sucesso e o insucesso é estreita. Os votos são muito voláteis. Nada é consolidado na política. Algum fato novo pode surgir e mudar o rumo das coisas. Além disso, o coeficiente de traição é algo difícil de se contabilizar”, disse um auxiliar de Dilma.

Um parlamentar aliado da presidente afastada disse que tem ouvido muitas reclamações vindas da base de Temer, e que isso pode se reverter em votos pró-Dilma.

“O governo Temer tem problemas. A base é muito grande, isso gera disputas por cargos, brigas. Juntar esse tanto de lado é muito complicado”, disse ele.

Salvadores Caninos

Pedófilo leva menina e 5 cães a salvam de estupro

Pedófilo leva menina e 5 cães a salvam de estupro (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Na Argentina, uma menina de 12 anos ia para a casa da tia a pé quando um homem a agarrou por trás, tapou sua boca e a levou para um terreno baldio para estuprá-la.

Segundo o site Correo del Orinoco, a criança, que não teve o nome divulgado, debateu-se em seus braços, sem forças suficientes para se soltar. Mas cinco cães de rua que estavam ali por perto ouviram o choro da menina e correram para salvá-la do abuso.

Eles procuraram a direção dos gritos e, ao avistarem a pequena sendo estuprada, avançaram no pedófilo, morderam seu rosto e arranharam todo o seu corpo, deixando a garota intacta que aproveitou para fugir.

Ela, então, pediu ajuda para as casas vizinhas e foi socorrida.

O agressor ainda não foi identificado.

Os cachorros já estão sendo chamados de anjos-protetores por toda a cidade. Há quem diga que eles foram enviados para salvá-la. E você o que acha?

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